sexta-feira, 10 de julho de 2009

#mimimi

Além de ficarmos mais sábios, com a idade, deveríamos ficar mais interessantes. Eu náo. Posso até saber um pouco mais da vida e tals. Mas acho que já fui bem mais legal nos meus 20 e poucos anos. Sério. Náo tô pescando elogios, náo.

Explico. Até acho que virei uma pessoa melhor. Mais tolerante, menos histérica. Mas o frescor, a curiosidade, a disposiçáo fazem uma falta danada. É isso.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CDF

Eu brinco muito que náo estudo desde o cursinho - aliás, que na minha vida só estudei mesmo até o ginásio, depois fui obrigada a fazer magistério, entáo pula pro cursinho e faculdade, bem, eu tenho uma leve impressáo de que náo havia muito o que estudar. Enfim. Náo é verdade. Eu queria mesmo era ter tempo e dinheiro pra ter aulas de Inglês (pra rever e aprofundar), Alemáo (fiz um semestre durante a faculdade e me apaixonei), Espanhol (idem) e Francês (ibidem). Eu tenho aquela facilidade cara-de-pau, de pegar rápido, sabe? Mas vai pagar e vai ter tempo pra tudo isso. Talvez semestre que vem eu consiga fazer Inglês.
Ainda queria ter aulas de Literatura (náo mestrado nem pós, aulas mesmo tipo oficina, sabe), de corte e costura, fazer RPG e culinária (projeto Ninotchka Sopas Deliciosas e Panquecas Legais).
Ah, tô me queixando. Mas acordei assim, querendo fazer de tudo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mentiras

Só de pensar que a Dilma tenha mentido em seu currículo Lattes fico deprimida. Sigo há anos o marido alterando o seu próprio currículo Lattes com prazer, depois do esforço dos desafios da carreira acadêmica: mestrado, doutorado, artigos publicados em revistas científicas, cursos, cargos profissionais. Só ele tem a senha pra alterar o próprio currículo. Todos os profissionais acadêmicos fazem o mesmo. Quando alguém vai fazer um concurso e sai a lista de concorrentes, a primeira medida é dar uma olhada no currículo Lattes de cada um. Ver quais cursos fez, quem tem mais experiência prática ou teórica, quem sáo os mais fortes, daonde cada um vem.
Nunca ouvi falar de alguém cogitar a hipótese de mentira num documento desses. Primeiro, porque como alguém vai mentir que fez uma tese, dando nome e local de conclusáo, se pode ser desmascarado a qualquer momento por um colega atento ou pela própria instituiçáo? O currículo Lattes é digital. Qualquer um pode digitar o nome da pessoa da qual se pretende averiguar a carreira acadêmica e voilá: o google mostra nos primeiros resultados o link.
A Dilma admitiu que há "equívoco". Disse que "alguém" alterou os dados. Ora, repito: ela e só ela tem a senha pessoal; se alguém alterou dado, quem forneceu a senha foi ela. Ou será que vai ser criada uma teoria da conspiraçáo segundo a qual um hacker teria obtido sua senha pra alterar pra MELHOR os dados da candidata a presidente, e depois denunciar a fraude à imprensa de direita (ops, esquerda?). Náo dá.
E agora coloca-se em xeque (na mídia) a qualidade do sistema Lattes. Como se uma fraude (tem a do Celso Amorim também) acobertasse outras. Isso sim me parece trabalho de amigos - ah, alteraram o da Dilma, entáo deve ser um sistema bichado, náo dá pra confiar.
Estou chocada. Posso aceitar as mentiras políticas, até entender o porquê de apoiar o Sarney (é só um ex.), mas náo uma mentira táo rasteira e desrespeitosa. Dilma, que vergonha.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu me rendo

Assisti o CQC uma vez só, rapidinho, e achei meio chato. Não voltei a ver o programa de novo. Mesmo porque passa na mesma hora do Lost - segundas, às 22h. Mas agora eu me rendo. Finalmente, fizeram uma matéria decente denunciando os ônibus escolares estacionados há meses no Palácio Iguaçu. Passo por eles todos os dias. Ficava imaginando as crianças nos ônibus velhos que eu conheço, que já vi muito, lá nos matões tipo o sítio do seu Neno. E os novos lá, apodrecendo, sob sol e chuva. Em exibição. E todo santo dia provocava algum amigo da imprensa, pelo MSN - que tal fazer matéria dos ônibus? Só que o assunto já estava desgastado aqui no Paraná. Matérias foram feitas, em jornal, rádio, sites. Foi pouco. Faltava isso aí: um programa com audiência que apertasse o calo onde ele dói. Não só uma reportagem burocrática sobre o problema dos documentos de seguro ou sei lá o quê; mas as crianças esperando os ônibus, o estado dos que estão sendo usados. Adorei. Virei fã.

