quinta-feira, 11 de março de 2010

Post chato com respostas longuíssimas

As respostas pro post anterior ficaram gigantes, então colei aqui, a partir do meu último comentário.

Raiza, tbm me deu medo do pai e do tal melhor ortopedista da cidade. E raivinha da mãe ser tão passiva. Imagina se um cara dá um diagnóstico definitivo desse da Nina, na primeira consulta, sem falar em fisioterapia, em tratamento. Bem, não vamos esquecer a hipótese de ela (a mãe) ser uma louca que quer chamar atenção. Porque existem, e muitas.

Tamara, em 1º lugar – vc está na SUA casa e a irmã leva o namorado e é vc quem deve se adaptar ao mundo deles? Rá. Quanto à sua reflexão, veja, eu vivo me pegando passando, sem querer, valores enraizados sem tê-los questionados. Às vezes volto atrás, paro tudo e falo: péra aí filha, vamos pensar, acho que não é bem assim. Tenho me policiado principalmente com relação a preconceitos – cor, raça, orientação sexual – e às noções de beleza e poder financeiro. Mas muita coisa passa batida. Tipo, tomar conta dos afazeres domésticos porque sou eu que faço melhor: como as mães de antigamente, a imagem que fica é do pai que sai pra trabalhar enquanto a mãe arruma a casa. (pq meu trabalho é de meio período fora de casa, integral no entanto, na internet). Enfim. A gente tenta.

Amanda, hahahah, eu não sou do time que acha que tudo está perdido, não. Tem muita gente boa criando pessoinhas melhores ainda. E não estou me referindo ao politicamente correto radical, que isso também é uma praga. Injustiça minha mesmo não anotar os lances bacanas, mas o grotesco e o ridículo sempre atraem mais atenção, infelizmente.

Haline, eu agüento porque ela adora as festas, não vou privá-la disso. Depois eu cobro: “tive que agüentar 4 horas de festa ontem, hoje me deixa ver o Lost inteiro sozinha!”, hahahaha.

Nilus Queri lóviutchu. Olha, é difícil pra caramba chegar perto, sequer vislumbrar, essa perfeição toda. Outro dia mesmo a Nina quase acertou um chute no primo e eu automaticamente dei uma palmada na bundinha. Quer dizer. Violência com violência. Depois que passou o chororô e o castigo (no quarto) fui lá conversar e prometi nunca mais dar palmadas, desde que ela também nunca mais apele pra chutes e tapas. A gente sabe que nunca é tempo demais, mas como já disse antes, a gente tenta.

Cin, hahahah, se fosse assim teriam me proibido de ter filhos alguns anos atrás... mas sempre há a possibilidade de os pais aprenderem com os filhos.

Oi, Michele. Sabe, vejo muita mãe preocupada em não incentivar a filha a usar rosa e assistir filmes de princesas. Eu deixo. Não vejo esses detalhes com tanta preocupação, acho que a mulher-vítima como você diz surge de outras influências muito, muito piores. Também brinca de carrinho se quiser, faz judô na escola, quer ser engenheira ou artista. O engraçado de ter filhos é a forma como eles contrariam nossas expectativas. A Nina, por ex., é super peruinha – no bom sentido. Uma peruinha maloqueira. Adora unhas pintadas e ao mesmo tempo passa o dia na bike, se puder. O que vai torná-la diferente, e isso já está acontecendo, são as opiniões e a visão do mundo. Por exemplo, no dia que ela contou pras amigas que existe casal gay. Chamaram-na de mentirosa e ela chorou em casa. Eu passei a mão na cabeça e expliquei: querida, suas amigas ainda não sabem disso, as mamães e papais ainda não quiseram contar pra elas não ficarem confusas, mas você já sabe que tudo bem. Ontem ela chegou em casa contando: “minha amiga Gabriela disse que eu sou a colega que mais sabe de tudo da escola”, hahaha. Porque ela tinha explicado pra amiga que “o sangue corre nas aveias”. Te garanto, Michele, que ela prefere saber mais e mais, e já aprendeu a refletir - às vezes ela senta no Barney gigante e fica lá só pensando. Claro que eu erro a dose também. Outro exemplo: eu faço tanto, mas tanto esforço para que ela veja a beleza negra, se liberte do estereótipo Barbie Loira (apesar de ter várias), que ela me disse ter achado a Mo’Nique a mulher mais bonita do Oscar. Ora, não precisa tanto. É porque eu mostrei pra ela: viu essa mulher negra, gordinha, como ela está bem num vestido lindo, sendo festejada, feliz? É porque ela é a MELHOR de todas as atrizes e deve ganhar mais um prêmio (a Nina é muito impressionada com prêmios e isso eu não sei daonde veio). De novo, minha palavra favorita: ENFIM. É tudo muito complicado.

