Jane no tempo das perneirasQuando eu tinha uns 14 anos minha mãe trabalhava à tarde e eu estudava de manhã; pra não ficar sozinha em casa a semana toda, tive que arranjar o que fazer. Daí comecei minha longa carreira de academia. Ia todo dia com minha amiga Patrícia, a pé. Olha que atravessávamos a cidade pra chegar à única academia que existia na época. E depois íamos pra aula de datilografia.
Naquele tempo, idos de 1984 (oh yeah), as pessoas – mulheres – usavam colants coloridos, meia-calça e sapatilhas pra fazer exercícios. Fossem as senhorinhas mais fofinhas às adolescentes desajeitadas, todas de colantzinho. Era engraçado e completamente inapropriado: imagina ficar pulando e fazendo exercícios de sapatilha. Não tinha sentido. Também usava-se perneiras. Elas não serviam pra nada, só pra enfeitar, e esquentavam as canelas. Éramos todas Jane-Fonda-wannabe (a trilha sonora das aulas era Queen e Tina Turner).
Passado algum tempo as freqüentadoras de academia viraram grunges. Os colants caíram em desuso e todo mundo ia de camisetão e calça legging (parece pleonasmo falar calça legging; assim como festa rave). Não fosse o suor, dava pra sair da academia pra balada - a minha era o RU ou o Bar do Cardoso.
De uns tempos pra cá, no entanto, as freqüentadoras de academia passaram a usar as roupas mais desinibidas. Tops nas barrigas de fora, peitões em evidência (silicone, claro) e calças de ginástica tão grudadas que parecem a velha meia-calça.
Naquele tempo, idos de 1984 (oh yeah), as pessoas – mulheres – usavam colants coloridos, meia-calça e sapatilhas pra fazer exercícios. Fossem as senhorinhas mais fofinhas às adolescentes desajeitadas, todas de colantzinho. Era engraçado e completamente inapropriado: imagina ficar pulando e fazendo exercícios de sapatilha. Não tinha sentido. Também usava-se perneiras. Elas não serviam pra nada, só pra enfeitar, e esquentavam as canelas. Éramos todas Jane-Fonda-wannabe (a trilha sonora das aulas era Queen e Tina Turner).
Passado algum tempo as freqüentadoras de academia viraram grunges. Os colants caíram em desuso e todo mundo ia de camisetão e calça legging (parece pleonasmo falar calça legging; assim como festa rave). Não fosse o suor, dava pra sair da academia pra balada - a minha era o RU ou o Bar do Cardoso.
De uns tempos pra cá, no entanto, as freqüentadoras de academia passaram a usar as roupas mais desinibidas. Tops nas barrigas de fora, peitões em evidência (silicone, claro) e calças de ginástica tão grudadas que parecem a velha meia-calça.
Tapa-bunda para moças de fino trato
E é aí que entra o propósito deste texto tão besta. Descobri na semana passada a existência do tapa-bunda, ou tapa-cu. Eu achando que as meninas eram meio friorentas, porque vão pra aula ou treino com peso usando uma blusinha amarrada na cintura. E nada, é um tapa-cu. É só um pano que não deixa aparecer o rêgo quando elas se abaixam.
Achei isso tão peculiar. Ridículo. Despropositado – afinal, já estão mostrando os peitos, a barriga, por que não a bunda? Aliás, fazendo aqueles agachamentos bem pra firmar a bunda mesmo. Talvez seja isso. Tapam antes de arredondar. Depois vão empinar e exibir.
