terça-feira, 31 de março de 2009

En passant

Chega, já deu o que tinha que dar. Não aguento mais fazer o tal do ppt. Tem que pensar como a pessoa vai dar a palestra, eu que odeio palestra, nunca dei palestra. Não sei fazer. Desisto. I quit.
Vou fazer à Scarlett e deixar pra amanhã.
Hoje só vou contar da Nina, tá bom assim?
Ontem ela me disse, logo cedo, "mamãe, quero viajar pro Peru". E mais não explicou.
Eu dei um pulo e, de susto, comentei: "Logo pro Peru? Pra quê?".
Mas vendo que ia criar um preconceito terrível contra nuestros hermanos, me corrigi.
Contei* que o Peru é um país muito pobre, e que antigamente tinha muito ouro, mas não pra comprar e vender; que o povo de lá era muito inteligente, construía pirâmides nas montanhas mais altas, e se vestia, fazia estátuas e prédios de ouro; e que os espanhóis, os mesmos que invadiram as terras da Pocahontas, chegaram lá pra roubar todo esse ouro e mataram todo mundo (ela gosta de um thriller).
"Todo mundo não, mamãe, se ainda tem gente lá é porque uns fugiram".


***

E pela manhã, eu a levava de carro para a casa da vó (pra passar o tempo até a hora da escola); olho pro banco de trás, ela está de olhar longe, longe, eu pergunto:
- O que você está com essa carinha feliz, pensando em quê, posso saber??
- Mamãe, tô pensando que tô viajando de balão.

***

Outra, agora minha. Somos fiadores de um colega do marido. Ele foi no cartório pra confirmar minha assinatura no contrato e não bateu. É pelo menos a quinta vez que isso me acontece. Tenho uns 30 tipos de assinaturas por aí. Não consigo nunca fazer igual.
Engraçado é que, me sentindo culpada, e sendo o cartório perto do trampo, fui lá pra fazer novo registro de firma. O colega estava lá esperando, e é um ruivo tão tímido que quando me viu e cumprimentou, ficou todo vermelho.

***

* Depois fui lá ver se tinha chutado certo. Ufa. E não falei só de ouro, não. Contei das lhamas também.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pós-pós

A primeira aula de pós foi de oratória. Sim, Oratória. Um dia inteiro de aula de oratória.
O professor já me deu aula, de cursinho, 21 anos atrás. Ele usou esse fato ('viram como ela lembra de mim?') para demonstrar como é importante se posicionar bem no "palco" para ser lembrado. Eu lembro que ele foi o professor que não gostei no cursinho, porque era chato. E saiu no meio do ano, acho que demitido.
O título do power point dele era "Como se tornar um vencedor".
A próxima aula de pós será de oratória. Haverá um seminário. Escolhi o tema "comunicação virtual" ou algo do gênero.
A turma tem quase 40 pessoas. Destas, 99,5% mulheres. Desse total, 99,5% com 24 anos em média.
A coordenadora da pós interrompeu a aula pra dizer que a sala de aula era outra, que já estava expulsando os alunos daquela sala que seria a nossa. Estava errada, expulsou os alunos à toa.
Daí ela foi passar o cronograma de aulas e errou todas as datas. Botou aula em feriado e tals.
Ela contou que já houve uma turma daquele curso de pós, ano passado. E que não deu muito certo. Que tinha muito jornalista e "sabe como é, jornalista reclama mesmo". E que agora ela, que é jornalista, estava lá pra fazer as coisas acontecerem e qualquer reclamação era direto com ela.
Depois do intervalo tivemos uma atividade de interação. Pras apresentações. Cada uma riscava um fósforo e falava sobre si mesma enquanto o fogo durasse.
O professor de oratória dizia coisas como "estou muito feliz de estar aqui aprendendo com vocês".
Ao se despedir, mandou "um beijo no coração" de cada uma. E pediu que mandássemos power points fofos pro e-mail dele, que ele gosta.

Um sábado inteiro de sol e R$ 225,00 perdidos. Eu já desisti e não volto mais.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Fofa

Li lá no G1 que hoje é níver da Xoxa. Aqui vai minha homenagem.

Nina explicando por que eu não gosto da Xoxa:

- É porque ela é uma mulher que só pensa em vender coisas pros papais das crianças comprarem.

Ok, ela diz isso mas daí completa: "mas da Xuxinha eu posso gostar, né, mãe?"

Pacto com o demo, só pode.

