sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tava esquecendo do melhor

O melhor do pior, quero dizer.

Lá na pós-picareta, na aula de oratória (!), o professor estava falando sei lá o quê sobre quando as pessoas não prestam atenção à sua palestra (acho que era isso) e de repente...

SOBE NA MESA.

(pausa)

O PROFESSOR DE PÓS SUBIU NA MESA.

Respirei fundo, mas fundo mesmo, pra não subir na minha carteira também e gritar


OH CAPTAIN MY CAPTAIN.

Dois segundos depois me dei conta de que com a média de idade da tchurma lá pelos 24, ninguém ali deve ter visto o filme, que é de 1989. Teriam uns 5 aninhos.

No máximo, reconheceriam o Wilson.

Mas gente, pensando bem, agora deprimi. Lembro como se fosse ontem o tanto que me debulhei de chorar no cinema - e lá se vão 20 anos!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O vilão e a trilha do dia

Ben Linus e Scissor Sisters, taí gostei.

Ensaio sobre a vesguice

Fui no oftalmologista hoje. Novinho - não confio muito. Última vez que tinha ido consultar as vista foi há uns oito anos. Fui lá reclamando que quando ponho o óculos, prescrito há quase uma década, portanto, enxergo tudo meio nublado - portanto, meu grau que era pouco deve ter aumentado.
A consulta demorou exatos 5 minutos.
Antes, fiz dois exames com uma mocinha, em aparelhos. Puff, um ventinho, mediu a pressão ocular. No outro, olha pra árvore do desenho, mediu o grau. Essa deve ser uma técnica optometrista, não é? Sempre lembro que era a profissão da personagem da filha negra em Segredos e Mentiras.
Acontece que minha hipermetropia regrediu. Sem contar que o óculos tinha quase um grau de miopia. Ou seja. Ou eu tive miopia fraca e não lembrava disso, pois meu histórico é outro, ou fizeram as lentes erradas. E eu usando esse tempo todo.
Bem. Na verdade, quase não uso. O doutor me mandou voltar daqui a dois anos, quando tiver 40.
Eu ainda ia contar aqui, com mais cuidado, do Dr. José Hamilton, meu oftalmo da infância. Que ele era carinhoso e ao mesmo tempo, dava croques na cabeça. Em cima das presilhinhas. Que ele era vizinho do meu avô, e o vô juntava folhas dos pinheiros gigantes que tinha no jardim, da romãzeira, dos limoeiros, da figueira, e queimava tudo. E o Dr. José Hamilton ia lá reclamar com meu vô, afinal, ali do ladinho tava cheio de paciente com as pupilas dilatadas, fumaça não é boa coisa. E eu era vesga quando era criança; um dos meus olhos escapava pra fora (não era vesga de se imitar botando os olhos pra dentro, na direção do nariz, ufa). Doutor José não quis me impor o tapa-olho, me convenceu a fazer exercícios com o dedo indicador, afastando-o e aproximando-o dos olhos, todo santo dia. Até que a vesguice passou.
Daí me deu uma saudade. Deixa pra lá.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Divagações pascoalinas ou "Que trazes pra mim?"

Ninotchka chegou contando SUPER entusiasmada (berros agudos):

- Mamãe, tinha um COELHO hoje na escola! De olhos VERMELHOS! E tem pêlo BRANQUINHO! E ORELHAS compridas! É IGUALZINHO o da música!


***

Daí que a minha mãe, a supervó, que cuidou dela durante a semana enquanto eu estava lá com o serviço de preso do ppt, queria dar uma lembrancinha de presente de Páscoa, porque vai viajar.
Eu argumentei que a Nina tem tudo o que quer, não precisa de absolutamente nada.
Ah, mas só uma lembrancinha, um ovinho de chocolate. "É Páscoa", disse a avó, que por sua vez só quer saber de bacalhau nessa época.
Eu concordei com "só lembrancinha", mas ovinho não, ela já vai ganhar um ovo de chocolate, não sei qual ainda (tenho que correr na Americanas - anotar correndo na agenda!) e que já que a Nina nem gosta muito de chocolate (prefere balinhas de iogurte) um ovo só tá ótimo, senão quem vai comer os outros sou eu e o marido.
Minha mãe balançou a cabeça, aparentemente aceitando.
Hoje nos chamou pra visitá-la no final do dia, porque amanhã viaja.
De lembrancinha, comprou uma areia tipo massinha, sofisticada e cara - custa R$ 109 por aí. Vem com umas fôrmas de castelo, princesa, tijolos etc.

Eu sou inilimpável!!!!

Detalhe: esse seria o presente de aniversário da Nina, conforme meus planos.
Depois disso ainda teve o ovo de chocolate. Grande. Das Princesas. Com uma Bela (da Fera) que brilha, dentro.

Insuperável: chocolate com princesas

E eu querendo criar uma menina simples, que ganha um ovinho só - aliás, que faz seus próprios ovinhos de chocolate (essa foi outra novela, toda na noite de ontem), sem delírios de consumo? Ou, causados por excesso de açúcar.
Bem, bem. Sem contar que vovó é professora primária aposentada. Nem tá podendo. Mas avós realmente deixam o tico e o teco na maternidade.


***

Daí quando vínhamos pra casa, eu formulei o seguinte raciocínio com a Nina


- Olha só, Ninotchka. Tua vó já te deu um ovo e brinquedo! E a gente já tinha feito ovinhos de chocolate ontem. Então tem chocolate demais em casa, já. Vamos fazer o seguinte? Escrevemos pro Coelho da Páscoa e explicamos que neste ano você não precisa de ovo de chocolate. Ele pode deixar outra coisa, tipo um livrinho, um vestidinho - que você está precisando... que tal?

