sábado, 5 de dezembro de 2009

Universo conspirando

Eu já ajudei o marido a escolher celular com agenda moderna; já dei de presente agenda old fashion, de papel e uma data em cada folha; caderninhos de anotação (moleskines não, que são chiques mas não cabem metaforicamente no bolso). Mas não adianta, ele é um homem de bilhetinhos largados no meio da carteira, no porta-luvas do carro, sobre a montanha de livros, provas a serem corrigidas, contas a serem conferidas e tudo. Tudo solto por aí, ao sabor do vento, sob o risco de virar papel de rabiscar coisas da Nina ou bolinhas de papel pras gatas. Enfim (minha palavra favorita): não tem como achar o telefone do cara que forneceu algum tipo de serviço ou material na reforma de dois anos atrás.

Portanto, quando precisamos contratar alguém pra colocar um granito novo na pia do banheiro da suíte presidencial, fazer os buracos novos das torneiras-misturadores das pias dos outros banheiros e da cozinha, não tínhamos mais o telefone e muito menos o nome da empresa que forneceu esse material na obra anterior, de dois anos atrás. Pois bem. Chamamos três empresas e todas acharam o serviço pequeno demais. Todos ocupados e cheios de encomendas maiores. Deixaram-nos esperando dias por orçamentistas que nunca apareceram. Daí minha colega recomendou o trabalho de uma empresa que atendeu o sogro dela, que é pequena e não tem estoque para fazer grandes encomendas. Bingo. O cara veio aqui e era o mesmo da reforma anterior. Não me contive e contei pra ele a coincidência. São prestativos, pequetitos pero cumplidores. O orçamentista trouxe três modelos de pedra preta pro banheiro branco - escolhi a mais barata, claro. Semana que vem tão aí, instalando, furando, aquela beleza de poeira toda levantando. Provavelmente não vamos nunca mais precisar desse tipo de coisa, mas dessa vez peguei três cartõezinhos de visita.


PS- Uma vez o marido quis se organizar e avisou ter anotado todos os números de telefones dos prestadores de serviços e fornecedores que já contratamos. Ok. Precisei um dia do encanador e não tava na letra E. Nem na J, de Jarbas. Marido explicou que estavam todos na S de serviços. Aí  fica difícil.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Semanário da obra

Estamos naquela fase que a coisa anda, mas não parece. Poeira por todo lado. Toda noite quando chego tem a sessão varreção. E tiração de pó. Pra ficar tudo branquinho de novo no dia seguinte. Em primeiro lugar porque, por mais que sejam gente boa, competentes, discretos, econômicos, enfim, por mais que você tenha a equipe de pedreiros dos seus sonhos, eles sempre serão uns porcos. Vão cortar azulejo dentro do seu quarto, por exemplo, pra não perder tempo dando volta por fora da casa - daí a poeira entra no seu guarda-roupa, pelos mínimos buraquinhos, e quando você vai pegar o pijama de noite vê que está tudo branco por dentro. Até as blusas pretas de lã. Sem contar os ossinhos de galinha da marmita, que são jogados no quintal, e encontrados por suas gatas-jaguatiricas sem classe.
Ah, sim, e ainda temos as goteiras. A Lady Murphy faz com que chova torrencialmente nos finais de semana, quando os pedreiros estão bem longe. Daí que choveu dentro de casa de novo: cachoeirinhas na salona, salinha, quarto da Nina. Você vai me perguntar: mas a reforma não visava principalmente arrumar o telhado e impedir a chuva de entrar? E eu respondo SIM mas com a construção da laje pra caixa d'água e tudo o mais de preparação para a central de gás e o aquecimento solar, ocorre que boa parte do telhado fica aberta, só com uma lona, que não dá conta quando chove o que seria num mês todo, num dia só. Além disso os pedreiros ficam andando lá por cima e quebram telhas, obviamente. Dilema tostiniano: eles sobem pra arrumar o telhado e acabam fazendo buraco. Um dia acaba. Reza a lenda que daqui a quinze dias.


