quinta-feira, 23 de julho de 2009

A falta que faz a cultura pop



Essa foi semana passada mas não posso deixar de contar. Chego à noite na escolinha da Nina (agora anoitece às 17h, né), vento cortando, as tias no portão, aguardando os pais e entregando os pacotinhos de mini-gente, chego, dou oi, vejo um cartaz escrito com letra de professora:
“BEM-VINDO INVERNO”.
Leio o acinte e pergunto pra tia do portão (a coordenadora):
- Quem foi a professora Pollyanna que fez isso aí?
- Pollyanna? Não, foi a Juliana.

Pano rápido.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Um show about nothing

Todo mundo que deixa o blog semi-abandonado diz que detesta fazê-lo, e no meu caso é verdade, mas gente. Ando tão sem assunto. Tuitando muito, acho que demais: talvez eu esteja desaprendendo a escrever com mais de 140 caracteres - o que vai me criar problemas profissionais, certamente. O caso é o seguinte. Nada de mais acontece. Bem, a família aqui anda apavorada com a gripe suína, vocês também? Eu não consigo. Não entrei em pânico ainda. No elevador as secretárias dos empresários (eles não, seres superiores não se apavoram em público) contam que não há mais máscaras e que um funcionário daquela empresa em que todo mundo é antipático, do décimo-e-poucos, está com suspeita do vírus. E ainda tenho que aguentar as piadas (do cunhado: "acho que estou com gripe suína, cada vez que eu espirro, eu peid*). Daí o marido quer que a Nina fique em casa durante o período de férias, apesar de a escola dela não fechar e ficar em modo-colônia-de-férias, isto é, só com festa e brincadeiras. Mas eu ainda tenho alguma moral e hoje ela vai porque tem festa da pantufa (vai de croc da Sininho, que foi cara). Iria pra casa da vó, mas convenhamos que avós são legais e tudo mas não dá pra passar a semana desenhando com giz de cera e vendo desenho de Barbie. A Nina sente falta do rock’n’roll dos amiguinhos.

Tenho perdido tempo na academia, também. Eu gosto da tal da endorfina. Além do spinning às segundas, quartas e sextas, musculação às terças e quintas. Detalhe que o-dei-o musculação. Além disso sou cheia de coisinhas que enlouquecem o instrutor. Por exemplo, não faço abdominais porque dói demais minhas costas. Eu sei, eu sei, tem que encostar o queixo no peito pra levantar, tem que isso e aquilo pra não machucar. Mas em algum momento da vida, talvez carregando pilha de Barsa na Biblioteca Pública, talvez empurrando caixa de cerveja na pani, detonei umas três vértebras bem na lombar e a coisa não vai. Daí o carinha quis me fazer experimentar abdominal em cima da bola gigante que é a moda agora. Tinha que esticar os pés e encostá-los na parede e me equilibrar, meio pela bunda, meio pelas costas, na bola. Mas meus pés, os dois, têm o osso do peito trincado. O professor (cof, cof) perguntou como eu fiz isso – Um carro passou pelos teus pés? Hahaha. Até podia. Mas um eu quebrei caindo de uma escada, estatelando o sanduíche natural que tinha comprado no posto, ainda na época de namoro com o digníssimo; o outro foi ano passado, né? Quando a Nina acordou gritando de madrugada, eu fui ver o que era e tóin, a perna estava dormindo e não acompanhou, dobrei o pé e crec.
E acabei inventando outra coisa. Como estou cansando do spinning (se ainda tivesse paisagem pra tanta pedalada – são uns 15km por aula) pensei em fazer boxe. Comentei hoje com o professor de spinning e voilá, ele é professor de Muay Thai. Então vamos fazer aula experimental no sábado.
Não, eu não sei onde quero chegar com tanto exercício. Braços da Madonna, quem sabe?

E já que estou contando vantagem, aí vai uma pra todo mundo mór-rer. Estava eu sentada lindamente (NOT) no salão, tingindo os cabelos, como o faço a cada 15 dias, quando entra um carinha com jeito de mestre-de-cerimônias de baile de debutantes. Foi cortar o cabelo com o meu cabelelê. O mestre ficou me olhando, de longe, e eu me concentrei na Caras porque gente, o jogador de futebol casando todo de branco é hipnotizante. Na hora que acabei, lavada e escovada, fui dar tchau pro cabelê que tava tratando do cabelo do moço. Ele me fala, olha, querida, esse moço aqui quer falar com você. Ok. Adivinha. O cara disse que é “caça-talentos” de uma agência de modelos e queria meu telefone porque – atenção nas palavras dele – “é difícil encontrar alguém com o seu tipo físico, COMUM, entre os 35 e 40, que pode fazer propaganda de Dia das Mães ou de promoção em shopping”. Sutil, o moço. Tão precisando de véia pra fazer papel de mãe de modelo, hahahaah. Eu até dei o telefone mas credo, né, já passei da idade – como qualquer mestre-de-cerimônia pode perceber.