terça-feira, 9 de março de 2010

O cantinho das mães - tragicomédia em 3 atos

Ato 1

Cenário: festa infantil em Buffet/ mesa onde foram colocadas as “mães das amigas da escolinha”. Cerca de 8 mães conversam sobre dietas e sobre a rotina da escola.

Nina surge correndo à mesa, pedindo água para continuar correndo enlouquecidamente com as amigas. Uma das mães brinca:

- Seu namoradinho não veio?

Nina responde:

- Ah, os meninos são chatos, eu não tenho mais namoradinho... ele saiu da escola.

E sai correndo.

Uma segunda mãe discorre sobre o tema:

- Sabe, eu não deixava a Lindinha (filha dela) falar que tem namorado.

Cristina:

- q?

A mãe da Lindinha:

- É que o pai dela não suporta ouvir que ela tem namorado, dá bronca. Mas agora estamos mudando isso. Porque outro dia eu vi na rua um casal de MENINAS (ênfase) se beijando! Então meu raciocínio é o seguinte: é melhor que ela pense em crescer e ter um NAMORADO.

Cristina:

- (ÊNFASE) Ah, você viu um casal de namoradas? QUE BACANA NÉ? Porque no nosso tempo as meninas que gostam de meninas nem se davam conta, tinham que passar uma vida miserável dentro do armário. ACHO UMA CONQUISTA DO MOVIMENTO FEMINISTA ver tantos casais gays por aí. Claro que na verdade eu não acho legal ver adolescente se agarrando, dá uma vergonha alheia. MAS ELES AINDA NÃO TÊM DINHEIRO PRA MOTEL e a gente tem que entender.



ATO 2

Mães discorrem sobre escolas para as quais pretendem transferir seus filhos no próximo ano, quando iniciarão a 1ª série do Primário.

Mãe 2

- Eu estou pensando em colocar minha filha no Colégio Militar porque o que ela precisa é DISCIPLINA! Ter horário rígido, incentivo ao estudo.

Cristina:

- NÃO FAÇA ISSO!!! Meus colegas mais rebeldes e malucos da universidade, TODOS, passaram por colégio militar ou exército.



ATO 3

Cenário: Sala de espera da escola de natação – cerca de meia dúzia de mães assistem à aula dos filhos, através de uma vidraça com vista para as piscinas.

Mãe 1

- Olha como minha filha está feliz. Que amor. Eu sabia que natação ia ser uma boa pra ela.

Cristina

- Ah, elas adoram né? A Nina está animadíssima em aprender a nadar e eu acho ótimo porque é uma segurança também...

Mãe 1

-Na verdade a minha filha queria fazer balé. O SONHO DELA É SER BAILARINA. Mas O PAI DELA JÁ DISSE: VOCÊ NUNCA VAI SER BAILARINA!

Cristina

- q????

Mãe 1

- É que a minha filha tem o quadril travado como o meu. Não pode virar, nem mexer pro lado. É congênito. Fomos ao MELHOR ortopedista da cidade, segundo o meu MARIDO, e o médico disse que ela tem que fazer exercícios porque ainda pode acabar na cadeira de rodas. Imagina, eu nunca deixei de fazer nada.

Cristina

- Nossa, que horror, tem que ir em outro médico, onde já se viu um prognóstico tão negativo, tão cedo?

Mãe 1

- Pois é, mas meu marido não quer outro e briga com ela porque é gordinha e passa o dia todo comendo besteira. Já falou pra ela que se viver sentada comendo, VAI ACABAR NUMA CADEIRA DE RODAS.