Situação right now. Fogão e geladeira na sala de tv. Imagine-me ali na mesinha atrás do sofá, tuitando e lendo jornais de ontem e anteontem (o de hoje só chega na hora de sair). Nina dormiu na vó porque o nível de desconforto aumentou bastante.


Isso porque a cozinha já está quase toda de chão novo. Sai o branco encardido de pedra, entra a imitação lajotística de madeira. Pra dar uma unidade com a salinha e porque é melhor de limpar, mesmo.



Só que, como é de praxe, o cálculo de material estava errado: faltou uma caixa de laj... cerâmica. E adivinha se tinha na loja? Claro que não. Só chegam na quinta-feira. Então até amanhã o serviço fica assim, quase no fim.



Na salona não restou nem a lembrança da parede de pedra. Já disse que os lustres estão com os dias contados, né? Tem uma loja daqui que os aceita como parte de pagamento por novos, porque eles são de cristal sei lá daonde, que podem ser reutilizados. Daí povo diz, viu, é de cristal. E eu, "so what?, são feios do mesmo jeito". Anônimo dos coments, estou aguardando sua oferta! ;)



O banheiro da suíte presidencial, branquinho, zoneado. O chão, como eu disse antes, ainda é um mistério se vai ficar bom ou ruim - porque a cor acabou se revelando um cinza-cimento que não era o que parecia na loja. A conferir.



Olhando assim pra casinha da caixa d'água nem parece que mudou alguma coisa, mas vigas ultra-mega-power de ferro foram soldadas, vazamentos foram contidos etc. etc. Sei que os caras ficam ali  o dia inteiro. A fase agora é de esperar a entrega dos canos que faltaram. Só quinta-feira também. Alá o Juca Bala, meu Kazinho vermelho.



Tá vendo a minhoquinha acobreada saindo da terra? É o cano de cobre do gás, que vem lá da casinha. Ele vai pelo chão até a caixa d'água. Foi por causa da decisão de botar os botijões de gás lá longe que acabou faltando cano.


Olha só: a tripinha de cobre vem lá da frente, passa pela cozinha e segue sempre arriba.



O tanto que sobrou de tijolo. E a janelinha nova do banheiro da suíte. E a zona. Amanhã teremos novidades chegando com o caminhão da loja de materiais de construção. Estou preocupada com o armário do banheiro, mas isso rende um post novo. Vou manter o antigo, que é grandão e legal, mas quero pintar. Então imagina só. Vamos ver como me saio. *suspiro* That's all folks.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diário da Obra

Pra vocês entenderem o porquê da demora em postar.



A parede de pedra já está na chon. Não há imagem que dê conta de mostrar a poeira que esse troço levanta. O lustre cafona está com os dias contados.



Faltou telha pra cobertura da garagem interna, que faz sombra na cozinha. Talvez preenchamos com telhas transparentes, mas não as de vidro que custam uma fortuna.



Foi levantada uma laje, porque o resto da casa tem forro de madeira, pra aguentar a caixa d'água e o boiler do aquecimento gás/solar. Em andamento.




A casinha que foi feita pra abrigar o gás. Bem longe de tudo da casa, porque o marido aqui é "precavido". O cano de gás vai passar por baixo da terra. Em andamento.



Ah, tadinha da trepadeira, ficou só o desenho do esqueleto dela. A Nina perguntou pra que serve a casinha e claro que eu disse que vai ser o lugar do castigo pra criança desobediente... ela só me deu um olhar de desprezo e disse "ai, mãe, conta outra".



As pedras da salona (a gente chama as salas de salinha e salona) que vão ser guardadas pra dona Ana fazer a gruta das santas na casa dela.



Jornal por tudo. Mas não adianta grande coisa.



O banheiro da suíte presidencial: paredes brancas e chão acinzentado. Meio que desgostei do chão, mas agora Inês é morta. Esse aí é o pedreiro-matraca. Talvez por isso trabalhe isolado. Mas se não tem ninguém pra ouvi-lo, ele se vinga assobiando. E mexendo com as gatas.



