segunda-feira, 8 de junho de 2009

Desculpa aí

Acho que vou passar um tempo sem blogar, sem tuitar, sem nem falar com ninguém. É que eu virei uma matraca de um assunto só. O frio. Eu juro que não aguento mais. Está me fazendo mal. Eu vivo com dor nas costas. Não consigo nem dormir - claro que ajuda a insônia o fato de dona Nina ter tido 39,5º de febre. Agora ela está ok. Mas eu não consigo virar o disco. Não tenho outro assunto na minha cabeça a não ser: EU ODEIO ESSE FRIO.
***
Update: tem outro assunto "ideiafix" pra comentar. As unhas. Neste final de semana consegui não sangrar tanto pelas cutículas, mas na hora de tentar pintar, vou te contar. Que vexame. Gastei quase metade do esmalte, de tanto passar e tirar. E era bem clarinho. Bem, eu tentei fazer a mão direita antes, porque pela minha cabecinha louca passa a seguinte lógica: se consigo passar esmalte com a mão esquerda na direita, o contrário será mais fácil. Mas quem diz que. Bem, um dia eu chego lá.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

As tatuagens que eu faria

Se os profissionais de Miami Ink vivessem aqui – ou eu, perto deles - e se grana tivesse pra pagá-los, eu iria fazer as seguintes tatuagens:

1) Um coração de mãe, bem brega, bem coloridão, do tipo marinheiro mesmo, no braço esquerdo (a parte de cima do cotovelo é braço ou ante-braço?). Com uma faixa no meio escrito NINOTCHKA. A imagem abaixo é de uma camiseta feita especificamente pra matar a vontade de ter esse tipo de tatoo - o que já demonstra como é lugar-comum. Mas tô nem aí.


2) Pediria que pegassem a foto da Simone de Beauvoir, nua, e fizessem nela traços de pin-up. Não é sacrilégio! É uma homenagem. Esta ficaria nas costas, do lado direito. Sem o banheiro, só o espelho - abstrai, né gente.



3) Tem que fazer um número ímpar de tatuagens, reza a lenda. Então eu faria ainda uma rosa bem simples, de traços retos – acho até que eu a desenharia. Essa na base da nuca. Na verdade, o que sempre planejei pra nuca foi um desenho de Rosa dos Ventos, mas em estilo “mapa de pirada”. Ops, ato falho – mapa de pirata.


Não tenho medo de dor nem de ter uma tatuagem. Tanto é que a do braço seria bem visível; a da nuca também. O problema é não ter certeza do resultado. Tinha uma colega na escola que tatuou um leque – coisa mais besta, também. Daí ela engordou e o leque abriu, ficou parecendo um pufe. Complicado.

Quem é a doida

Fomos eu e Nina ao shopping comprar luvas pra ela. As do ano passado náo cabiam mais. Uma coisinha de nada vira uma sessáo: as da C&A têm o dedáo no meio da palma; as da Renner pinicam. Claro que as perfeitas eram mais caras. Enfim.
No meio da empreitada a Nina aponta o quiosque do McDonald's.
- Mamáe, quero sorvete, sorvete, sorvete, sorv...
- MANEMORTA! Nesse frio!
- Eu quero, quero queroqueroqueroquero...
- OK.
- Hein?
- Vamos fazer um trato...
(Nina adora tratos e acordos - e é louca pelo sorvete de duas cores do McDonald's, aquele mais simplinho)
- ... se você achar UM DOIDO, mas UM DOIDINHO SÓ tomando sorvete nesse shopping todo, eu te dou o sorvete.
- Entáo tá. Vou procurar.

E ficou de olho comprido em todo mundo. Passamos duas vezes pelo quiosque, ela espreitando em volta. Pelo do Bob's, ela de butuca. E nada.
Eu, quase rezando. Imagina se me aparece um doido mesmo. E náo é que tinha? Malditos adolescentes. Esqueci dessa raça que só faz contrariar. Tinha um lá, espinhentozinho, tomando um sundae. Só que ufa, a Nina náo viu.

