quinta-feira, 19 de março de 2009

E agora?

I don´t believe in anybody

Que prometi pra mim mesma nunca mais ficar em pé esperando horas um show que vai demorar só meia e que eu não vou conseguir ver nada direito, em lugar longe que precisa estacionar, e que vou achar tudo feio, sujo e malvado.

Agora escuto na Lúmen que o Oasis tem show marcado em Curitiba?

12 de maio, no troço grande tipo barracão lá de Pinhais???
E agora, que eu já tinha me conformado, me fazem uma dessas. Cacete.
UPDATE:
Já decidiram por mim. DUZENTÃO POR CABEÇA!!! Claro que não vou.

Figurinhas preferidas - Consciência Cósmica

Primeiro dia de aula na faculdade, turma de 60 alunos. O professor manda todos se apresentarem, um por um. Lá pelas tantas levanta um alemãozão, cabelos finos e dourados, rosto de anjo barroco, olhos azuis, bochechas rosadas. Vai ao quadro-negro (ninguém tinha feito isso) e escreve, enquanto explica:
- Meu nome é Fulano de Tal, mas eu não uso esse nome. Podem me chamar a partir de agora de Jorai Schmidt.
E ainda complementa:
- E eu sou a Consciência Cósmica.
A turma, quieta. No quadro ficou o registro: Jorai Schmidt, a Consciência Cósmica.
Que me lembre, nem os professores o chamavam pelo nome, a não ser na hora da chamada.
Jorai foi morar na Alemanha e não mais ouvi falar dele. Não cheguei a ser uma amiga, porque convenhamos, eu era uma pessoa bem desinteressante e nem sempre convidada pras melhores festas.
Interessante é que o Jorai não agia como a Consciência Cósmica, ou com o que uma Consciência Cósmica poderia ser. Ele se divertia e ridicularizava tudo (escrevo no passado porque estou contando do passado, ele deve estar muito bem e vivo por aí, pelo mundo) e todos, sem se prender a status, beleza (no caso das gatinhas da cu-municação), cargos (professores e diretores). E todo mundo adorava o Jorai.
Bem, se ele passar por aqui, oi.
Update - Googleando, tudo se acha. O Jorai tá aqui.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Voltamos à programação normal

Parabéns, curitibocas que estavam reclamando do calor o tempo todo e em absolutamente todos os lugares. Está garoando. Satisfeitos? Agora quero ver todo mundo no parque. Ah, mas daí começa a outra choradeira típica. "Não tem como sair de casa nesse frio..."
Povo mais chato do mundo, vou te contar.

terça-feira, 17 de março de 2009

En passant

Eu já tinha desligado aqui o laptop mas tive que voltar pra contar. Que fomos eu e Nina ao mercadinho perto de casa, comprar ração pra Mimi, e ao sair vi um lindo cartaz na porta, com imagens ilustrativas de um homem de costas, com camisa branca, feitas pela câmera de segurança:
PROCURA-SE CAGÃO ANÔNIMO.
É isso mesmo. Pelo que entendi, mesmo mesmerizada, tem alguém, digamos, dificultando a abertura da porta de aço do mercadinho, agindo durante a madrugada. Ok. Não quero mais pensar nesse assunto.

Olha pra câmera

Já contei lá no LV da Fal mas não custa repetir aqui. Clodovil pra mim é super referência pop. Era (morte cerebral comprovada, já posso usar o pretérito, né) uma besta, gay alienado e recalcado, mas me fez querer ser estilista. Lá pelos 10 anos, eu o via todo dia no programa TV Mulher. Ele desenhava lindos vestidos de festas com poucos traços enquanto xingava as telespectadoras que mandavam cartas tratando-o por Clodô. Ele odiava ser chamado de Clodô.
Um dia ele chega ao programa de cara inchada, chorando. E conta que estava indo pro estúdio, ligou o rádio do carro, tinha Elis cantando; mudou pra outra estação, Elis cantando de novo; mais uma vez, Elis. E assim, sem ouvir notícias ainda (não tínhamos CBN nem BADnews), ficou sabendo - sentiu - que sua amiga Elis Regina tinha morrido. Conversando sobre o Clô, anos e anos mais tarde, eu e um amigo que também nunca o perdia no TV Mulher, nos perguntamos: mas por que ele mudava tanto de rádio? Não queria ouvir a Elis?

Imagina a alegria do suplente. E do PTC, my god.



