quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A lista

Copiando o post da Cris, aqui vai a minha listinha pra 2010.


1) Virar doadora de sangue e medula. CHECK

2) Parar de beber... tanto. CHECK (só aos sábados)

3) Emagrecer 10 quilos (nutricionista com dieta radical amanhã equivale a 1/3 de CHECK)

4) Voltar a estudar inglês. Ou outra língua mais legal, tipo alemão.

5) Passar mais tempo - e de qualidade - com marido e filhota.

6) Resolver a ansiedade, nem que seja com boleta e terapia.

7) Ler mais. Isto é. Ler. Livros.

8) Aprender a costurar.



Eu sei. Super déjà vu do ano passado. Mas agora vai.

Ah, mais uma.

9) Corrigir a postura - fazendo sei lá, RPG.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Hoje acordei com saudade



Eu queria mesmo a versão do filme All That Jazz, mas essa também é cool.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Uma lição de bricolagem e desapego



Domingão, ajudei o marido a pregar (modo de dizer, porque foi com a temida furadeira, buchas etc.) três prateleiras brancas no quarto da Nina. Não ficaram tortas e vão aguentar bastante peso. Pronto. Siachei. Aí danou-se.
Semana passada comprei os puxadores pro armário branco do banheiro - o armário que era de madeira envernizada e que euzinha pintei de branco. Só que as portas, à noite, se rebelaram e grudaram toda a pintura nos jornais espalhados pelo chão. Ok, então tive que repintar as portas, o que demorou muito, porque afinal a reforma avançou e eu acabei nem dormindo em casa por um tempos, remember?
Daí que sem querer, obviamente, pintei as portas com um branco diferente do branco do armário. Que diabo de esquimó é esse que faz os tons de branco pra tintas acrílicas? Pô, tem branco neve, branco ultra branco, branco off white, mil brancos. E eu obviamente nem olhei o nome do branco, só vi que era lata de tinta branca. Tolinha.
Então. Perto das portas, o armário ficou bege. É uma mágica. Você tira as portas, é branco. Põe as portas do lado, pra comparar, vira bege. Nude!
Voltando aos puxadores: quadradinhos pretos, coisa mais linda, delicada. Só que exigem furo de fora a fora pro parafusão. E os originais usavam só meio furinho, sabe como? Tive uma grande idéia: pregar um pregão bem grosso no buraco do puxador, retirá-lo e daí instalar os puxadores novos no buraquinho novo. Até já fiz isso antes. Peguei uma gaveta pra começar. Só que a madeira do armário antigo é tão dura que o maldito prego não saiu. Chamei o marido pra arrancá-lo (humilhação suprema) e a surpresa: o cabo do martelo quebrou e o prego continuou lá. Tá entendendo o ridículo da coisa?
Marido foi levar Nina e primo pra devolver filmes na locadora (O Curioso Caso de Benjamin Button, que voltou virgem porque preferimos passar a noite ouvindo o velho cd Casa do Samba, e Bob Esponja Gladiador) e eu fiquei lá, encarando aquele prego e ele a mim. Perdi, obviamente. Tentei arrancá-lo com outra ferramenta lá que não lembro o nome e ele simplesmente quebrou no meio. Ficou uma pontinha pra fora. Minha esperança é de que eu consiga colar o puxador ali, depois, com superbonder.
Mas daí a porcaria já tava começada: de tanto puxar o prego, estraguei a pintura branco-bege da gaveta. Banquei a despachada e parti pra pintar todo o armário de branco-super-branco. Porque um armário listrado de branco e bege fica muito feio.
Preparei a tinta, tirei as gavetas do armário, pintei e deixei secando; mas pra pintar o resto do armário eu precisaria de um pincel - o rolo não chega aos cantos. E cadê o pincel que tava aqui? O Damião levou. Mania que a gente tem de dar tudo pra todo mundo. Eu precisava histericamente de um pincel pra dar retoque no armário.
Bem, eu sou adepta do protetor solar levemente colorido. Então pra que ter um pincel de base da Contém 1G?
Pois é. Desapego é isso. Usar seu pincel de base pra retoque no armário do banheiro.
Não tenho nervos pra acompanhar o Haiti. Mas, repisando num (ahan) debate caloroso no twitter, não consigo entender como alguém pode ser contra o Bolsa-Família. Dinheiro na mãos de mães que podem comprar comida pros filhos, engessado à matrícula em escolas públicas. Vai render voto? Vai. Foda-se isso. Todo mundo de repente esqueceu o Betinho - "quem tem fome, tem pressa"?
Me mostre UMA mulher que tenha tido um filho pra receber R$ 80 por mês. UMA. De verdade, não matéria de jornal com depoimento editado. UMA mulher que tenha deixado de trabalhar de faxineira, de vender bala na rua, porque está inscrita no programa.
É melhor ensinar a pescar do que dar o peixe, é claro. E é melhor sair na rua entender o que acontece em vez de ficar repetindo clichêzões esgotados, ô se é.

***

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Tipo, férias com sol. Seria tão bom. Um solão de verão, daqueles que brilha o dia todo.
Eu-não-aguento-mais-céu-nu-bla-do.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Rapiditas

- Choveu um mundo e surgiram novas goteiras. Noite secando chão. Já viu esse filme.
- Nina de volta.
- Doei sangue e me cadastrei pra doação de medula. Na hora só consegui pensar numa coisa. Não, não foi na solidariedade que traz esperança de um mundo melhor. Foi no cacete de agulha mesmo.