Nota para a produção: o elenco infantil tem no máximo 5 anos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Fissurinha da semana



Tô tão feliz que meu amigo Richard veio visitar e baixou o CD do N.E.R.D. pra mim. Porque eu sou incompetente pra qualquer coisa na internet que não seja matraquear.
Sooner or later it all comes crashing down, crashing down. Adoro.

segunda-feira, 1 de março de 2010

CATFIGHT! ou Gatos são tão fofos NOT

Nina com febre, dormimos os três na camona de casal - é queen size, cabe a princesinha tranquilamente. Quer dizer, eu meio que caio, mas ela segura meu dedo e daí, não.
Enfim, era madrugada de sexta, eu medindo a febre da Nina toda hora, em dois termômetros - um digital e um de mercúrio, porque nunca batem, daí faço a média. Ouço um som horrível de briga de gatos. Aquele UÓÓÓÓÓÓNNNN bem longo. Sendo em casa é briga, porque tanto Mimi quanto Lola são castradas. Ou é casal de gato forasteiro procurando lugares exóticos pra transar tipo meu muro, aí me cabe achar os limões e tomates-cerejas passados na geladeira pra espantar. Foi o que levantei decidida a fazer, porque a barulheira ia acabar acordando a mais gatinha de todas. ;)
Aí me deparo com uma cena dantesca, se gato Dante fosse.

A Lola, nossa gata preta mimosa, aquela que se atira aos meus pés quando levanto e que dá mordidinhas pedindo carinho com os pés, arrepiada feito um porco-espinho, VIRADA NO CÃO. Um outro gato, esse conhecido aqui da vizinhança - preto também, mas de peito branco - completamente acuado. Pense naqueles episódios de Tom e Jerry, em que o Tom acorda o buldogue, sem querer, e sai correndo tentando escalar as paredes, mas não consegue, e fica caindo, daí vem o cachorro e bate nele, ele sobe de novo, parecendo que tem 20 patas arranhando a parede... o gato forasteiro estava nessa situação.
Ocorre que o gato caiu num pedaço de quintal do lado da sala de tv que é um mero corredor. Tem as janelas do escri e do quarto de visitas, duas janelinhas de banheiro, plantas e só. E não conseguia subir de volta pro telhado do vizinho, que fica na altura do muro. Ele tentava subir, vinha a Lola UÓÓÓÓÓÓÓN e CRAU, unhava ele. Ele fugia correndo pro outro lado, a Lola ia vagarosa, arrepiada e sadicamente até ele cair de novo e novo CRAU.

Morri de dó, né. (a Mimi tava encolhida dormindo no sofá do escri, tipos dando de ombros)

Aí espantei a Lola pra janela do escri, fechei a janela e pronto, fiquei só com o gato estranho no quintalzinho.
Abri a porta pra colocar um banco no caminho dele - a idéia era que ele subisse no banco e pulasse de volta pro telhado do vizinho. Imagina. O bicho ficou tão, mas tão apavorado ao me ver, que conseguiu encontrar uma micro-brecha na janelinha do lavabo da salona e entrou lá.

Então fiquei com o mico. PQP. Três da manhã e um gato estranho no lavabo. Bem que eu queria destruir o lavabo na reforma, transformar numa adega. Daí nem ia ter janela pra ele entrar.
Outra coisa: pensei em fazer o óbvio, abrir a janela da salona, abrir a porta do lavabo e espantar o gato. Mas acabara (hmmm) de receber, naquela sexta, o jogo de sofás recém-reformado: o sofazão amarelo da minha mãe que virou um marrom-acinzentado bem bacanão. Imagina se o gato surta, sai desesperado sujando todo o sofá novo? E esses bichos quando ficam excitados demais fazem xixi, cruzes. Ah, sim: o gato estava todo ensanguentado. O nariz, pela metade.

Minha brilhante idéia foi de espantar o gato de volta, da janela do lavabo (nossa, como detesto essa palavra), pro quintalzinho, onde ele poderia mais tranquilamente, sem a Lola e com o banco, escalar o muro e voltar pra casa.

Lindo plano. Abri a porta do banheirinho, o gato estava acuado atrás da privada, respirando como um atleta que acabou de completar o triatlo. Me abaixei pra fazer, candidamente, "CHU, CHU, BICHINHO, SOBE PRA JANELINHA" e ele CRAU em mim, obviamente.

Dá um desconto que eu tava meio dormindo.

O danado cravou os dentinhos num braço, ainda mordeu o pulso do outro braço com não-sei-que-outra-boca  e deu uns arranhõezinhos. Ficou pendurado pelos dentinhos de vampiro, o desgraçado. De sopetão, eu joguei ele de volta ao chão e saí correndo do lavabo. Fechei a porta. Fui dormir.