Ela me olhou feio. Mas disse que vai pensar.

***

É, aqui em casa não tem aquele negócio de ressurreição, não. Só nos concentramos no mundano da coisa toda. Chocolate, bacalhau, coelho, feriado.


#beijomexcomunga

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Chapa quente

Eu sabia mexer no Corel Draw até a edição 8.0
Agora está na X4.
Imagina como estou me batendo.

Não dá nem pra tuitar. Foi mal aí.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eu sei

Isso aqui anda mais parado que olho de vidro.
Como dizia um ex-chefe meu.
Pro cliente que, por acaso,
tinha olho de vidro.


(eu sei que já contei, mas ah, faz tempo).

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pra começar bem o dia

Fazendo uma cama bem quentinha pra Mimi.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Eu, a anta onomatopaica

Arrumando o projetor pra apresentar meu PPT, o primeiro (e mais simples) de uma série inacabável, mexo, reviro e não consigo fazer a imagem aparecer na parede. A colega vem e plim! - era só apertar Função+F5. Todo mundo sabe disso menos eu?
Daí fui ajeitar o projetor pra apresentação não ficar torta, Tóin! - olho direto na luzona branca. Agora estou vendo bolinhas pretas.
E como a crise de ansiedade com direito a taquicardia é pouco, a coisa toda ficou pra depois do almoço.
Vou pro spinning, uma hora sem pensar.

#beijodadoida

terça-feira, 31 de março de 2009

En passant

Chega, já deu o que tinha que dar. Não aguento mais fazer o tal do ppt. Tem que pensar como a pessoa vai dar a palestra, eu que odeio palestra, nunca dei palestra. Não sei fazer. Desisto. I quit.
Vou fazer à Scarlett e deixar pra amanhã.
Hoje só vou contar da Nina, tá bom assim?
Ontem ela me disse, logo cedo, "mamãe, quero viajar pro Peru". E mais não explicou.
Eu dei um pulo e, de susto, comentei: "Logo pro Peru? Pra quê?".
Mas vendo que ia criar um preconceito terrível contra nuestros hermanos, me corrigi.
Contei* que o Peru é um país muito pobre, e que antigamente tinha muito ouro, mas não pra comprar e vender; que o povo de lá era muito inteligente, construía pirâmides nas montanhas mais altas, e se vestia, fazia estátuas e prédios de ouro; e que os espanhóis, os mesmos que invadiram as terras da Pocahontas, chegaram lá pra roubar todo esse ouro e mataram todo mundo (ela gosta de um thriller).
"Todo mundo não, mamãe, se ainda tem gente lá é porque uns fugiram".


***

E pela manhã, eu a levava de carro para a casa da vó (pra passar o tempo até a hora da escola); olho pro banco de trás, ela está de olhar longe, longe, eu pergunto:
- O que você está com essa carinha feliz, pensando em quê, posso saber??
- Mamãe, tô pensando que tô viajando de balão.

***

Outra, agora minha. Somos fiadores de um colega do marido. Ele foi no cartório pra confirmar minha assinatura no contrato e não bateu. É pelo menos a quinta vez que isso me acontece. Tenho uns 30 tipos de assinaturas por aí. Não consigo nunca fazer igual.
Engraçado é que, me sentindo culpada, e sendo o cartório perto do trampo, fui lá pra fazer novo registro de firma. O colega estava lá esperando, e é um ruivo tão tímido que quando me viu e cumprimentou, ficou todo vermelho.

***

* Depois fui lá ver se tinha chutado certo. Ufa. E não falei só de ouro, não. Contei das lhamas também.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pós-pós

A primeira aula de pós foi de oratória. Sim, Oratória. Um dia inteiro de aula de oratória.
O professor já me deu aula, de cursinho, 21 anos atrás. Ele usou esse fato ('viram como ela lembra de mim?') para demonstrar como é importante se posicionar bem no "palco" para ser lembrado. Eu lembro que ele foi o professor que não gostei no cursinho, porque era chato. E saiu no meio do ano, acho que demitido.
O título do power point dele era "Como se tornar um vencedor".
A próxima aula de pós será de oratória. Haverá um seminário. Escolhi o tema "comunicação virtual" ou algo do gênero.
A turma tem quase 40 pessoas. Destas, 99,5% mulheres. Desse total, 99,5% com 24 anos em média.
A coordenadora da pós interrompeu a aula pra dizer que a sala de aula era outra, que já estava expulsando os alunos daquela sala que seria a nossa. Estava errada, expulsou os alunos à toa.
Daí ela foi passar o cronograma de aulas e errou todas as datas. Botou aula em feriado e tals.
Ela contou que já houve uma turma daquele curso de pós, ano passado. E que não deu muito certo. Que tinha muito jornalista e "sabe como é, jornalista reclama mesmo". E que agora ela, que é jornalista, estava lá pra fazer as coisas acontecerem e qualquer reclamação era direto com ela.
Depois do intervalo tivemos uma atividade de interação. Pras apresentações. Cada uma riscava um fósforo e falava sobre si mesma enquanto o fogo durasse.
O professor de oratória dizia coisas como "estou muito feliz de estar aqui aprendendo com vocês".
Ao se despedir, mandou "um beijo no coração" de cada uma. E pediu que mandássemos power points fofos pro e-mail dele, que ele gosta.

Um sábado inteiro de sol e R$ 225,00 perdidos. Eu já desisti e não volto mais.