sexta-feira, 17 de abril de 2009

Como exasperar seu homeopata

- Qual comida que você detesta?
- Comida feia, jeito de nojenta.
- ???
- Tipo dobradinha. É que eu gosto de comida bonita, de comer com os olhos primeiro.
- Mas dobradinha bem arrumada, em prato bonito, você come?
- Não né! Dobradinha bonita é impossível.

- Descreva-se com poucas palavras. Já sei que você é ansiosa...
- Hmmm (meio minuto). Sou muito rigorosa com as pessoas. É o que dizem de mim.
- Que mais?
- Hmmmmmmm (um minuto). Não sei mais.
- Diga seu principal defeito.
- Ser muito rigorosa com as pessoas. Foi o que me disseram.
- E qual qualidade você admira em si mesma?
- Ser rigorosa com as pessoas pode?

Esse homeopata foi o único que me atendeu nesta semana. Mas não gostei muito não. Vou em outros dois ainda, marcados pra junho e agosto. Já contei que faço tipo concorrência pública com médico, não? Até bater o santo. Mas vou tomar as gotas que esse aí recomendou, por enquanto. Tentar parar com o quebra-queixo.

Claro que seria assim

Falei que eram uns picaretas com anel de doutor. Seleção, matricula, pagamento da pós: tudo on-line. Agora que é pra cancelar, tenho que assinar documento no horário comercial.

Ódio!

Registro nada a ver com o horário

Odeio lavar louça com esponja nova.

Eu podia tá tuitano, mas tô blogano.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu não presto

Ensino a Nina a não zombar, mas eu mesma não resisto. Aliás, nem tento.
Olha só o e-mail que aquele professor daquela pós, que abandonei, mandou pro grupo de alunas:

"Ouvi alguns comentários de gostaram do nosso primeiro encontro.
SAIBAM TODOS DE QUE GOSTEI IMENSAMENTE DE CONHECÊ-LOS E DE
ESTAR COM VOCÊS NO PRIMEIRO ENCONTRO DAS AULAS.
Envio alguns anexos, dentre os quais destaco a lista dos temas dos seminários (...)

Fico feliz quando recebo e-mail.

Um grande abraço e saibam que podem e devem contar comigo
sempre."



Ownnn, né fofo demais, gente? A parte do "fico feliz" veio assim mesmo, em itálico e destacado do texto. Panaca.

Duas rapidinhas

1 - O tal vídeo da Susan Boyle me deu saudades do Show de Calouros do Silvio Santos. Do tempo em que todo mundo via, não recente (acho que nem tem mais). Mais especificamente, saudade da Araci de Almeida.



DÉIXXX PAU!!!!!



2 - São Paulo iria jogar pelo empate neste domingo; perdeu por um gol do Coringão na prorrogação; Rogério Ceni, que vinha frangueando, se quebra, opera, vai ficar de molho seis meses, e agora parece que vai poder assistir o segundo jogo no estádio... saco. Sabe quando baixa aquela aura de auto-superação, trilha The Eye of the Tiger? Só falta o Cleber Machado narrar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Introducing Susan Boyle


Nos últimos dois dias rolou toda uma comoção no twitter e blogs sobre uma apresentação de calouro no programa britânico similar ao American Idol - que, aliás, é anterior ao AI, e foi criado pelo jurado mau, Simon Cowell. Trata-se de uma senhorinha, esquisita, de 47 anos, cara feia, sobrancelhona grossa, do tipo tia do interior. Toda deslocada do padrão celebridade-wannabe.

Não posso deixar de comentar que o sucesso de Susan Boyle, essa senhorinha, é um dejà vù. Não só do calouro Paul Potts, que ficou famoso cantando Nessun Dorma e assustando todo mundo com o vozeirão. Quem assiste American Idol – e eu só não assisto mais porque transferiram pros sábados e domingos, portanto impraticável – sabe que é comum aparecer uma pessoa com cara de sonsa, fora dos padrões etc. e surpreender com seu talento. O contrário também: gente com cara de celebridade e talento zero. Também já se acostumou ao tratamento de cachorro dado aos calouros pelo Simon Cowell – muita gente achou uó que ele os maltrata, mas gente, o Chacrinha também era bem cruel com a buzina e o bacalhau. Quem participa sabe do roteiro todo.

