terça-feira, 12 de maio de 2009

Prefira a fruta em pedaços

Só com meia dúzia de cenouras pra fazer tudo isso de suco

Contei da consulta com a nutricionista, umas três semanas atrás. O suco com couve, a retirada de derivados do leite da minha rotina alimentar etc., tá tudo indo ok. Mas o suco deu, literalmente, pano pra manga.
Meu liquidificador velho estava vazando e cada vez que fazia o suco, tinha medo de levar um choque. No mercadão perto de casa, comprei um liquidificador novo. Bonitão, preto, e com potência quase igual à daqueles juicers. Ao tirar o aparelho da caixa, a surpresa: o copo é daqueles de montar. Pô, no meu planeta, copo de liquidificador não tem borrachinha, parafuseta nem nada. Tem que ser liso, autolimpante, só de encaixar. Ok, mea culpa. Prestei pouca atenção ao comprar, então bem feito.
Só que o novo vazava mais que o velho. Não por dentro das engrenagens, claro – porque o velho foi derrubado de uma prateleira a dois metros de altura e está todo desarranjado, se agüenta só com aqueles durex bem grossos – mas vazava e deixava aquele caldinho nojento nas juntas. Eca. Fiz uns 4 ou 5 sucos desintoxicantes (meia maçã, um copão d’água, adoçante e gelinho de couve*), não tinha jeito de ajeitar o copo.
Era o argumento que eu precisava. Bem no dia em que acabava a garantia do mercado, lá foi a família Lopes trocar o liquidificador por outro. Mas daí eu tava revoltada. Chutei o balde. Falei, se é pra fazer suco, então vamos fazer direito. E por R$ 50 a mais, comprei um aparelho Super-Mega-Plus-Juicer Tabajara (mesmo porque os outros liquidificadores tinham copos iguais – o que aconteceu com o conceito autolimpante?). Outra desculpa pra compra fora dos planos: fazer sucos naturais pra Nina, que só toma suco de caixinha e água**.
Resultado. Muita, mas muita irritação. Quase quebro outro dente de nervoso. O troço tem quatro peças com o pior design EVER e que invariavelmente te machucam a mão pra lavar. E o manual avisa: lave as peças logo após fazer o suco, porque depois que os restos de fruta secam fica ainda mais difícil. Quer dizer, você nem tem tempo pra curtir o suquinho, relaxar.
Quanto aos sucos, ficam bons, sim. O negócio espreme até acasca da manga, por exemplo, que é a fruta preferida da Nina. Porém eu acho que a fruta acaba sendo desperdiçada, ao contrário do que a propaganda destes aparelhos informa. Faz um ZUM e a manga toda é jogada pro lado. Toda a fibra vai pro lixo. Pra fazer um copo de suco de manga vai uma manga e meia.
E pra coroar: não consegui até hoje fazer um suco que a Nina goste. Como o que sai é uma papa, tem que usar água pra deixar mais palatável e, ora, pra render. Então ou fica grosso demais, ou ralo demais, ou doce demais se completo com açúcar, ou ou ou. Quem acaba tomando sou eu e convenhamos que é uma palhaçada a mãe tomar suco natural e a filha, de caixinha. Por isso mesmo não compro mais suco de caixinha. E a Nina, quando me vê pegar o trambolho pra tentar mais uma vez, já vem avisando: EU SÓ QUERO ÁGUA!!!!
Diversão garantida e cutículas destruídas.


* Bato couve no liquidificador (velho) com um pouco de água e um pedacinho de gengibre; não côo, ponho em formas de gelo e a cada vez que vou fazer suco, a parte da couve já está pronta.
** Nina se recusa a beber refrigerante, água com sabor ou qualquer coisa que contenha gás. Também não toma sucos de pó. Nem chá – reza a lenda que às vezes, na escola, dá uns golinhos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Aguenta que lá vem homenagem ou: meu coração peludo