A janelinha nova do banheiro. Grandes coisas. Mas pra mim, é sim. ;)



A cozinha já sem os azulejos. Esperando o encanamento novo, de cobre. Aproveitamos pra jogar fora  o azulejo branco feio. A gente não faz fritura, não precisa de azulejo em tudo. A parede será pintada de vermelho. Marido queria fazer ele mesmo, mas mudou de idéia. Ufa. O chão também será picotado pra receber nova cerâmica. Não chama mais de lajota que é coisa de pobre!


Por enquanto é isso.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Update parte 2

Hoje o chefe brincou de me dar um "passe" de energia positiva.
Mas tá tudo bem agora. A energia elétrica também foi restabelecida (apesar de ter acabado de piscar, sabe como?) e o telhado, reza a lenda, está pronto. Rápido, hein.
Os pedreiros garantem que até dia 20/12 teremos gás e energia solar instalados, banheiro reformado e pedras cafonas derrubadas.

Update

Choveu 123 milímetros de água ontem à noite. Isso é o normal de chover num mês. Chuvoso. Deixei a Nina na casa da minha mãe, porque eu tinha reunião hoje pela manhã, e não queria acordá-la muito cedo pra ir pra escola. Então ela não viu, ainda bem, seu quartinho com água vazando pela luminária cor-de-rosa; nem o meu guarda-roupa transformado em cachoeira, nem eu desesperada tentando salvar minhas roupas; nem as gatas subitamente amiguinhas, impressionadas com o riozinho que entrava pelas frestas do telhado e pelo chão da cozinha.

Só sei que o rodo é um objeto subestimado. Não sei hoje o que seria de mim sem ele.

Daí agora há pouco o E. ligou avisando que nossa casa quase pegou fogo: os pedreiros puxaram um fio de luz, que deu um curto-circuito e quase derreteu o quadro de energia - aquele que tem os botões de cada área da casa, sabe?

Então, como passei a manhã toda numa reunião, vou lá em casa enquanto é dia e ainda tem sol pra ver se salvo algumas carnes da geladeira. Pegar roupa e pijama pra dormir, também.

Bem, a partir de agora só pode melhorar, né? #pollyannafeelings

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vírus?

Amiga avisa que não consegue acessar meu blog porque dá mensagem de malaware - e da Katylene, que eu nem linko aqui. Aí com você também?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Complementando


Essa parede de pedra vai ser derrubada. Os lustres também vão sair - tudo muito vintage pro meu gosto. Duro vai ser aguentar as visitas (todo mundo!) dizendo "ah, mas eu gostava tanto daquelas pedras... A dona Ana vai levar umas pedras pra casa dela, pra fazer uma gruta pras imagens de santa. A única que entendeu pra que servem pedras: gruta.


Situação hoje pela manhã. Não tirei fotos do telhado porque tenho medo da escada.
Ali atrás, o espaço Fitness Cult Gourmet ocupado por materiais de construção.


Banheiro da suíte presidencial. Como achamos que ia só chover e tive de escolher os azulejos e piso meio na pressão , fui muito criativa: paredes brancas e piso cinza. Quase compramos uma banheira mas o teto é baixo demais pra isso; marido ia bater a cabeça no chuveiro. Enfim. Loucura.



Nina e Ricardinho só pra lembrar que, com ou sem reforma, DIA DE SOL É TUDO!