Bem, não é do show que eu quero falar.

Acontece que eu vivo preocupada com o fato de a Nina adorar histórias de princesas, e ter Barbies loiras, enfim, estar cercada dessas imagens de beleza e perfeição.

Chamei-a pra assistir a Susan Boyle e fiquei atenta às reações.

- Nina, tá vendo essa mulher? Ela diz que tem voz de princesa pra cantar. Mas ela não parece uma princesa, né?
- Não parece.
- Mas será que ela canta bem?
- Hmmm... acho que sim.
- Olha as pessoas zombando dela. Porque ela fez essa dancinha boba.
- Feio zombar.
- Agora ela vai cantar. Vamos ouvir.
- Vamos! EU ACREDITO que ela canta bem.

Ouvimos e a Nina ficou de boquinha aberta, “viu mamãe”. Acho que mais ou menos isso mostra como o mito do Quasimodo funciona, mesmo – conclusão a que cheguei lendo esse post aqui.

No final das contas, nem posso dizer que fiquei orgulhosa de a Nina torcer pela feiosa. Besteira minha. Ela tem Barbies, sonha com princesas, mas vive no mundo real e não trata ninguém mal por ser feio, velho ou pobre. Minha filha é um doce com qualquer pessoa e ainda não tem preconceitos. Mas estarei atenta.




Quem quiser ouvir (alguém ainda não ouviu?) Susan Boyle, entra aqui:


terça-feira, 14 de abril de 2009

Aliás, quem é Neymar?

Isso é que um viral? Adorei. Mas teria colocado um zagueiro pra ele marcar, também.

Peguei a dica no twitter, do @museudocinema.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

ANSIEDADE

Acepções
■ substantivo feminino
1 grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia
Ex.: a demora no atendimento causava-lhe a.
2 Derivação: sentido figurado.
desejo veemente e impaciente
Ex.: com grande a. aguardava o seu casamento
3 Derivação: sentido figurado.
falta de tranqüilidade; receio
Ex.: com a., procurava um lugar para ocultar-se
4 Rubrica: psicopatologia.
estado afetivo penoso, caracterizado pela expectativa de algum perigo que se revela indeterminado e impreciso, e diante do qual o indivíduo se julga indefeso


Etimologia
lat. anxiètas,átis 'id.'; ver ang-; f.hist. 1789 ansiedade, 1844 anciedade

Sinônimos
ver sinonímia de inquietação

Antônimos
ver antonímia de fúria



Assim fica difícil. Então que ansiedade é, praticamente, tudo. Todos os meus males cabem na definição de ansiedade. E no entanto, não quero mais tratar ansiedade. Eu quero simplesmente não ser mais, não sentir mais, ser um não-ansioso ser.
Não quero fazer terapia e tirar meus esqueletos do armário, deixa eles lá, guardados pra brincar quando for velha e solitária.
Não quero tomar remédios.
Não quero me queixar da vida, não tenho uma vida queixável, pelo contrário.
Conheço gente demais tomando ansiolítico. Não é possível que as pessoas não possam viver sem, o tempo todo. Não é possível que a ansiedade seja tudo isso, e que tudo isso seja desligável com pilulazinhas ou acupuntura.
Eu só quero parar de quebrar meus dentes.
Mais um se foi nesta semana. Enquanto eu dormia.
Até esqueci de contar pro Dr. B. o meu sonho quebrador de dentes: sonhei que eu era o House e que entrava numa universidade e matava todo mundo que cruzasse no meu caminho. Um por um, cada um com um tiro. E como eu era o House, fazia um comentariozinho cínico pra cada vítima. Daí de repente eu era a vítima, e estava com a Nina no colo, fugindo do House matador.

Legal, né?
Em primeiro lugar, é sonho, gente. Eu não sou capaz nem de matar alguém. Nem mais de tiradas espirituosas à House!
Um sonho que demonstraram bem claramente dois sentimentos: raiva e medo. Normal. O sonho foi um escape, como sempre. Uma lata de lixo, como diria o Tony Soprano.

Eu só preciso saber COMO parar de quebrar os dentes.