Nina, o coraçãozinho de papel, o coleguinha e no banco à esq, os cadernos de receitas.
Como é de praxe, vou contar da festa da escola em homenagem às mães.
Nota para o futuro: chegar meia hora atrasada. Assim eu perco a parte da micagem. As mães todas tiveram que fazer uma roda e cantar, dançar e sacudir TRÊS músicas. Eu naquele mau humor, de cara feia. “Todas sacudindo!!!” e eu ergo o braço. “Abraça a mãe do lado!!” e eu: “oi”. Acho que perceberam minha natureza misantropa.
Até pensei em adiantar a Nina duma vez, mandar pro 1º ano em 2010. Mas olhando em volta, vi que só eu e mais uma mãe estávamos achando aquilo uó. No geral, por incrível que pareça, mesmo sendo a maioria de curitibanos, o povo gosta dessa tal interação.
Daí fomos levadas pro local da apresentação, todas sentadinhas, câmeras nas mãos e tals, vem a diretora e lê uma homenagem às mães. Daquelas bem longas. Dizendo o quanto é difícil ser mãe e trabalhar ao mesmo tempo, não ver os filhos durante o dia, ter que deixar com estranhos, levar no pronto-socorro de madrugada, fazer comida, e ao mesmo tempo ser profissional... #gorfo, enfim. E a mulherada ao meu lado tudo chorando. Balançando as cabecinhas, concordando.
Bem, uns 40 minutos depois, finalmente, a apresentação. A Nina de cabelo preso com trancinhas: odeio quando prendem o cabelo dela. Bem, ela fica lindinha, mas eu quero que ela goste dos próprios cachos e como, se as tias fazem questão de tentar domá-los? O pior é que botam aquele gel New Wave, maldita invenção dos anos 80, cheio de purpurina. Vai lavar isso depois pra ver que dureza – acho que é vingança das professoras. O ninho de coruja fica dois dias brilhando.
A música da apresentação eu já contei, é aquela aberração de “quando Deus te desenhou ele tava namorando na beira do mar”. Deus estava namorando. Na beira do mar. Então Deus primeiro criou o mar, depois uma parceira (o) pra namorar, e finalmente resolveu criar a musa do Armandinho. Ok.
As crianças entraram, de uniforme e de mãozinhas dadas, aos pares. O par da Nina, tadinho, em estado de choque. Tem criança que não leva jeito, não adianta, não gosta desse tipo de circo. Eu era assim. Quase morri quando fui uma interjeição na peça “Emília no País da Gramática”. Correndo e gritando “eia” (trauma).
Ops, voltando pra Nina. Ela dançou e cantou como pôde, chacoalhando o menino. A música realmente é comprida e as crianças foram perdendo o ânimo lá pelo meio. Faziam uns gestos de por a mãozinha no coração, desenhar um coração no ar e outras variações, digamos, cardíacas.
Acabando a música, as crianças tinham que entregar um coração (!) de papel pra cada mãe e voltar pra seus lugares, esperando a outra turminha. E eu achando que seria uma só. Que nada. Bem, obviamente nem prestei atenção na segunda apresentação. Eu não sou tão chegada em criança, gosto da minha e mais uma meia dúzia e olhe lá. Assim, em bando, é tudo igual.
Depois que acabou a tortura – esses eram maiores e tinham um chapéu de papelão na cabeça, tcharans, em forma de coração – as crianças podiam pegar o presente das mães e correr pro abraço. O que a Nina, a neurotiquinha, faz? Fica do lado da tia/profe esperando a poeira baixar. É muito superior, Ninotchka Fedorovna, pra se enfiar no meio da turba, gritando “mamãe te amo”, como as outras coleguinhas. Depois que estava todo mundo saindo ela veio. “Oi, mãe. Me espere que vou brincar com as amigas”. Largou o presente comigo e saiu correndo. À homenageada só restou obedecer e tirar umas fotinhas.
Ah. O presente não era um porta-retrato, era um caderno de receitas com a tal foto das duas colada na primeira página. E uma receita de bolo de banana. Amanhã faço um pideite e coloco as fotos aqui.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Rapidinha antes de ser homenageada e mais uma heresia

Daqui a pouco vou sair (mais cedo) para ver a apresentação da Ninotchka de Dia das Mães. É, na quinta-feira mesmo, porque amanhã vai ser a vez do Jardim 3. Deixei-a preocupada na escola: disse que não consegue cantar toda a música. "É muito comprida pra eu saber tudo!", reclamou, e eu disse que ela não precisa ser perfeita, que só de estar lá blablabla eu vou ficar feliz. "Mas eu quero fazer tudo direito", disse. Neurotiquinha.
A música deste ano é aquela música que diz "quando Deus te desenhou, ele tava namorando na beira do mar do amor"...
(parênteses: sou eu ou acho essa frase uma coisa de doido?)
Daí que a Nina é a princesinha do virundum (no blog anterior eu contei que ela cantava "como pode o peixe frito viver fora da água fria). E começou a ensaiar, pra mim, cantando assim:
- Quando Deus se desviou, ele tava namorando...
E eu - "Não, Nina, é te desenhou, não se desviou"! Heregezinha.
Agora eu vou lá aguentar papo de mães-de-meninas-prodígio, dar uma choradinha (tem que, senão ela fica frustrada), tirar umas fotos tremidas e ganhar um porta-retrato com a minha cara bêbada.
Ah, sim, e como homenagem pouca é bobagem, depois tem que fazer mercado.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Dá pra notar que a câmera estava girando?