Em Obras




Todos os poucos que ainda passam por aqui sabem do drama do meu telhado. Mas não custa dar um briefing. Então. Em 2005 compramos nossa casa. Ela já tinha 30 anos. Pra mudança, fizemos umas reformas básicas: abrimos a cozinha e fizemos no estilo americano, com balcão, porque era muito escura; trocamos o piso, que era uma lajota de farmácia, por taquinhos e mais uns detalhes que não lembro. Dois anos depois, a segunda reforma: trocamos as janelas, que eram vitrôs enferrujados, por alumínio; fizemos uma escadinha no buraco da garagem, que parecia rampa de trocar óleo de posto de gasolina; reformamos o banheirinho da Nina e mais outras coisinhas. Agora estamos indo pra aquela que, espero, seja a última reforma.
Desta vez, vamos finalmente consertar o telhado. Fizemos vários orçamentos e a  maioria previa catástrofe tipo 2012: teríamos de sair de casa, passar meses fora, pra trocar tudo, todo o madeirame, forro (não há laje) e gastaríamos uma fortuna. Ok, nem tanto, mas só nisso teríamos de fazer um empréstimo daqueles pra pagar em cinco anos o equivalente a um aluguel.
Felizmente tivemos a indicação de uma equipe de 3 pedreiros (equipe é ótimo) recomendados pela prima de uma amiga que é arquiteta: eles já fizeram os telhados da casa dela e do irmão; além disso, reformaram o apê da amiga. Nessa hora, mais importante que orçamento é a indicação de gente de confiança. E eles garantiram que é preciso trocar muita madeira, colocar novas vigas, mas não precisa trocar forros. Legal. Sai mais barato e não precisamos sair de casa durante a obra.

(pausa pra respirar)

E já que vamos mexer no telhado, que tal fazer tudo de uma vez? Como tenho um marido professor de Ética e preocupado com o futuro do planeta, vamos instalar aquecimento solar. Bem, mas moramos em Curitiba, então comofas? Aqui só se aproveita o aquecimento solar, sendo otimista, uns 60% dos dias. Isso diz o vendedor do sistema... Então será instalado gás também. Finalmente teremos banhos quentes tipo os de hotel! Ê! Mas pra isso é preciso mexer mais: a caixa d'água deve ser levantada, pra criar pressão. Então os pedreiros, além de consertar o telhado, vão levantar uma laje acima dele, onde colocarão a caixa d'água e todo o sistema de aquecimento - o tal boiler de água quente.
Mas pra instalar aquecimento a gás teremos de mudar todo o encanamento, não é? Já que vamos fazer isso, reformamos de vez a nossa suíte, que tinha privada e pia verdes-musgo horrorosas.

(calma que tá acabando)

O primeiro dia de reforma foi a segunda-feira, que começou nublada e com garoa. AH SIM! Não pode chover, né? durante as obras. Meio óbvio. Mas estamos em Curitiba e cada dia é uma surpresa. Emoções meteorológicas. Daí os pedreiros acharam melhor começar pelo banheiro. Derrubaram tudo, abriram a nova janela. Mas no dia seguinte, terça, o tempo abriu, e eles foram rapidinho fazer o telhado. O videozinho mostra, de forma precária, o barulho e o movimento dos lustres (que são herança, ainda, dos antigos donos e também devem ter uns 35 anos) no teto.
Os pedreiros são rápidos. Tem um que fica assoando o nariz o tempo todo e isso não é uma coisa boa de se ouvir sobre sua cabeça. Outro matraqueia feito o homem da cobra, seja lá o que for.
Vou contando, com fotinhas, o andamento. Agora meu blog virou o diarinho da obra.

domingo, 15 de novembro de 2009

Domingueira

Depois de curar o bode do churraso, fomos correndo à loja de materiais de construção, comprar pregos gigantes. Amanhã começa a obra do telhado: parte dele será refeito, parte do forro pode ser trocado, ou não. A madeira para as vigas ainda não chegou. [ansiedade]
[pancadas de chuva previstas para a semana]
Levamos luzinhas pisca-pisca, um unicórnio e uma fada para a árvore de Natal. Nina não se aguenta de expectativa pra montá-la. Vamos fazer isso agora. Mas dependendo da obra, pode ser necessário desmontá-la logo também.

Fotos mais tarde.

Pontos de vista

Eu tenho cabelos pretos e pele muito branca. Minha tia me chamava, quando eu era criança, de preta polaca. Já minha irmã é loira de pele morena: virou a polaca preta.