E that´s all por enquanto, folks.

Fora isso teve aniversário da pisada do homem na Lua, as não-sobrancelhas voltaram à moda (eu, sempre na vanguarda), o Dag vai ter bebê e deve ser menina, meninas não alienadas como eu denunciam misoginia e machismo na rede (todo santo dia), o pai do Michael Jackson diz que nunca bateu nele – incrível que alguém queira ouvi-lo – eu aprendi a fazer as unhas, tirando toda a cutícula, mas não consigo ter tempo para pintá-las.

domingo, 19 de julho de 2009

Túnel do tempo

O velório com carne de panela, a pedido da Cris e pra quem não conheceu o blog véio.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Voltando à programação normal: pré-crise dos 40


Tem uma cena no filme O Reencontro que define bem meu momentum. Sabe O Reencontro? Um filme que deveria ser famoso porque todas as mulheres usam cabelos com permanente. E porque foi o primeiro do Kevin Costner, mas ele fazia o morto suicida e seus flash-backs foram cortados.
Anyway. Tergiverso.
A cena emblemática sobre a qual quero falar não é a bela e triste que eu embedei aqui do Youtube. Esta é a cena do enterro do Kevin. Sabe aquela coisa de funeral americano, as pessoas falam do morto, fazem depoimentos etc. Aqui é o mesmo, aquelas declarações engessadas e tals até que uma amiga vai tocar a música favorita do amigo que se matou e pá – tem coisa mais triste que “You Can´t Always Get What You Want” tocado em órgão? Uau.






Enfim (minha palavra favorita). Meu momento é outro. No filme, os amigos se encontram pro enterro do Kevin e, claro, passam o finde juntos. Em certa altura do campeonato a Glen Close empresta o marido pra amiga ficar grávida, já que ela não encontra um bofe à altura da missão de ser pai para um filho seu (como se ela fosse grande coisa, usando colete). O Tom Berenger e a ex-namorada, agora casada, fazem um “memories” básico e o William Hurt, apesar de ser impotente, se aproxima da namorada doida do morto. Então ficam o Jeff Goldblum (que foi recentemente morto e ressuscitado no Twitter) e a Glen, sentadinhos, fumando um baseadinho.
Calma que estou chegando lá.
Jeff Goldblum pega a mão da Glen Close e comenta* “sinto vibrações de que tem alguma coisa acontecendo neste momento nesta casa”.

É isso. Sinto que estão acontecendo coisas ao meu redor e eu não estou participando delas. Que sensação horrível! E ao contrário do filme, não se trata apenas de sexo.

Ok, fim do momento pré-crise dos 40. Sem bronquinhas, por favor.
Se a festa da Nina, que vai acontecer só em outubro, precisa de pré-reserva; se o vídeo institucional do meu trabalho precisa de pré-roteiro, se até casamento hoje em dia tem ensaio, por que não vou entrar em pré-crise?

Só sei que ando me sentindo bem por fora. Mas até que recomendo uns filminhos legais, tá?
That´s all folks.
*É algo parecido, não achei os quotes

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mais um evento legendado e sem til

Hoje teve mais uma apresentaçáo de balé da Nina. Acho que nunca expliquei que essas aulas de balé náo sáo em escola específica, sáo aulas inclusas na programaçáo da escola da Nina. Além de balé ela tem judô, informática (paint), inglês e música. Náo pago nada à parte, legal, né? E mesmo assim a mensalidade é das menos piores, digamos. Tudo isso pra dizer o quê mesmo? Ah, sim, que as apresentaçóes sáo quase superproduçóes: pras fantasias e aluguel do teatro, paguei R$ 40 a mais na mensalidade durante 3 meses. Só que o balé propriamente dito, bem, o que se pode exigir de crianças com, no máximo, 5 anos?


Entáo foi o seguinte. Novamente, cheguei com duas horas de antecedência pra passar frio na fila. Táo cedo, mas táo cedo, que me dei ao luxo de comer uma empada e tomar um café na confeitaria perto, e ainda assim era a quinta da fila quando voltei. Tinha uma mulher ao lado que matraqueou com as amigas sobre a genialidade da filha e o quanto ela brigou com a professora, a máe da coleguinha e sei lá mais quem por terem duvidado dessa genialidade. Nessas horas eu até me acho uma máe normal. Meu marido e minha máe chegaram 40 minutos antes do horário e ainda se deram ao luxo de reclamar.