*Tem a placa, mas só vou ter uma placa moldada quando parar de quebrar os dentes e ter pelo menos um mês de boca normal, sem obturações, cirurgias, curativos e o escambau. Coisa que não acontece há tipo um ano. Anyway, esse dente novo foi a gota d´água e vou fazer uma placa diferente todo mês, se for preciso. Tomar mio relaxantes também. Etc.

domingo, 12 de abril de 2009

Feliz Páscoa

(Sim, ela ganhou ovinhos de chocolate em forma de coração, das princesas,
outros menores na escola, na praça e até no restaurante.
Mas está atacando a pipoca.)
***
Reflexão do dia
Eu queria ser igual jogador de futebol, chutar alguém na canela, levar um cartão vermelho e uma suspensão de uma semana. Mas sem perder o emprego, saca?
Tava a fim de trabalho essa semana, não.

sábado, 11 de abril de 2009

A praça da tia Marta


Quem mora em Curitiba e não frequenta a praça Espanha não sabe o que está perdendo.
A praça fica entre o centro e o bairro 'burguês' chamado Batel. Tem um Farol do Saber, que é uma biblioteca pública municipal em forma de farol, uma das boas idéias de administrações anteriores (há faróis do saber na periferia também).
Todo final de semana tem feira de antiguidades. Tudo bem, a maior parte das antiguidades são uns cacarecos supervalorizados (eu brinco que os donos das bancas botam preço de objetos arqueológicos, não antiguidades) mas a praça em si é uma delícia. Quinzenalmente, tem banda. São uns 20 velhinhos tocando um repertório meio bossa-nova.
Tem a loja da Marta e da Taia (Natália), a Tienda (os irmãos delas queriam que o nome da loja fosse DasGu - Das Guria). Do lado, o Pata Negra, restaurante espanhol com mesinhas pra fora. O Franz Café pra dar aquela sacudida no sono de sábado. Outros restaurantes bacanésimos. E os bancos da praça, a limpeza da praça, as pessoas passeando com seus cachorros, os brinquedos de parque pra criançada - gangorra, trepa-trepa.
Tem sorveteria e padaria chique com salgadinhos imperdíveis (adoro coxinha).
Tem a Bisbilhoteca (loja de livros infantis) e lá, todo sábado, contação de história pras crianças, às 11h e às 16h. Há uns dois meses, tem banda curitibana (de rock etc.) tocando ao ar livre a partir das 16h.
Todas essas lojas existiam há tempos, mas antes não era tão legal. Sabe o que mudou?
Mudou que a Marta, minha melhor amiga desde a faculdade - a única que me visitou quando eu morava em um lugar chato, feio e distante (amigos quando se mora no Rio ou em Curitiba são facinhos) - e a Taia são gênias do marketing. Ao abrir a loja, elas criaram a Associação dos Lojistas da Praça Espanha*. E agora Marta é presidente da associação. Vive na Prefeitura pedindo patrocínio (no Natal fizeram uma decoração maravilhosa e demoraram um século pra receber a grana pros fornecedores), pra limpar, arrumar bancos, organizar o estacionamento; se reunindo com os comerciantes, pra criar eventos e atrair mais gente à praça. Pra curtir, e quem sabe, comprar.
Funciona. Hoje teve Caça ao Ovo de Páscoa. Uma gincana com as crianças e os pais que comparecessem lá; sem inscrição, sem anotar nomes. Era só chegar. Foi divertido. Passei uns micos, me preocupei com a Nina e a Isabela (a filhinha da dona Ana, de 7 anos), brinquei de cabo-de-guerra, as meninas jogaram amarelinha, mãe-da-rua; tinha ainda bambolê e pula corda. Depois de correr e se divertir ao sol (com ventinho frio, mas ok), todas as crianças ganharam ovos de chocolate. A praça estava lotada.
Curitiba tem mil parques lindos e com atrações interessantes, mas ultimamente eu dedico pelo menos as tardes de sábado à Praça - um cantinho pequeno, que era só uma passagem arborizada no centro da cidade. Quando acorda, a Nina já pergunta - hoje é dia da praça da tia Marta?


*Claro que ela não faz tudo sozinha, mas eu credito 90% do sucesso a ela.