O fato, gente, é que eu não queria ser a mãe de uma coisinha fofa, que tem coisas fofas dessa coisinha a serem contadas, entende? Bem, assumo que é isso mesmo e está ótimo, mas às vezes eu me estranho nesse papel.
Isso pra contar que tenho uma implicância com Dia das Mães que nem sei.
É realmente adorável que a filhota faça dancinha, porta-retrato e homenagem na escola. Por mim, podia ficar só nisso.
Dia das Mães envelhece, tira o tesão, o rock´n´roll.
Fico a semana toda com aquela música do avental todo sujo de ovo na cabeça (foi meu primeiro virundum, acho: eu cantava “o avental todo sujo de ouro”, daí o pai explicou que era ovo, e eu “nossa, que mãe porca dessa música”).
Naquele post apagado eu contava da dificuldade de achar uma foto só minha com a Nina, que a escola pediu pra homenagem (vem porta-retrato aí). Impossível, quase. Tem filha-pai, filha-gata, filha-sogra, filha-vó, e as poucas fotos comigo ou têm um cavalo junto (da chácara do seu N.) ou eu estou com cara de bêbada no Reveillon de dois anos atrás (essa aí).
Bem. Virei uma mãe reclamona. Mais vinte quilos e dois anos, viro matrona de novela.
Acho que vou deletar esse post aqui também.
Então tá, vamos comemorar de novo.


PS- Boa parte da culpa dessa tensão pré-dia-das-mães (tpdm) é da propaganda brasileira. Mas nada é tão ruim quanto a proposta de uma banca do Mercado Municipal: compre dois vidros de azeite La Violetera e ganhe uma boneca espanhola – “presente que sua mãe vai adorar”.
Sim, eu deleto posts.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Separados da nave-mãe


Esqueci de comentar antes. O vilão de Monstros x Alienígenas, Ghalaxar, é a cara do Gilberto Gil. Ou não?


Pré-Dia-das-Mães*

Levei Ninotchka na escolinha e entrei com ela ao mesmo tempo que um pai levava seu bebê para o berçário. Por isso a coordenadora das turmas mais "velhas", dos maternais e jardins, não nos viu e não foi nos receber na entrada - ela pega cada aluno da mão da mãe e leva pra salinha, ou pro refeitório, dependendo do horário.
Como ficamos sozinhas na entrada, levei a Nina até o refeitório, onde as outras crianças, que chegam mais cedo, estava em fila aguardando o almoço.
Chegando perto da fila, elas começam a gritar - primeiro duas vozes, depois mais duas, e logo a Nina estava cercada por meia dúzia de amiguinhas gritando "Oi Nina!!! Você chegou! Vamos brincar!". Daí virou festa e mais uns 3 meninos se jogaram por cima delas, quase derrubando todo mundo. Um bolinho de crianças.
Nhóóóóóóim, que fofo. Agora fico o dia todo com cara de boba.

domingo, 3 de maio de 2009

Domingueira

Hoje fomos, eu e Nina, comprar roupas de Barbie na Feira do Largo da Ordem. Atençáo, patrulheiros do consumo, sáo roupas artesanais, daí pode, né? Letícia Sabatella, uma das poucas curitibanas famosas assumidas (assumida que é curitibana) estava lá, linda, com aquelas maçás salientes tipo Cate Blanchett que fazem toda a diferença. Mas pesou a máo no blush, que pena. Curitibanos faziam o blasé.

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Tinha um casal na feira: homem de camisa do Corinthians e a guria, de Palmeiras. O QUÊ??? Ah, náo, a dela era do Coxa. Aí pode.

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Xampu novo no mercado: Dove Antifrizz. Pra eliminar o arrepiadinho dos cabelos. Os brancos arrepiam demais, mesmo, lá no alto do côco. Antes de optar por esse, usei o Dove Lisos. Porque meus cabelos sáo lisos, uai. E antes ainda, o Dove Cabelos Tingidos. Veja que sou fiel. Queria só que a indústria criasse um que fosse antifrizz, pra cabelos tingidos e lisos. Atá parece que pra oferecer um serviço precisa eliminar o outro.

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Ontem vi Monstros x Alienígenas, em 3D. Quero o Bob pra mim.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Da máe desnaturada

(direto do teclado espanhol que náo tem til nem del)

Feriado. Nina acordou de madrugada com pesadelo e náo queria dormir mais. Ficou no meio da cama de casal, tentando me manter acordada e acordar o pai. Resistiu mas dormiu.
Depois, acordou às 9h30. Só virei pro lado. Pai e filha foram pra sala.
Chuvinha lá fora, frio de usar 3 edredons, virei pro canto e só levantei às 11h.
Agora estáo na salona, brincando de caverna, com um cobertor entre o sofà e uma cadeira.
E eu aqui com a caneca de café, só ouvindo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pra quem não tuíta

Imperdível José Serra explicando como se pega a gripe suína. Não dá pra embedar, acho que porque é do Uol, mas clica aqui: PORCO


Update: o video, graças à dedicaçao do Dag.




Ontem foi difícil de dormir, depois do jogo do Coringão e de ter visto essa aula do dr. Serra. Dizem, no twitter, que ele estava se referindo a essa imagem:


Deste Blog.