Só com meia dúzia de cenouras pra fazer tudo isso de sucoContei da consulta com a nutricionista, umas três semanas atrás. O suco com couve, a retirada de derivados do leite da minha rotina alimentar etc., tá tudo indo ok. Mas o suco deu, literalmente, pano pra manga.
Meu liquidificador velho estava vazando e cada vez que fazia o suco, tinha medo de levar um choque. No mercadão perto de casa, comprei um liquidificador novo. Bonitão, preto, e com potência quase igual à daqueles juicers. Ao tirar o aparelho da caixa, a surpresa: o copo é daqueles de montar. Pô, no meu planeta, copo de liquidificador não tem borrachinha, parafuseta nem nada. Tem que ser liso, autolimpante, só de encaixar. Ok, mea culpa. Prestei pouca atenção ao comprar, então bem feito.
Só que o novo vazava mais que o velho. Não por dentro das engrenagens, claro – porque o velho foi derrubado de uma prateleira a dois metros de altura e está todo desarranjado, se agüenta só com aqueles durex bem grossos – mas vazava e deixava aquele caldinho nojento nas juntas. Eca. Fiz uns 4 ou 5 sucos desintoxicantes (meia maçã, um copão d’água, adoçante e gelinho de couve*), não tinha jeito de ajeitar o copo.
Era o argumento que eu precisava. Bem no dia em que acabava a garantia do mercado, lá foi a família Lopes trocar o liquidificador por outro. Mas daí eu tava revoltada. Chutei o balde. Falei, se é pra fazer suco, então vamos fazer direito. E por R$ 50 a mais, comprei um aparelho Super-Mega-Plus-Juicer Tabajara (mesmo porque os outros liquidificadores tinham copos iguais – o que aconteceu com o conceito autolimpante?). Outra desculpa pra compra fora dos planos: fazer sucos naturais pra Nina, que só toma suco de caixinha e água**.
Resultado. Muita, mas muita irritação. Quase quebro outro dente de nervoso. O troço tem quatro peças com o pior design EVER e que invariavelmente te machucam a mão pra lavar. E o manual avisa: lave as peças logo após fazer o suco, porque depois que os restos de fruta secam fica ainda mais difícil. Quer dizer, você nem tem tempo pra curtir o suquinho, relaxar.
Quanto aos sucos, ficam bons, sim. O negócio espreme até acasca da manga, por exemplo, que é a fruta preferida da Nina. Porém eu acho que a fruta acaba sendo desperdiçada, ao contrário do que a propaganda destes aparelhos informa. Faz um ZUM e a manga toda é jogada pro lado. Toda a fibra vai pro lixo. Pra fazer um copo de suco de manga vai uma manga e meia.
E pra coroar: não consegui até hoje fazer um suco que a Nina goste. Como o que sai é uma papa, tem que usar água pra deixar mais palatável e, ora, pra render. Então ou fica grosso demais, ou ralo demais, ou doce demais se completo com açúcar, ou ou ou. Quem acaba tomando sou eu e convenhamos que é uma palhaçada a mãe tomar suco natural e a filha, de caixinha. Por isso mesmo não compro mais suco de caixinha. E a Nina, quando me vê pegar o trambolho pra tentar mais uma vez, já vem avisando: EU SÓ QUERO ÁGUA!!!!
Meu liquidificador velho estava vazando e cada vez que fazia o suco, tinha medo de levar um choque. No mercadão perto de casa, comprei um liquidificador novo. Bonitão, preto, e com potência quase igual à daqueles juicers. Ao tirar o aparelho da caixa, a surpresa: o copo é daqueles de montar. Pô, no meu planeta, copo de liquidificador não tem borrachinha, parafuseta nem nada. Tem que ser liso, autolimpante, só de encaixar. Ok, mea culpa. Prestei pouca atenção ao comprar, então bem feito.
Só que o novo vazava mais que o velho. Não por dentro das engrenagens, claro – porque o velho foi derrubado de uma prateleira a dois metros de altura e está todo desarranjado, se agüenta só com aqueles durex bem grossos – mas vazava e deixava aquele caldinho nojento nas juntas. Eca. Fiz uns 4 ou 5 sucos desintoxicantes (meia maçã, um copão d’água, adoçante e gelinho de couve*), não tinha jeito de ajeitar o copo.
Era o argumento que eu precisava. Bem no dia em que acabava a garantia do mercado, lá foi a família Lopes trocar o liquidificador por outro. Mas daí eu tava revoltada. Chutei o balde. Falei, se é pra fazer suco, então vamos fazer direito. E por R$ 50 a mais, comprei um aparelho Super-Mega-Plus-Juicer Tabajara (mesmo porque os outros liquidificadores tinham copos iguais – o que aconteceu com o conceito autolimpante?). Outra desculpa pra compra fora dos planos: fazer sucos naturais pra Nina, que só toma suco de caixinha e água**.
Resultado. Muita, mas muita irritação. Quase quebro outro dente de nervoso. O troço tem quatro peças com o pior design EVER e que invariavelmente te machucam a mão pra lavar. E o manual avisa: lave as peças logo após fazer o suco, porque depois que os restos de fruta secam fica ainda mais difícil. Quer dizer, você nem tem tempo pra curtir o suquinho, relaxar.
Quanto aos sucos, ficam bons, sim. O negócio espreme até acasca da manga, por exemplo, que é a fruta preferida da Nina. Porém eu acho que a fruta acaba sendo desperdiçada, ao contrário do que a propaganda destes aparelhos informa. Faz um ZUM e a manga toda é jogada pro lado. Toda a fibra vai pro lixo. Pra fazer um copo de suco de manga vai uma manga e meia.
E pra coroar: não consegui até hoje fazer um suco que a Nina goste. Como o que sai é uma papa, tem que usar água pra deixar mais palatável e, ora, pra render. Então ou fica grosso demais, ou ralo demais, ou doce demais se completo com açúcar, ou ou ou. Quem acaba tomando sou eu e convenhamos que é uma palhaçada a mãe tomar suco natural e a filha, de caixinha. Por isso mesmo não compro mais suco de caixinha. E a Nina, quando me vê pegar o trambolho pra tentar mais uma vez, já vem avisando: EU SÓ QUERO ÁGUA!!!!
Diversão garantida e cutículas destruídas. * Bato couve no liquidificador (velho) com um pouco de água e um pedacinho de gengibre; não côo, ponho em formas de gelo e a cada vez que vou fazer suco, a parte da couve já está pronta.
** Nina se recusa a beber refrigerante, água com sabor ou qualquer coisa que contenha gás. Também não toma sucos de pó. Nem chá – reza a lenda que às vezes, na escola, dá uns golinhos.