Pensei, scarleto'haramente, "amanhã dou um jeito" e fiquei torcendo pro bicho ir embora na calada da madrugada, ao ver que a barra no quintalzinho tava limpa de Lola e sua dona doida. Ao deitar, o marido pergunta o que aconteceu, eu conto, quase chorando de dor nos braços mordidos, depois de lavados e ardendo do álcool gel que sobrou da gripe suína do ano passado. E ainda tive que ouvir:

- Também, Cristina, vai se meter em briga de gato.

Claro que demorei um tempão pra dormir e sonhei com os felinos o (curto) resto da noite.  Oh, sim, o gato saiu só de manhã, quando o marido abriu a porta do banheiro e deixou a janela da sala aberta.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Só pra constar - post déjà vu

Tô fazendo dieta de novo. Enfiei gloriosamente o pé na jaca nestas férias – por jaca, entenda-se barril de vinho chileno – e passei longe dos 5 kg a mais de sempre. Portanto, dessa vez não tenho tempo pra frescura e fui numa nutricionista mais hardcore. Porque culpa católica é para os fracos, eu sofro é de culpa calórica.

Não é por nada, mas uma semana depois de começar, a balança do banheiro aponta dois kg a menos. Mas isso cá entre nós, porque balança de banheiro não se leva a sério.

A nutri do ano passado era muito mais legal, tinha receitinhas boas (essa aí considera "pegue duas fatias de peito de peru e dois pães, inclua um tomate e alface americana picados" receita de sanduíche natural). Então estou seguindo o cardápio dessa, mas incluindo toques (ui) da anterior. Deixa uma saber da outra. Vai ser uma briga de doutoras, hahahaha. Porque nutricionista gosta de ser chamada de doutora, né?

Agora que já 1) doei sangue 2) comecei a emagrecer 3) vou retomar a academia, falta começar uma RPG pra consertar a postura e entrar num curso de corte-e-costura. Que vida mole.

De herança

Outro dia no formspring.me (tirei o link porque vocês não me perguntaram nada e tava me incomodando o espação ocupado aí do lado – estava assimétrico, me dá TOC) a @camseslaf, pessoa de responsa na blogotuitosfera, me perguntou o que eu gostaria que a Nina herdasse de mim e do marido.

Respondi o seguinte:

“Pergunta mais difícil ever. É tão mais fácil ver os defeitos que eu gostaria de não transmitir. Quanto às qualidades que eu gostaria de ver nela futuramente, creio que não dependem de qualquer herança genética: inteligência, honestidade, tranquilidade. Se ela fosse adotada, esperaria o mesmo.”

Inteligência: se estimula desde bebê e com boas escolas/exemplos (leitura, conversas).

Honestidade: exemplo, exemplo, exemplo.

Tranquilidade: não sei bem como.

E eu acho isso mesmo. Não creio na genética quando se trata de personalidade. O E. (marido) até tem uma resposta pronta pra quem não gosta da ideia de adoção porque a criança poderia vir com “mau caráter de herança”: “Na tua família não tem vagabundo? Mau caráter? Babaca? Na minha tem. Todas têm”. Acho ótima.

(na família dele, e na minha, também tem gente boa, inteligente, simpática, honesta, a maioria, viu – sem ofensa!)

Mais tarde, pensando bem na pergunta, (sempre respondo no formspring de bate-pronto, fico felizinha de alguém me perguntar alguma coisa porque o formspring do vizinho sempre é mais verde; daí as respostas ficam meio incompletas), cheguei à conclusão de que gostaria muito que a Nina herdasse a minha saúde. Não que a do marido seja ruim, mas veja: ele tem colesterol e pressão altos. Já eu tenho que comer manteiga pra deixar meu colesterol em níveis normais – é tão baixo que posso ficar com testosterona baixa demais, e deusolivre (testosterona é o hormônio da libido). Ou seja, só ganhei na quina até hoje, mas com saúde, tive sorte.