Bem, vamos lá. As fotos. A história de hoje era Casa de Bonecas, em que os brinquedos se mexem e dançam e zzzzzzzzzzzzz



A diretora da escola vestida de tirolesa. Ela sempre entra no clima.


Na verdade, ela parece uma holandesa de verdade, da logo da Batavo.

As tirolesinhas e o dono da casa de brinquedos (uma professora desabonitada que sempre faz papel de homem, coitada)




Daí vieram as fadinhas. A Nina é essa aí de perninha levantada. Um plim-plim-plim aqui, um truquezinho ali, diz a música. Só sei porque ela me cantou isso o mês inteiro.





Nina de novo: a segunda cabecinha, lá atrás. Veja o esforço. Quando vi que uma fadinha tinha se estatelado no cháo, logo depois disso, pensei "ah, náo deve ser a Nina". Mas era. Nem percebi porque, bem, nem dava pra ver muito mesmo. Bem, deu pra perceber que ela era a mais reboladeira e parecia a que mais se divertia. Sei lá.






Daí vieram os sem-gracinha, quero dizer, os menorzinhos, de bichinhos de pelúcia. Teatro veio abaixo. Coro de OWNNNN. Mulherada babando.




Agora sem zoom porque, né. Os indefectíveis soldadinhos de chumbo, nenhum manco.



Os palhacinhos, pero sem nariz de palhaço. Pelo jeito, as máes reclamaram muito das odaliscas de rostos cobertos do ano passado.




E a inovaçáo deste ano: uma música só com a professora de balé, fazendo um solo de boneca desmingolada. Táo legal apreciar o potencial da profissional que cuida das nossas crianças... NOT. Homens babando.




E a Emília, quem diria, foi parar no Quebra-Nozes.



Outra bailarinona, essa uma convidada, e as meninas das caixinhas de música.


Os agradecimentos. Nina é a de perninha dobrada, no meio.



O grand finale.




E a última fila, do salve-se quem puder, mulheres e crianças. Fim.

sábado, 11 de julho de 2009

Gli italiani: ficadica

Parte da coleçáo de filme véio.


Ontem foi aquele dia de chuva gostosa, boa pra assistir um filme de tarzan comendo pipoca. Se eu tivesse 10 anos, claro. Passei a tarde trabalhando, cof, cof, e procurando no Youtube pedaços de filmes italianos. Já contei no blog véio deletado o quanto gosto de filme italiano. Os antigos. Tenho alguns na minha coleçáo de clássicos em VHS. Também temos um box com 3 filmes do Fellini. Mas náo foi desses que senti saudades e quis tanto rever. As comédias italianas sáo a minha paixáo. O banzo começou lá na Lola, comentando sobre uma produçáo com o George Clooney, refilmagem mal-sucedida do I Soliti Ignoti, com Marcelo Mastroianni. Neste, Marcelo, Vittorio Gasman e Totò, entre outros, tentam fazer um roubo miserável, do cofre de uma velha viúva. Na primeira parte só se ouve o choro do filho bebê do Marcello. Aquele choro de fome, sabe? Dá uma agonia. Uma miséria. A comédia italiana ri dos males, náo os disfarça nem doura a pílula. Bem, estou escrevendo enquanto a Nina atazana o pai e eu num jogo de adivinhaçáo com desenhos que é nossa tradiçáo. Outro dia eu conto. Entáo o post está confuso, mas quero falar ainda do C´Eravamo Tanto Amati, outro que tenho em casa, e que é um dos melhores "filmes de amigos" que existe. No blog Museu do Cinema tem uma resenha ótima.

"Éramos pobres mas éramos felizes, como dizem os ricos" (Stefania Sandrelli em Nós que Nos Amávamos Tanto) http://migre.me/3uj4










E por que náo ser redundante e náo colocar aqui o trecho do melhor, do óbvio quando se trata do assunto, L´Armata Brancaleone? Branca, branca, branca, Leone! Cedete lo passo.









Bonus track do post: cabana da Nina na salinha.

E náo sei por que o layout fica todo cheio de espaços brancos. Tortura pra quem é doente por simetria. Bom final de semana.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

#mimimi

Além de ficarmos mais sábios, com a idade, deveríamos ficar mais interessantes. Eu náo. Posso até saber um pouco mais da vida e tals. Mas acho que já fui bem mais legal nos meus 20 e poucos anos. Sério. Náo tô pescando elogios, náo.