Achei divertido, mas ela náo. Depois de uns dez minutos ela perdeu a esperança e começou a choramingar. Pra náo admitir que era frustraçáo com o trato, alegou cansaço, dor de garganta - mas logo desmentiu, porque dor de garganta, né: estratégia errada. Mas náo falou mais do sorvete.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ah, tecnologia

Depois de um ano pelo menos, consegui recuperar fotos antigas que estavam no meu Palm. E depois de um atendimento telefônico de quase duas horas, diga-se de passagem, reinstalando e reorganizando tudo. Quem sabe agora a agenda me ajude com meus probleminhas de disciplina e organização.

Até então, estava usando meu PALMATOP pessoal e intransferível. Aqui, com o recado para não esquecer as revistas de decoração para minha colega que vai reformar o apartamento.
Abaixo, uma demonstração dos estragos da empreitada-manicural no final de semana.
A vista da minha janela (que fica nas minhas costas, mas ok) com um elemento surpresa, cerca de um mês atrás.

E voltamos à programação normal.

Pra quem adora o frio

Eu odeio o frio. E agora começou a merda. Vai até outubro, garanto, com "veranicos" no caminho. Mas a regra daqui pra frente é aquecedor sempre à máo (Juanito, o laptop espanhol, ou melhor, cataláo, náo tem til) assim como os remédios pra tosse/coriza/febre.

Claro que tenho mil amigos por esse país tropical que dizem adorar frio. Entendo. É diferente. Exótico. Chique. Aconchegante. Pra quem vê de fora. Pras visitas. Aliás, minhas visitas sempre chegam animadinhas com suas botas novas e cachecóis leves e voltam dando graças-a-deus do feriado ser curto.

Eu odeio andar ainda mais encurvada (minha postura já é lamentável) porque o vento corta mesmo, é uma figura de linguagem batida mas é isso. Lábios e rosto ressecados, rachando. Náo me falem de hidratantes, todos estáo lá no banheiro esperando a hora da coragem do banho. Porque aqui no Brasil náo temos calefaçáo, né. Entáo absolutamente nenhuma casa (estou falando de gente normal, classe média baixa, average) tem condiçóes de aguentar o frio que passa pelas janelas, faz com que as cortinas fiquem duras, nos obriga a mudar os móveis de lugar, camas bem longe delas e das portas por causa da "friagem" que entra pelas frestas. E no banheiro, pode botar aquecedor (a conta de luz triplica nesta época) que náo adianta.

No trabalho, exageramos no café, que gela depois do primeiro gole. Tiro o casaco pra me acostumar com a temperatura ambiente, porque se sair no final da tarde com a mesma roupa que uso lá dentro, congelo. Nosso ar condicionado é doido, entáo esquenta demais ou de menos.

À noite, que era pra dormir, fica impraticável. A Nina dorme no quarto com aquecedor ligado e a gata Mimi queimando os bigodinhos nele (ela agora só passeia de dia). Já a Nina se mexe a noite toda, incomodada com o excesso de cobertores e edredons. Escuto o barulho dela se virando, levanto - saio do quentinho que já demorou pra ficar bom - e vou cobri-la. Ontem a madame estava simplesmente de ponta-cabeça na cama. E náo me venham as máes blasé dizerem que "basta um moleton bem quentinho e deixar que o filho (a) se descubra a noite toda". Eu lá vou deixar criança gelar - depois pega uma tosse e tem que fazer inalaçáo duas, três vezes por madrugada (o inverno de 2007 foi assim, inesquecível).

Entáo, como estou ficando velha e sem paciência, claro que nas últimas noites a Nina tem ido dormir na caminha dela e acorda na minha cama. Porque lá pelas 3 ou 4 da madrugada, abaixo de zero grau (e com a mesma sensaçáo no corredor) eu desisto e a levo, com "toi" (o cobertorzinho favorito) e travesseiro, pro meu quarto. Daí vem as psicopedagogas dizer que nào pode, criança tem que dormir sozinha e tals. Eu sei. Mas e eu tenho que morrer de pneumonia?