Por outro lado, tenho que admitir que a Nina realmente herdou algumas características minhas, sim. O talento pra desenhar (que eu perdi, com a falta de exercício – de nada adianta a genética sem a prática) e a matraquice, principalmente. Bem, quando eu era criança, não era matraca-faladeira como ela (que fala o dia todo, leva bronca da tia na escola, continua falando enquanto vê seus desenhos, anda de bike, toma banho, o tempo todo, e ainda fala dormindo). Mas não conta porque eu tomava Gardenal, hahahahahaahah.

(é verdade, mas vale outro post)

Cineminha



O amado-odiado @cardoso passou esse link do trailer do novo Karate Kid no twitter (não entendo porque vocês não estão lá) e eu fiquei BEM DOIDA porque adorava o Ralph Macchio, apesar de sempre sentir vergonha alheia daquele golpe da cegonha louca. Mas então, agora a história se passa na China e o protagonista é uma criança: o filhote do Will Smith. Eu já bem adoro o pai dele, com toda sua canastrice e simpatia. Pra completar, tem também o porra-louca do Jackie Chan (uma vez vi um documentário sobre os primeiros - e primitivos, tecnologicamente falando - filmes dele, virei fã, apesar de ter assistido umas 3 produções americanas só). Bem, contei a história pra Nina e ela fissurou. Tive que recontar duzentas vezes - veja o que acontece quando acaba o repertório de princesas e fadas. Vamos ser as primeiras da fila quando estrear aqui. Vai ser duro aguentar o Daniel San novo bater num chinesinho em seu próprio país, mas ué. O Rocky Balboa não bateu no russo? Então.

Sonhos sonhos são

Tenho um sonho recorrente pavoroso. Estou num elevador – sozinha às vezes, com pessoas estranhas, geralmente – e ele sobe, sobe, quando vai chegar no último andar (e eu nunca quero subir, sempre estou esperando que ele comece a descer), o elevador emperra, range e cai. Daí o sonho parece demorar horas e eu estou lá, caindo, sem gravidade, grudada nas pessoas sem poder me mexer, ou no teto do elevador, e pensando em tudo que vou perder, nas pessoas que vão sentir minha falta, no que deixei de fazer, no quanto vai doer, no quanto vou me quebrar, se ainda dá tempo de fazer alguma coisa – tipo pular na hora que ele bater. E na morte, né. Porque ela tá ali. Aí acordo.

Pra piorar, o elevador não é chique, de televisãozinha igual ao do prédio do meu trampo. É velho, de madeira, xexelento; as pessoas que estão comigo são suadas, fedidas.
 
Fique à vontade pra interpretar, porque olha. Cansei de sonhar isso aí.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Minha folia será tua herança (outras fotos)


Maquiagem by mommy.


Eu já tenho uma péssima postura, dançando com criança, então. A Nina tava de cara feia no começo do baile, chorou porque achou que não saberia dançar direito. Depois relaxou e gostou. Tanto é que agora só canta  marchinha e está esperando chegar a terça, pra última matinê. Acho que essa eu consegui cooptar pra causa.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cenas constrangedoramente reais

Cena 1 - Celular
Homem manda torpedo pra mulher pouco depois de sair do trabalho:
- Se prepara que tô saindo louco pra comer tua b*cetinha.
Errou o número e enviou a mensagem pra cunhada. Que já não gostava dele.


Cena 2 - Casa dos pais
Homem vai filar almoço na casa dos pais. O pai começa a falar sobre sexo com o filho. A mãe,visivelmente irritada, só ouve.
- Tua mãe não quer mais nada comigo, filho.
- ***
- É sério. Tua mãe me rejeita na cama.
- (ai meu deus pq eu tenho que ouvir isso) ***
- Sabe o que ela diz, filho? Que tá velha pra essas coisas.
- (suspiro) Pô mãe. Eu nem gosto de falar dessas coisas com vocês. Mas vocês ainda são novos, tem 60 e poucos só.
A mãe afasta a cadeira, bate na mesa com a mão espalmada, aponta o dedo pros dois e declara, pra acabar com a conversa:
- Na minha boca só entra comida!

Cena 3
Jantar de Natal. A matriarca da família faz a oração. Todos de mãos dadas: filhos, primos, crianças.
- Senhor, agradecemos por tudo (etc) e pedimos que ajude Fulano de Tal com o escritório, que Sicrano passe no vestibular...
Todos se olhando, mas sem ousar dar uma risadinha.
- E que o casal X e Y volte a se dar bem na cama e parem de falar em separação.


PANO RÁPIDO