Acordei tarde, atrasada, porque fiquei catando programas sobre Michael até bem tarde. Uma tacinhas de vinho também. Depois comento. Estou atrasada e desolée. Sério.Update
Olhando aqui o blog e pensando no que escrever sobre a morte de Michael Jackson, rolei a barra e revi minha foto com o pai, ali embaixo. Eu estava de Corte Pantera, como se chamava na época. Claro que tava longe de parecer com o da Farrah – panteras de cabelo preto eram a Kelly ou a Sabrina, as quais eu interpretava, resignada, nas brincadeiras com as vizinhas. Bem. Na foto eu devo ter uns 13 anos. Lembro que era sábado de inverno, mas com sol. Provavelmente depois da foto colhi umas poncãs, comi sentada na calçada e depois fui pro quarto ouvir música. E se foi isso mesmo, certamente ouvi Thriller inteiro. Meu primeiro álbum duplo. O presente mais caro da minha adolescência, acho (não, teve a Olivetti Lettera verde, na qual eu martelava, a tarde toda, minhas misérias patéticas).
Quem freqüenta aqui já sabe que eu tinha o pôster do Michael, com o tigrinho, pendurado na minha parede. Ao lado do pôster do Sócrates. Não o filósofo, o do Corinthians. Exigência do meu pai: se era pra estragar a pintura nova da casa com durex pra pôster, tinha que topar pendurar os dois. Já disse que meu pai era um fanfarrão – espertinha, botei o Sócrates (pôster duplo da Placar) atrás da porta.
Voltando ao Michael. Pra mim sempre vai ser Michael. Conheço ele desde criança, acho feio chamar de Jacko. Assisti a alguns episódios do desenho animado do Jackson Five. Tenho até hoje o LPzinho com Ben e I´ll be There, uma de cada lado. Chorava quando ouvia, choro até hoje. São músicas tão, mas tão emocionantes, pode chamar de brega, ok, não ligo. Dos 750 milhões de discos vendidos, tive dois. Eles me faziam sentir globalizada: morando nos quintos dos infernos, eu sabia que ouvia a mesma música ouvida em todo o mundo (com exceção da saudosa URSS).
E o que mais dizer da qualidade das músicas? Da dança? Da pá de cal nos Bee-Gees e em toda a cultura disco? Da qualidade dos vídeos, que a gente chamava de clipe – e consta que é a partir dos vídeos de Michael que as bandas começaram a caprichar em roteiros, locações e tals, o que faria surgir a MTV.
Sou uma fã doida. Não acredito nas acusações de pedofilia. Creio sinceramente que Michael J sofreu demais com o pai abusador e ganancioso, com a fama e o dinheiro excessivos, que simplesmente pirou, virou o Peter Pan. Assisti a entrevista dele com Oprah, quando ela pergunta se ele é virgem e a resposta tímida é “sou um cavalheiro”. Sério, não quero mais ouvir sobre julgamentos, filhos pendurados nas janelas, máscaras, branqueamento, vitiligo, anorexia, nada nada. Por favor. Os programas que assisti ontem foram tão massacrantes, julgadores, cruéis. Quando eu só queria ouvi-lo e vê-lo mais um pouquinho.
Importa é que uns dois meses atrás - já contei - me peguei ensinando o moonwalk pro sobrinho de 9 anos e seus amigos. E nem fui eu que provoquei a cena: fui fuçar no que eles estavam tão concentrados, na frente do computador (achando que era sacanagem), e tava lá, Michael, cantando Billie Jean. E os meninos, embasbacados.
(post confuso porque já saí e voltei dez vezes da frente do computador, desculpa aí)
E olha só. O marido E. tinha que dar aula de pós, ontem à tarde. Entre outras coisas ia abordar questões como individualidade, personalidade, massificação e sei lá mais o quê – eu já admiti que matei minhas aulas de Filosofia e não tenho idéia mesmo do que ele poderia estar falando (pode ter certeza que a coisa é mais profunda do que eu consigo fazer parecer). Anyway. Como o pessoal de pós quer aula com gráficos, coisinhas divertidas e pululantes, E. fez um power point com fotos de Michael Jackson. Ele nunca tinha usado isso antes. Quando começou a passar as imagens, um aluno que estava com seu laptop ligado (e depois reclamam se tiram nota baixa) informou: professor, ele acabou de morrer. E o E. ficou passado. Me ligou mais tarde, pra saber se eu e Nina chegamos bem em casa e tudo, mas principalmente: “viu o Michael?”. Sabia que eu estaria abalada.