Ok. Esses sáo os meus motivos pessoais e egoístas pra odiar o frio. Mas tem o resto, né? Que sáo as pessoas. A moça que vende balas no sinal, enquanto as filhas esperam no ponto de táxi. Elas continuam lá todo dia, no vento impiedoso - outro clichê perfeito. Na rua, os bêbados náo sáo mais asquerosos e sujos: eles estáo congelando. Os cachorrinhos, os gatinhos, os cavalos dos colhedores de papéis. Os lixeiros que trabalham de madrugada. Durma-se, bem cobertinha, com um cenário desses à sua volta.

Entáo é isso, eu odeio o frio.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sobre suicídio e gastos desnecessários

Contei que quase me suicidei no final de semana?
Seria o primeiro caso de suicídio não-premeditado.
É que eu fiz as unhas, sozinha.
E apesar de terem me passado um tutorial bem legal, claro que a primeira vez foi traumática. Cada cavocada, uma minhoca, diria o Silvio Luiz. Hoje que está um frio do cão, todos os dedos doem. Todos têm pelo menos um bifinho. Quando não, uma picanha inteira cortada fora.
Gastei uns R$ 30 em alicate, pauzinho (!) e acetona. Mas o que gastei mesmo foi meio tubo de Nebacetin.
Quero deixar claro que eu tenho o maior respeito por profissionais de beleza. Tem gente que acha que manicures e cabeleireiras são exploradoras, que cobram muito por um serviço simples. Imagina! Eu não. Elas vivem cheirando química, em péssimas condições de trabalho, postura, barulho, tudo. E pensa que é fácil mudar a cor do cabelo, ou tingir sem fazer o couro pegar fogo, ou deixar as mãos lindas e modernas de esmaltes coloridos sem um borradinho ou marquinha? É nada.
Só que estou tentando purgar o último grande gasto desnecessário. Aquela porcaria do Tabajara Juicer. Continuo fazendo sucos no liquidificador velho e trincado.
Lá em casa é assim.
- Por que tá fazendo a unha em casa? Vai se matar. Olha a sangueira.
- Pra compensar o troço de suco. Eu não pago vintão por semana de manicure e assim pago os oitenta de prestação.
- Esse é o nosso problema com finanças em casa. A lei da compensação.
- Pior é você que segue a lei da prestação.

Ele fala, mas quando comprou uma cafeteira elétrica pra sala dele na faculdade – e só depois se tocou que não tem cozinha, então tinha que encher de água, lavar e tudo no banheiro masculino, eca – também passou uns tempos maneirando nos gastos com vinho. Apesar de que vinho é remédio, né.

(a cafeteira foi doada pros alunos formandos fazerem uma rifa)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

PÁRA O BAILE

ATENÇÃO SR. NILUS QUERI, O SR. ESTÁ SENDO CHAMADO NA RECEPÇÃO.

Update: AND SEU E-MAIL NÃO BATE

Alguém aguenta ter um amigo desses? Primeiro, que a gente não se vê em carne e osso há décadas. Ou quase uma, pelo menos. Daí a gente se acostuma (ou se conforma) com a convivência virtual. Vem um dia ele avisa que largou tudo e vai fazer não-sei-o-quê na Bahia. E desaparece.

Depois de MESES faz um comentário no blog e não deixa e-mail.

Ah, faz favor.

domingo, 31 de maio de 2009

Jornalismo brando

Manchete da Folha de domingo:

"3º MANDATO DE LULA DIVIDE O PAÍS"

Fato: Segundo Datafolha aumentou de 34% para 47% aprovaçáo popular do terceiro mandato; rejeiçáo caiu de 63% para 49% (placar entáo está em 49% a 47%).

Veja a ginástica para dar uma conotaçáo negativa no título.

Só pra constar: eu sou ultra-contra terceiro mandato. A Constituiçáo náo é rascunho. Mas se você é um veículo de comunicaçáo que encomenda pesquisas, aguente o tranco da realidade ser diferente da sugestáo de pauta.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sabe sexta-feira?