Bem, e Lost acabou, né. Só ano que vem.

domingo, 5 de julho de 2009

Rapidinhas bem rapidinhas

Corajosinha

Nina patinou no gelo, ontem, antes de assistir A Era do Gelo. Chegamos ao shopping e ela simplesmente enlouqueceu na hora que viu o ringue (?) de patinaçáo - e nevando. Ficou mais feliz do que eu ao ver a Zara liquidando. Fomos os 3 (ah, o marido náo deu aula no sábado - por isso choveu...) comprar os ingressos e ela nem queria mais saber do filme. Garantimos lugar pro cinema e depois descemos ver qual era $$$$ da tal patinaçáo.

Vintáo por meia hora, mas só pra crianças acima de 5 anos: os menores têm que se conformar com um carrinho tipo aqueles de mercado, que os instrutores empurram por 5 minutos. Imagina. Virei pra Nina e sussurrei: - Nina, olha só, SÓ HOJE vamos falar que você já tem 5 anos, ok? Senáo eles náo deixam você ir.

Ela me olhou com uma cara entre o medo e a safadeza. Tá bom, máe. (Agora conta pra todo mundo que passa que a máe deixou ela mentir a idade. Ô saco.)

Bem, o caso é que ela foi e aguentou quase a meia hora toda, agarrada aos instrutores, claro. No finalzinho a deixaram sozinha e ela se segurou nas barras laterais. Náo sei onde as fotos do meu celular foram parar - no mundo perdido das fotos, guarda-chuvas e cadeados do armário da academia.

O marido prometeu pra ela uma hora inteira de aula com os instrutores, durante o recesso escolar dele. É a minha boneca, a Nina Patinadora.


***


Daí ela assistiu o filme, com o pai - no way pagar 3 entradas em pleno sábado, né - e eu fiquei dando banda pelo shopping, pensando se quebraria minhas auto-promessas de náo comprar nada e também náo fazer unha no saláo. Consegui. Nada como gastar com a filha pra acabar náo gastando dinheiro com você: saindo do filme, ela pediu e ganhou os bonequinhos do Mac Donald`s, o Scrat e a Scratita. "Porque com os dois eu posso fazer eles se beijarem".
Agora ela fica provocando o pai, que brinca de ciumento:
- Olha, pai, eles estáo se beijando, igual eu beijei o Gabriel na escola!
E sai correndo.
Provocado, hoje o marido fez que ficou bravo, disse que ia na escola reclamar dela ficar beijando os meninos, que vai pedir reuniáo com os pais do tal Gabriel, e ela se mata de rir.
- Mas entáo eu vou beijar o Gustavo!
- Ah, entáo eu vou mandar você estudar num colégio de freiras!
- ???
- Um colégio só de meninas, Nina, pra você náo beijar mais nenhum menino.
- Ah, tudo bem, eu beijo as meninas.
;)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Eu juro

Esse blog não está abandonado! Mas bem que vocês podiam entrar no twitter pra gente bater mais papo. Já já eu volto.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

É campeáo

Vídeo da preleçáo pro Timáo, antes do jogo contra o Inter, tuitado pelo @manomenezes.

Convenhamos: depois desse vídeo, tinham que ter feito 5 a 0.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Idéiafix - agora com chuva

Pra vocês verem como náo sou só eu:

Encasacado, pulôver sobre pulôver, ceroulas e camisetas, meias de lã, e mesmo assim o pé gelado, movo-me como um velho urso reumático – tudo irrita. Uma topada, um leve bater de dedos na quina da mesa, e você chora. Só o banho aquece, mas entrar e sair dele é uma tortura medonha. Para minha desgraça, a civilização estabeleceu que devemos tomar um banho por dia, depois de 30 séculos
tranquilos.
Clique aqui pra ler mais do mestre Cristóváo Tezza

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Coisas

Sem tempo e sem saúde pra vir aqui com calma e ainda por cima hoje à noite tem o último episódio de Lost. Deixa eu contar que o dr. B. tem feito uma gambiarra no meu dente com um arame: eu vou lá, ele aperta e enche de massinha. Quando conseguir fechar, faço o canal e fecho. Daí o dente pode durar sei lá, mais uns 6 meses. Porque condenado ele já está. Mas então. Eu engoli o diacho do arame. Não tive mais notícias dele. Suspense.
E hoje de uma hora pra outra, uma gripe. Garganta rasgando, nariz nojento, dor de cabeça, aquilo tudo menos febre. Então ainda não é a gripe do porquinho.
Mas enquanto isso, na sala de Justiça: ficaram sabendo do #chupa? Ah, foi legal. Leia aqui. Eu aderi. Diga-se de passagem que faz tempo o povo tenta fazer o mesmo com #forasarney, mas não deu até agora.
Beijomeligamasnãonahoradolost

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael

Acordei tarde, atrasada, porque fiquei catando programas sobre Michael até bem tarde. Uma tacinhas de vinho também. Depois comento. Estou atrasada e desolée. Sério.