Memories

A dermatologista mandou eu tomar, todo dia, duas pilulinhas em jejum. Pra não esquecer, eu deixo o frasco em cima do galão de água, naquele côncavo. Eu acordo, tomo um copo d´água, faço café, mamá pra Nina, preparo minhas duas fatias de pão integral - uma com requeijão, outra com mel - e quando vejo, pimba. Esqueci das pilulinhas. E elas foram caras, viu.
Semana passada fui ao banco tirar dinheiro. A senha era um dos números de telefone da minha casa, um dos antigos, que não existem mais. Esqueci. Cancelei o cartão. Isso que tentei 3 números diferentes, sempre crente que era aquele.
Tirar o lixo que não é lixo pra fora, terças e quintas: nunca lembro.
Hoje tinha reunião. Ontem, às 22h30 (flashback à Lost), lá estava eu mandando mensagem desesperada pra secretária me salvar e contratar, logo cedo, um aluguel de retroprojetor. A reunião foi às dez e se não fosse por ela, não ia ter power point.
E a pós? Quase perdi a inscrição, porque esqueci de ler o edital explicando em qual link deveria verificar se fui ou não classificada (rsrs, como se precisasse, pagando).
Sem contar todas as vezes que saí me picando de casa pra não passar da hora do dentista, médico etc.
Sempre fui distraída. Até já achei que estava ficando surda, simplesmente por não prestar atenção no que os outros me falavam. Fiz audiometria e tudo. Aos 20 e poucos, era charminho, viver nas nuvens. Agora não. Tá ficando difícil.
Desse jeito vou ter que tomar outra pilulinha em jejum, pra memória. Se eu lembrar da primeira vez, quem sabe.

Adivinha quem é a besta que vai montar isso tudo?


O Capital barateia seus custos tirando gente da produção e da prestação de serviços. E nós, os consumidores trouxas, ainda temos que trabalhar pelo desempregado que perdeu a vaga. É o caso dos bancos: aquele monte de senha e de encheção de saco no caixa eletrônico.


E agora mais essa. Sabia que jogos infantis não vêm mais montados como antigamente? Antes era só abrir a caixa e jogar. Pois ontem fui comprar presente pra amiguinha da Nina que faz aniversário. Escolhi um jogo, bem legal. De adivinhar personagens. É pra mais de 6 anos, mas essas meninas não têm 5 ainda e já matam a pau.


Mas é impossível comprar um jogo com uma criança do lado, e não levar dois - um pra aniversariante, outro pra convidada. Claro que o interesse foi todo meu, pois eu não aguento mais jogar (e perder) no Passeio das Princesas e no Jogo da Memória.


Daí que a Nina estava praticamente babando de expectativa pra jogar o jogo novo, e o choque: você tem que montar todas as pecinhas! E são 48! Encaixar cada pedacinho de papel no plástico, um por um, com uma criança hiperativa esperando do lado!


E isso, com House começando. In-fer-no-na-ter-ra.


Deixo aqui meu protesto.

Setimeia

E não é que a tal pós começa às SETE E MEIA da manhã de amanhã?????
Num lugar que eu nunca fui e aonde não sei chegar???
(ok, é fácil, mas eu só sei fazer o caminho casa-trabalho-casa-da-mãe-shopping-mercado)

E já tem uma colega de trabalho (o-oi Silvio) que vai fazer também. Só que ela tem 21 anos. Será que eu vou ser a tia véia da pós?

zzzzzzzzzzzzzzzzzzz só se fala noutra coisa.


Já o twitter anda divertido.

catarroverde moda outono-inverno Daslu: xadrez.


Enquanto isso, acho no Legendado meu novo papel de parede do PC:


quinta-feira, 26 de março de 2009

Ansiedade pouca é bobagem


Nina fazendo a lista dos convidados para seu 5º aniversário.
Detalhe: é só em outubro.
(clica na foto pra conferir a caligrafia)

Tuiuiú

Agora estou no twitter. De novo. Procurando vocês. Me achem lá: é @tinapontolopes.

(e com a ajuda da Lollo, adorando - por enquanto)

quarta-feira, 25 de março de 2009


Hehe, hehe, hehe. Loser manos. hehe, hehe, hehe.
(sem ofensas, )

terça-feira, 24 de março de 2009

Putz

Acabo de pagar, on-line, a matrícula na tal da pós.

E acabo de me arrepender.

A conferir.