sexta-feira, 10 de julho de 2009
#mimimi
Explico. Até acho que virei uma pessoa melhor. Mais tolerante, menos histérica. Mas o frescor, a curiosidade, a disposiçáo fazem uma falta danada. É isso.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
CDF
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Mentiras
Nunca ouvi falar de alguém cogitar a hipótese de mentira num documento desses. Primeiro, porque como alguém vai mentir que fez uma tese, dando nome e local de conclusáo, se pode ser desmascarado a qualquer momento por um colega atento ou pela própria instituiçáo? O currículo Lattes é digital. Qualquer um pode digitar o nome da pessoa da qual se pretende averiguar a carreira acadêmica e voilá: o google mostra nos primeiros resultados o link.
A Dilma admitiu que há "equívoco". Disse que "alguém" alterou os dados. Ora, repito: ela e só ela tem a senha pessoal; se alguém alterou dado, quem forneceu a senha foi ela. Ou será que vai ser criada uma teoria da conspiraçáo segundo a qual um hacker teria obtido sua senha pra alterar pra MELHOR os dados da candidata a presidente, e depois denunciar a fraude à imprensa de direita (ops, esquerda?). Náo dá.
E agora coloca-se em xeque (na mídia) a qualidade do sistema Lattes. Como se uma fraude (tem a do Celso Amorim também) acobertasse outras. Isso sim me parece trabalho de amigos - ah, alteraram o da Dilma, entáo deve ser um sistema bichado, náo dá pra confiar.
Estou chocada. Posso aceitar as mentiras políticas, até entender o porquê de apoiar o Sarney (é só um ex.), mas náo uma mentira táo rasteira e desrespeitosa. Dilma, que vergonha.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Eu me rendo
Assisti o CQC uma vez só, rapidinho, e achei meio chato. Não voltei a ver o programa de novo. Mesmo porque passa na mesma hora do Lost - segundas, às 22h. Mas agora eu me rendo. Finalmente, fizeram uma matéria decente denunciando os ônibus escolares estacionados há meses no Palácio Iguaçu. Passo por eles todos os dias. Ficava imaginando as crianças nos ônibus velhos que eu conheço, que já vi muito, lá nos matões tipo o sítio do seu Neno. E os novos lá, apodrecendo, sob sol e chuva. Em exibição. E todo santo dia provocava algum amigo da imprensa, pelo MSN - que tal fazer matéria dos ônibus? Só que o assunto já estava desgastado aqui no Paraná. Matérias foram feitas, em jornal, rádio, sites. Foi pouco. Faltava isso aí: um programa com audiência que apertasse o calo onde ele dói. Não só uma reportagem burocrática sobre o problema dos documentos de seguro ou sei lá o quê; mas as crianças esperando os ônibus, o estado dos que estão sendo usados. Adorei. Virei fã.
Bem, e Lost acabou, né. Só ano que vem.
domingo, 5 de julho de 2009
Rapidinhas bem rapidinhas
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Eu juro
quinta-feira, 2 de julho de 2009
É campeáo
Vídeo da preleçáo pro Timáo, antes do jogo contra o Inter, tuitado pelo @manomenezes.
Convenhamos: depois desse vídeo, tinham que ter feito 5 a 0.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Idéiafix - agora com chuva
Encasacado, pulôver sobre pulôver, ceroulas e camisetas, meias de lã, e mesmo assim o pé gelado, movo-me como um velho urso reumático – tudo irrita. Uma topada, um leve bater de dedos na quina da mesa, e você chora. Só o banho aquece, mas entrar e sair dele é uma tortura medonha. Para minha desgraça, a civilização estabeleceu que devemos tomar um banho por dia, depois de 30 séculosClique aqui pra ler mais do mestre Cristóváo Tezza
tranquilos.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Coisas
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Michael
Acordei tarde, atrasada, porque fiquei catando programas sobre Michael até bem tarde. Uma tacinhas de vinho também. Depois comento. Estou atrasada e desolée. Sério.Update
Quem freqüenta aqui já sabe que eu tinha o pôster do Michael, com o tigrinho, pendurado na minha parede. Ao lado do pôster do Sócrates. Não o filósofo, o do Corinthians. Exigência do meu pai: se era pra estragar a pintura nova da casa com durex pra pôster, tinha que topar pendurar os dois. Já disse que meu pai era um fanfarrão – espertinha, botei o Sócrates (pôster duplo da Placar) atrás da porta.
Voltando ao Michael. Pra mim sempre vai ser Michael. Conheço ele desde criança, acho feio chamar de Jacko. Assisti a alguns episódios do desenho animado do Jackson Five. Tenho até hoje o LPzinho com Ben e I´ll be There, uma de cada lado. Chorava quando ouvia, choro até hoje. São músicas tão, mas tão emocionantes, pode chamar de brega, ok, não ligo. Dos 750 milhões de discos vendidos, tive dois. Eles me faziam sentir globalizada: morando nos quintos dos infernos, eu sabia que ouvia a mesma música ouvida em todo o mundo (com exceção da saudosa URSS).
E o que mais dizer da qualidade das músicas? Da dança? Da pá de cal nos Bee-Gees e em toda a cultura disco? Da qualidade dos vídeos, que a gente chamava de clipe – e consta que é a partir dos vídeos de Michael que as bandas começaram a caprichar em roteiros, locações e tals, o que faria surgir a MTV.
Sou uma fã doida. Não acredito nas acusações de pedofilia. Creio sinceramente que Michael J sofreu demais com o pai abusador e ganancioso, com a fama e o dinheiro excessivos, que simplesmente pirou, virou o Peter Pan. Assisti a entrevista dele com Oprah, quando ela pergunta se ele é virgem e a resposta tímida é “sou um cavalheiro”. Sério, não quero mais ouvir sobre julgamentos, filhos pendurados nas janelas, máscaras, branqueamento, vitiligo, anorexia, nada nada. Por favor. Os programas que assisti ontem foram tão massacrantes, julgadores, cruéis. Quando eu só queria ouvi-lo e vê-lo mais um pouquinho.
Importa é que uns dois meses atrás - já contei - me peguei ensinando o moonwalk pro sobrinho de 9 anos e seus amigos. E nem fui eu que provoquei a cena: fui fuçar no que eles estavam tão concentrados, na frente do computador (achando que era sacanagem), e tava lá, Michael, cantando Billie Jean. E os meninos, embasbacados.
(post confuso porque já saí e voltei dez vezes da frente do computador, desculpa aí)
E olha só. O marido E. tinha que dar aula de pós, ontem à tarde. Entre outras coisas ia abordar questões como individualidade, personalidade, massificação e sei lá mais o quê – eu já admiti que matei minhas aulas de Filosofia e não tenho idéia mesmo do que ele poderia estar falando (pode ter certeza que a coisa é mais profunda do que eu consigo fazer parecer). Anyway. Como o pessoal de pós quer aula com gráficos, coisinhas divertidas e pululantes, E. fez um power point com fotos de Michael Jackson. Ele nunca tinha usado isso antes. Quando começou a passar as imagens, um aluno que estava com seu laptop ligado (e depois reclamam se tiram nota baixa) informou: professor, ele acabou de morrer. E o E. ficou passado. Me ligou mais tarde, pra saber se eu e Nina chegamos bem em casa e tudo, mas principalmente: “viu o Michael?”. Sabia que eu estaria abalada.
*Ah, sim, tadinha da Farrah Fawcett. A mulher mais linda e invejada dos anos 70-80. Que dia.