;)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

TRONCHA de saudades

Fui pra praia mas não tô nem aí pro tempo nem pro biquíni nem nada, só quero pegar o solzinho da minha vida e dar mil beijinhos e abracinhos e apertões até ela gritar pára, mãe, tá me sufocando, e vou continuar mais um pouco... segundona tô de volta!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ganhe-ei

Entonces não é que o pessoal curtiu? E foi por um votinho.
Abraços a todos os envolvidos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Montanha dos Sete Abutres

Ontem decidi que só volto à academia quando o frio voltar e as siliconadas forem embora do vestiário. Elas demoram demais pra passar os cremes depois do banho e eu fico lá, enrolada na toalha, esperando a minha vez à beira de um ataquinho. Mas não era isso que eu tinha pra dizer. Por causa da desistência da academia, fui fazer um exercício lá no Espaço Fitness Cult Gourmet, que voltou à programação normal. Fiquei mudando de canal enquanto corria no elíptico. Isso tudo só pra contar que normalmente eu não paro pra assistir Jornal Nacional, a não ser que tenha visita em casa - tipo a mãe ou a sogra - que goste. Mas zapeei, zapeei enquanto resfolegava, e parei lá.

Não suporto Jornal Nacional, não suporto o olhar reprovador e/ou condescendente do William Bonner, apesar de no twitter ele ser bem queridinho (@realwbonner). A Fátima Bernardes com aquelas caretas de mãe-de-todos também me fazem passar mal.

Enfim.

Vi a entrevista com os donos da pousada de Angra, em que morreram sei lá quantas pessoas, e que tiveram a filha morta também, arrastada pela lama e pela água. Coitados. Já comentei no twitter que não tenho acompanhado a tragédia. Não é egoísmo, é que eu sou fraca dos nervos mesmo. Não aguento, não durmo, fico em pânico.

O objetivo desse post, obviamente, é deixar registrado meu asco - palavra fraca, mas ojeriza é feia demais - pela tal entrevista. Me digam pra que serve ser a maior rede de tv da América Latina, a mais rica, a que mais investe em tecnologia, a que paga mais caro pros melhores (ui) atores, a que comanda mentes e corações, se na hora de uma tragédia seus repórteres se comportam exatamente como os urubus caricaturais (mas nem tanto) de A Montanha dos Sete Abutres ou de La Dolce Vita?

De início eu não tinha entendido por que o Tino Marcos, repórter de esportes, pra entrevista-furo. Mas segundo o site, e como foi explicado no início (clica aqui), que perdi, ele é amigo da família e conhecia a menina desde criança.

Bem, eu não usaria minha amizade com uma família que acaba de passar por uma tragédia para me dar bem no trabalho. Mas ok, o cara conhece os pais - que estão à base de calmantes e sem muita noção do que fazem, certamente - e consegue a entrevista.

Daí que a Globo repete um daqueles vexames históricos, tipo o JN quase 100% destinado ao nascimento da filha da Xuxa. Fazem - permitem, editam e não pautam - uma entrevista chorosa, dramática, aliada a um clipe do Eric Clapton e imagens da menina.

Pleno século XXI.

Mas então tá, os pais estão lá, ninguém quer ferir sentimentos, abusar da vontade deles de honrar a memória da filha. Mas CUSTAVA ter UMA pergunta digamos, informativa? Tipo: - A Defesa Civil nunca avisou que seria perigoso ficar ali em caso de excesso de chuvas? - Quando construíram a pousada, não houve alerta de engenheiros para a possibilidade de erosão? - Se, como um hóspede informou, chovia muito e diversas pedras caíam do morro, vocês não se preocuparam? - Não houve deslizamentos em épocas de chuva anteriores? etc.

Não precisava perguntar tudo. Umazinha bastava pra justificar a entrevista além do óbvio aumento de audiência. Veja só: o caso do Sean. O Clovis Rossi escreveu durante a comoção toda que aquilo não era assunto pra mídia, era particular. No dia seguinte o Ricardo Boechat comentou que não; se durante uma reunião de presidentes um caso familiar entra na pauta, ela se torna pública. Essa entrevista com os pais da garota poderia ter um gancho jornalístico. Poderia ter uma "notícia" embutida. Mas não, a informação não interessa mesmo, só o espetáculo da dor de terceiros.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Praiana

Contada pela minha irmã, agora há pouco, sobre a manhã na praia dos dois pitocos da família - Nina e Ricardinho.
Nina, olhando desolada o areião vazio (a praia fica meio vazia durante a semana/ ou já ia chover):
- Tia, eu queria tanto fazer amizades aqui na praia.
Ao que Ricardinho se apresenta, rápido:
- Faz amizade comigo!
Nina, irritada:
- Ah, Ricardo, com você não, eu já te conheço!

Primeira segunda

Cheia de coisas a fazer, que deixei pra depois. Pois bem, depois chegou.

Morrendo de saudades da Nina. Ela está na praia, com minha mãe, irmã e primo. Também está com saudades de nós, teve até pesadelinho. Acordou no meio da noite pedindo pra vó ligar pro pai ir buscá-la. Ai meu coração. Mas vai ter que se acostumar: eu só entro em férias lá pelo dia 20 e o marido, que está de folga, não tem repertório pra passar o dia inteiro distraindo uma criança hiperativa. Aí acaba caindo na TV e nos joguinhos de computador.

Bem, depois da reforma que ninguém aguenta mais, muito menos eu, voltamos à programação normal. E ano de eleição, weeee! E de Copa, êba! Preciso me atualizar com a seleção do Dunga. Já na política o termo "seleção" está longe da realidade.

Aliás. Candidato a governador que não falar de combate ao crack em Curitiba não pode ser levado a sério.

E vamos lá no novo slogan: em 2010, menos 10! (kg)
(É uma vergonha falar nisso de novo, mas este ano vai! Faço 40, não posso mais folgar)