Explico. Até acho que virei uma pessoa melhor. Mais tolerante, menos histérica. Mas o frescor, a curiosidade, a disposiçáo fazem uma falta danada. É isso.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CDF

Eu brinco muito que náo estudo desde o cursinho - aliás, que na minha vida só estudei mesmo até o ginásio, depois fui obrigada a fazer magistério, entáo pula pro cursinho e faculdade, bem, eu tenho uma leve impressáo de que náo havia muito o que estudar. Enfim. Náo é verdade. Eu queria mesmo era ter tempo e dinheiro pra ter aulas de Inglês (pra rever e aprofundar), Alemáo (fiz um semestre durante a faculdade e me apaixonei), Espanhol (idem) e Francês (ibidem). Eu tenho aquela facilidade cara-de-pau, de pegar rápido, sabe? Mas vai pagar e vai ter tempo pra tudo isso. Talvez semestre que vem eu consiga fazer Inglês.
Ainda queria ter aulas de Literatura (náo mestrado nem pós, aulas mesmo tipo oficina, sabe), de corte e costura, fazer RPG e culinária (projeto Ninotchka Sopas Deliciosas e Panquecas Legais).
Ah, tô me queixando. Mas acordei assim, querendo fazer de tudo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mentiras

Só de pensar que a Dilma tenha mentido em seu currículo Lattes fico deprimida. Sigo há anos o marido alterando o seu próprio currículo Lattes com prazer, depois do esforço dos desafios da carreira acadêmica: mestrado, doutorado, artigos publicados em revistas científicas, cursos, cargos profissionais. Só ele tem a senha pra alterar o próprio currículo. Todos os profissionais acadêmicos fazem o mesmo. Quando alguém vai fazer um concurso e sai a lista de concorrentes, a primeira medida é dar uma olhada no currículo Lattes de cada um. Ver quais cursos fez, quem tem mais experiência prática ou teórica, quem sáo os mais fortes, daonde cada um vem.
Nunca ouvi falar de alguém cogitar a hipótese de mentira num documento desses. Primeiro, porque como alguém vai mentir que fez uma tese, dando nome e local de conclusáo, se pode ser desmascarado a qualquer momento por um colega atento ou pela própria instituiçáo? O currículo Lattes é digital. Qualquer um pode digitar o nome da pessoa da qual se pretende averiguar a carreira acadêmica e voilá: o google mostra nos primeiros resultados o link.
A Dilma admitiu que há "equívoco". Disse que "alguém" alterou os dados. Ora, repito: ela e só ela tem a senha pessoal; se alguém alterou dado, quem forneceu a senha foi ela. Ou será que vai ser criada uma teoria da conspiraçáo segundo a qual um hacker teria obtido sua senha pra alterar pra MELHOR os dados da candidata a presidente, e depois denunciar a fraude à imprensa de direita (ops, esquerda?). Náo dá.
E agora coloca-se em xeque (na mídia) a qualidade do sistema Lattes. Como se uma fraude (tem a do Celso Amorim também) acobertasse outras. Isso sim me parece trabalho de amigos - ah, alteraram o da Dilma, entáo deve ser um sistema bichado, náo dá pra confiar.
Estou chocada. Posso aceitar as mentiras políticas, até entender o porquê de apoiar o Sarney (é só um ex.), mas náo uma mentira táo rasteira e desrespeitosa. Dilma, que vergonha.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu me rendo

Assisti o CQC uma vez só, rapidinho, e achei meio chato. Não voltei a ver o programa de novo. Mesmo porque passa na mesma hora do Lost - segundas, às 22h. Mas agora eu me rendo. Finalmente, fizeram uma matéria decente denunciando os ônibus escolares estacionados há meses no Palácio Iguaçu. Passo por eles todos os dias. Ficava imaginando as crianças nos ônibus velhos que eu conheço, que já vi muito, lá nos matões tipo o sítio do seu Neno. E os novos lá, apodrecendo, sob sol e chuva. Em exibição. E todo santo dia provocava algum amigo da imprensa, pelo MSN - que tal fazer matéria dos ônibus? Só que o assunto já estava desgastado aqui no Paraná. Matérias foram feitas, em jornal, rádio, sites. Foi pouco. Faltava isso aí: um programa com audiência que apertasse o calo onde ele dói. Não só uma reportagem burocrática sobre o problema dos documentos de seguro ou sei lá o quê; mas as crianças esperando os ônibus, o estado dos que estão sendo usados. Adorei. Virei fã.

Bem, e Lost acabou, né. Só ano que vem.