Sabe dia complicado? Sexta-feira que não quer acabar? Hoje foi uma manhã dessas.
Foi o que pareceu na hora. Agora nem parece tanto.
A Nina me acordou antes do desenho da Ariel. Geralmente é o contrário, mas ela tossiu a noite toda e eu fiquei naquele deita-levanta pra conferir febre e bem. Dormi demais.
Depois tomei café demais, li jornal e internet demais.
Daí vem a seção dar-banho-pôr-uniforme-desembaraçar-secar-cachos.
Lembro que é sexta-feira. Sexta é um dia cheio de coisinhas a serem lembradas.
Sempre esqueço uma - ou todas.
É dia de lanche comunitário na escola.
"Nina, quer levar bolachas e maçãs?" "Não, mãe, quero manga cortadinha".
Cortadinha. Pra uma turma de 14 crianças, considere que um terço delas pode (duvido) se interessar, então dá umas três mangas a serem picadas em quadradinhos e levadas pra escola num tupperware. E achar um com tampa que caiba. Parece que as tampas não são dos respectivos potes, tudo torto.
Enfim.
Leio a agenda escolar - geralmente esqueço. Tava lá "favor mandar duas caixas de leite (...)" - O QUÊ? EXPLORAÇÃO - "(...) vazias para atividade lúdica". Ah, tá.
Como esqueci mesmo que quinta-feira era dia de coleta reciclável, fucei no lixo-que-não-é-lixo e achei as benditas caixas.
Mas tem que lavar, né. Lavei.
Bem, sexta também é dia de brinquedo. Das crianças levarem brinquedos pra socializar. Já comentei que a Nina antes só levava brinquedo do qual não gostasse. Agora ela está menos, digamos, apegada.
"Nina, pega um bicho aí pra levar pras amiguinhas".
"Ah mas eu quero levar a Barbie e o noivo e umas roupinhas pra trocar".
Ok. Acha uma bolsinha pras roupas de Barbie. Acha a roupa de noiva, que a Barbie noiva está com o vestido lilás, tem que levar o pente de boneca também. Ok.
Ah, é dia de judô. Acha a roupa de judô. Será que a dona Ana botou pra lavar? Mas o professor disse que não é pra lavar roupa de judô, senão fica molinha demais. Por mim, ótimo. Encontrada a roupa, no mesmo lugar em que a joguei na sexta-feira passada, na cômoda do quarto de visitas.
Ainda tem que tomar remédio pra não tossir e pra secar a coriza. Brondilat e Decongex. Cinco ml, doze gotas.
Pronto, estamos oficialmente atrasadas.
"Mas mamãe, eu quero terminar o quebra-cabeças".
"Não dá agora".
"Então vou deixar aqui no chão pra terminar quando chegar".
"Ok".
"Mas a Mimi vai comer as peças".
É verdade. A gata já amputou dois pés de Barbies.
"É só fechar as portas".
Só que esqueci da janela do banheiro. O-oh.
Vamos pro carro. Pra garagem mas pela porta da frente, que a de trás só está fechando por dentro. Damos a volta pela casa. Chega no carro, cadê a chave? Tá dentro de casa. Volta e meia, vamos dar.
O telefone toca. Eu - "quem é o filhodamãe que liga na hora do fechamento?" e é o marido, pra saber se tá tudo bem. "Tudobematrasadastchau".
É isso. Tudo tão simples, mas tão enrolado. Sabe essas sextas-feiras?
E eu nem contei da sessão pra achar a minha calça de ginástica.
Fim do dia.
Daqui a pouco pego Ninotchka e vamos faceiras e peruas ao shopping comprar presentes de aniversário - um tênis pro primo que mora no Mato Grosso (e que será visitado pela sogra, portanto vai na mala) e alguma coisa do Ben 10 (de preferência uma maleta de lápis de cor que é legal e barata) pro amigo que faz aniversário amanhã.
Então, quem quiser conferir a mini-diva, estaremos no Mueller, provavelmente as únicas nas mesas do restaurante por quilo que tem feijão, arroz, carne e fritas às oito da noite. Depois no Mac Donald´s tomar o sorvete de duas cores, que ninguém é de ferro.

Planejando o finde


- Nina, vamos amanhá jantar eu e você com o papai, à noite, num restaurante?

- Vamos.

- Mas você vai se comportar, sem chorar, sem querer ir embora antes da gente comer, vai comer direitinho?

- Vou. Mas já vou avisar: náo vou comer batata-frita de carinha.