*Ah, sim, tadinha da Farrah Fawcett. A mulher mais linda e invejada dos anos 70-80. Que dia.
Quem freqüenta aqui já sabe que eu tinha o pôster do Michael, com o tigrinho, pendurado na minha parede. Ao lado do pôster do Sócrates. Não o filósofo, o do Corinthians. Exigência do meu pai: se era pra estragar a pintura nova da casa com durex pra pôster, tinha que topar pendurar os dois. Já disse que meu pai era um fanfarrão – espertinha, botei o Sócrates (pôster duplo da Placar) atrás da porta.
Voltando ao Michael. Pra mim sempre vai ser Michael. Conheço ele desde criança, acho feio chamar de Jacko. Assisti a alguns episódios do desenho animado do Jackson Five. Tenho até hoje o LPzinho com Ben e I´ll be There, uma de cada lado. Chorava quando ouvia, choro até hoje. São músicas tão, mas tão emocionantes, pode chamar de brega, ok, não ligo. Dos 750 milhões de discos vendidos, tive dois. Eles me faziam sentir globalizada: morando nos quintos dos infernos, eu sabia que ouvia a mesma música ouvida em todo o mundo (com exceção da saudosa URSS).
E o que mais dizer da qualidade das músicas? Da dança? Da pá de cal nos Bee-Gees e em toda a cultura disco? Da qualidade dos vídeos, que a gente chamava de clipe – e consta que é a partir dos vídeos de Michael que as bandas começaram a caprichar em roteiros, locações e tals, o que faria surgir a MTV.
Sou uma fã doida. Não acredito nas acusações de pedofilia. Creio sinceramente que Michael J sofreu demais com o pai abusador e ganancioso, com a fama e o dinheiro excessivos, que simplesmente pirou, virou o Peter Pan. Assisti a entrevista dele com Oprah, quando ela pergunta se ele é virgem e a resposta tímida é “sou um cavalheiro”. Sério, não quero mais ouvir sobre julgamentos, filhos pendurados nas janelas, máscaras, branqueamento, vitiligo, anorexia, nada nada. Por favor. Os programas que assisti ontem foram tão massacrantes, julgadores, cruéis. Quando eu só queria ouvi-lo e vê-lo mais um pouquinho.
Importa é que uns dois meses atrás - já contei - me peguei ensinando o moonwalk pro sobrinho de 9 anos e seus amigos. E nem fui eu que provoquei a cena: fui fuçar no que eles estavam tão concentrados, na frente do computador (achando que era sacanagem), e tava lá, Michael, cantando Billie Jean. E os meninos, embasbacados.
(post confuso porque já saí e voltei dez vezes da frente do computador, desculpa aí)
E olha só. O marido E. tinha que dar aula de pós, ontem à tarde. Entre outras coisas ia abordar questões como individualidade, personalidade, massificação e sei lá mais o quê – eu já admiti que matei minhas aulas de Filosofia e não tenho idéia mesmo do que ele poderia estar falando (pode ter certeza que a coisa é mais profunda do que eu consigo fazer parecer). Anyway. Como o pessoal de pós quer aula com gráficos, coisinhas divertidas e pululantes, E. fez um power point com fotos de Michael Jackson. Ele nunca tinha usado isso antes. Quando começou a passar as imagens, um aluno que estava com seu laptop ligado (e depois reclamam se tiram nota baixa) informou: professor, ele acabou de morrer. E o E. ficou passado. Me ligou mais tarde, pra saber se eu e Nina chegamos bem em casa e tudo, mas principalmente: “viu o Michael?”. Sabia que eu estaria abalada.
*Ah, sim, tadinha da Farrah Fawcett. A mulher mais linda e invejada dos anos 70-80. Que dia.