Agora deixa eu dizer uma coisa importante. TV Mulher, com Marília Gabriela, Marta Suplicy, Clodovil, Ney Gonçalves Dias, foi uma das coisas mais importantes pras mulheres da minha família nos anos 80. Junto com o Malu Mulher. Pílula, independência financeira, carreira, tudo veio dali. Eu mesma só fiquei sabendo pela Marília que existia um negócio chamado vestibular.

Hoje

Hoje finalizei meu check-up anual. Já tinha feito os exames de sangue*; faltavam aqueles que só as mulheres fazem. E que se os homens precisassem fazer, morreriam às pencas.
Tinha que tomar 4 copos de água uma hora antes, pra ficar com a bexiga cheia. Tomei, mas como está quente, levei no carro uma garrafinha de 250 ml de água, como sempre faço. A Nina tomou uns golinhos no caminho até a escola e eu detonei o resto até achar vaga pra estacionar no laboratório.
O exame estava marcado pra 12h30 e eu já estava estourando. Me chamaram às 12h35 e eu, "ufa, já estou quase fazendo xixi na calça!". A moça me levou pra outra salinha, pra tirar a roupa e esperar. Juro que desta vez, quase.
Durante o exame já fiquei sabendo que está tudo relativamente normal, dentro do meu normal. Ok.
Saí do laboratório, tinha um menino em cadeira de rodas, tão magrinho, com a família toda. Evitei olhar mas não consigo esquecer.
Ali pertinho tem uma floricultura; aproveitei pra comprar um veneno anti-pulgão. Contei que deu pulgão na minha cebolinha? E um spray pra limpar as folhas das minhas plantas.
Comi um sanduíche natural sem maionese nem molho e trouxe um pedaço de bolo de chocolate de sobremesa. Veja só. Ontem, tinjo e corto o cabelo; hoje, chocolate. Ela está descontrolada! Mas pelo menos, não fisicamente, me garantem os especialistas.



* Sobre os exames: puxei meu vô Zé. Ele viveu até os 96, e mesmo assim porque minha vó se foi um ano antes. Sabe que com os velhinhos muito velhinhos geralmente é assim, vai um, o outro segue logo. Voltando a mim, então. Pra eu chegar perto de ter colesterol normal, preciso comer uns 10 ovos por dia. Tenho ótimos indicadores, pareço uma Suíça da Saúde.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Cabelo novo de novo

Ela manda, eu obedeço.
Quando fiz as luzes vermelhas, cheguei na escola pra pegar a Nina. E ela me olhou com verdadeiro HORROR:
- MAMÃÃÃÃE o que você fez com seu cabelo???? (ela fala 'seu', eu falo tudo 'teu', 'tua')
E começou um lobby pro meu cabelo "voltar ao normal", em suas palavrinhas.
Bem, se eu tivesse gostado das luzes, as teria mantido. Mas nada como obedecer à minha doce tirana. Hoje não pude ir ao spinning, por causa do horário no Dr. B. (aliás, o canal vai bem, obrigada: bem morto). Daí passei no salão e mandei cobrir tudo de castanhão e ainda cortar repicado pra renovar. Confesso que não gostei do corte, é daqueles que dá vontade de passar a tesoura de novo. Mas, serenity now, agora vou aguentar. Cabelo cresce.
Oi. Ando exibida, né?

So-corro

Ninotchka Fedorovna, 4 anos, no carro.
- Mamãe, quando eu vou mudar de escola?
- Quando você tiver 5 anos vai pra escola X, fazer o primeiro ano.
- E depois vou pra qual?
- Se você gostar, pode ficar lá muitos anos, até escolher no que vai trabalhar e qual faculdade vai fazer...
- Mas eu não preciso fazer faculdade, mamãe. O que eu quero ser não precisa estudar.
- AH É? E o que a senhorita quer ser quando crescer?
- Mãe.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Já percebeu?

Ano passado eu era mais interessante.

(reflexão pós-leitura do blog antigo)

Pollyanna is dead

Okay, passou a alegria por ter só um canal pra tratar. O cacete do dente me doeu a noite toda e só consegui horário pras 18h30. Nem é com o dr. B., é com o primo dele. Tomara que o talento seja de família.
Pelo menos assisti tudo que passou de interessante até as 3 da manhã. House, Law & Order, David Letterman. E até o que passa longe de ser interessante. Ghost Whisperer. Cruzes.
De toalha com gelo no rosto.
É, temos um longo dia pela frente.