Update

Olhando aqui o blog e pensando no que escrever sobre a morte de Michael Jackson, rolei a barra e revi minha foto com o pai, ali embaixo. Eu estava de Corte Pantera, como se chamava na época. Claro que tava longe de parecer com o da Farrah – panteras de cabelo preto eram a Kelly ou a Sabrina, as quais eu interpretava, resignada, nas brincadeiras com as vizinhas. Bem. Na foto eu devo ter uns 13 anos. Lembro que era sábado de inverno, mas com sol. Provavelmente depois da foto colhi umas poncãs, comi sentada na calçada e depois fui pro quarto ouvir música. E se foi isso mesmo, certamente ouvi Thriller inteiro. Meu primeiro álbum duplo. O presente mais caro da minha adolescência, acho (não, teve a Olivetti Lettera verde, na qual eu martelava, a tarde toda, minhas misérias patéticas).

Quem freqüenta aqui já sabe que eu tinha o pôster do Michael, com o tigrinho, pendurado na minha parede. Ao lado do pôster do Sócrates. Não o filósofo, o do Corinthians. Exigência do meu pai: se era pra estragar a pintura nova da casa com durex pra pôster, tinha que topar pendurar os dois. Já disse que meu pai era um fanfarrão – espertinha, botei o Sócrates (pôster duplo da Placar) atrás da porta.

Voltando ao Michael. Pra mim sempre vai ser Michael. Conheço ele desde criança, acho feio chamar de Jacko. Assisti a alguns episódios do desenho animado do Jackson Five. Tenho até hoje o LPzinho com Ben e I´ll be There, uma de cada lado. Chorava quando ouvia, choro até hoje. São músicas tão, mas tão emocionantes, pode chamar de brega, ok, não ligo. Dos 750 milhões de discos vendidos, tive dois. Eles me faziam sentir globalizada: morando nos quintos dos infernos, eu sabia que ouvia a mesma música ouvida em todo o mundo (com exceção da saudosa URSS).

E o que mais dizer da qualidade das músicas? Da dança? Da pá de cal nos Bee-Gees e em toda a cultura disco? Da qualidade dos vídeos, que a gente chamava de clipe – e consta que é a partir dos vídeos de Michael que as bandas começaram a caprichar em roteiros, locações e tals, o que faria surgir a MTV.

Sou uma fã doida. Não acredito nas acusações de pedofilia. Creio sinceramente que Michael J sofreu demais com o pai abusador e ganancioso, com a fama e o dinheiro excessivos, que simplesmente pirou, virou o Peter Pan. Assisti a entrevista dele com Oprah, quando ela pergunta se ele é virgem e a resposta tímida é “sou um cavalheiro”. Sério, não quero mais ouvir sobre julgamentos, filhos pendurados nas janelas, máscaras, branqueamento, vitiligo, anorexia, nada nada. Por favor. Os programas que assisti ontem foram tão massacrantes, julgadores, cruéis. Quando eu só queria ouvi-lo e vê-lo mais um pouquinho.

Importa é que uns dois meses atrás - já contei - me peguei ensinando o moonwalk pro sobrinho de 9 anos e seus amigos. E nem fui eu que provoquei a cena: fui fuçar no que eles estavam tão concentrados, na frente do computador (achando que era sacanagem), e tava lá, Michael, cantando Billie Jean. E os meninos, embasbacados.

(post confuso porque já saí e voltei dez vezes da frente do computador, desculpa aí)

E olha só. O marido E. tinha que dar aula de pós, ontem à tarde. Entre outras coisas ia abordar questões como individualidade, personalidade, massificação e sei lá mais o quê – eu já admiti que matei minhas aulas de Filosofia e não tenho idéia mesmo do que ele poderia estar falando (pode ter certeza que a coisa é mais profunda do que eu consigo fazer parecer). Anyway. Como o pessoal de pós quer aula com gráficos, coisinhas divertidas e pululantes, E. fez um power point com fotos de Michael Jackson. Ele nunca tinha usado isso antes. Quando começou a passar as imagens, um aluno que estava com seu laptop ligado (e depois reclamam se tiram nota baixa) informou: professor, ele acabou de morrer. E o E. ficou passado. Me ligou mais tarde, pra saber se eu e Nina chegamos bem em casa e tudo, mas principalmente: “viu o Michael?”. Sabia que eu estaria abalada.

*Ah, sim, tadinha da Farrah Fawcett. A mulher mais linda e invejada dos anos 70-80. Que dia.