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Calma que os posts tão chegando. Tô com visita.
sábado, 29 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Sempre teremos Paris
Quando o E. passou no mestrado de Filosofia e fomos morar no interior de São Paulo, vislumbramos a possibilidade de, com uma bolsa-sanduíche ou coisa que o valha, um dia, morar na França. Casaríamos para garantir o meu direito de ir junto e seríamos jovens e felizes cidadãos do mundo. Seria só o começo de uma longa vida de privações, álcool, cigarro, papo cabeça e glamour típico de filme... francês. Mas não foi o que aconteceu. A vida real nos atropelou e contingências, desde a redução das bolsas sob FHC a tragédias familiares, nos prenderam e finalmente, depois de muitas mudanças internas (quero dizer, no mapa e dentro de nós mesmos,) conseguimos chegar a uma rotina pacata, trabalhosa e enraizada de classe média-média brasileira. Casamos depois de 9 ou 10 anos juntos (há controvérsia) para garantir os direitos a plano de saúde etc. e preparar a chegada Ninotchka, a Absoluta.
E Paris ficou lá, longe.
Só de birra, passei a desdenhar França e o resto do mundo. Se não era pra morar, então eu simplesmente não queria ser turista em lugar nenhum. Não estudei francês. Me desinteressei.
Todos os nossos esforços se voltaram para aquilo que, se não desprezávamos, tampouco era nosso objetivo 15, 20 anos antes: casa própria, conforto, segurança. Nossas férias sempre foram em direção ao sol, até que um belo dia (agorinha), às vésperas dos 40 anos, E. decide se autopresentear com uma viagem rápida, que em princípio seria para o Rio de Janeiro, mudou para um paraíso no Caribe e finalmente foi acertada como um giro pelos destinos mais importantes da França e Itália.
E hoje estou aqui, a poucos dias de desembarcar no Charles De Gaulle, pleno inverno, com o coração apertado e já ansioso pra voltar pra minha gatinha, que fica com a vó por duas semanas inteiras. Mas não só pra ela - meus projetos para 2011, para uma vida que, se tudo der certo, pode ser um pouco diferente a partir de fevereiro.
Admito que em algum momento - no aeroporto, na subida clichê da torre Eiffel, no café de Simone e Sartre, quem sabe - eu vou chorar, sim, mas não se engane: não será por mim.
E hoje estou aqui, a poucos dias de desembarcar no Charles De Gaulle, pleno inverno, com o coração apertado e já ansioso pra voltar pra minha gatinha, que fica com a vó por duas semanas inteiras. Mas não só pra ela - meus projetos para 2011, para uma vida que, se tudo der certo, pode ser um pouco diferente a partir de fevereiro.
Admito que em algum momento - no aeroporto, na subida clichê da torre Eiffel, no café de Simone e Sartre, quem sabe - eu vou chorar, sim, mas não se engane: não será por mim.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
No creo, pero que hay
Aquele post anterior contando sobre aquelas mazelas com o serviço público foi retirado do ar por alguns dias, enquanto eu não tiver aquele documento em mãos.
#medo #coincidência #sabotagem
*pisc
#medo #coincidência #sabotagem
*pisc
Duas historinhas e um desejo pra 2011
Outro dia eu estava no carro de uma amiga, estacionando, com nossos dois filhos atrás, e a avisei muito em cima da hora sobre um buraco perto do meio-fio onde ela ia parar – sei dele porque já caí e quase me custou a roda do Ka. Ao dar uma guinada para o lado da rua, abruptamente, ela quase bateu no carro de um cidadão que estava estacionando na garagem da casa ao lado (estávamos indo para o prédio da minha mãe). Ele desviou mas ficou parado na calçada, sem abrir o portão automático, baixou o vidro de seu carro e começou a xingar-nos, histericamente. De putas, vagabundas, essas coisas que mulher ouve quando comete qualquer erro. Bem, o erro foi meu, que avisei do buraco assustando minha amiga, mas fiquei puta mesmo, como ele previa, com a gritaria. Desci e logo me dirigi ao homem, que ainda estava lá, nos xingando: - olha, me desculpe, a culpa foi minha, mas minha amiga não sabia desse buraco aqui na frente, eu que a assustei e... Não adiantou, ele mal me ouviu e me mandou, solenemente, tomar no cu. Aí não havia mais motivos pra argumentos, respondi com um “me poupe”, dei as costas e voltei pro carro. Nem dois segundos depois o homem, enorme, forte, e totalmente descontrolado, já tinha encostado seu nariz no meu, informando que eu devia agradecer por não me encher de porrada. Fiquei com as pernas bambas, me vi estendida no asfalto quente, deformada por um soco daquele orc, e implorei por favor não assuste as crianças e me desculpe por ter te ofendido. Ele saiu com aquela superioridade de força bruta.
Corta pra hoje.
Não contei ainda, mas eu e Mr. Lopes vamos viajar para a Europa, por 12 dias, numa iniciativa de última hora, daquelas “loucurinhas” divertidas – a ideia era viajar rapidinho pra comemorar os 40 anos dele - que acabam virando verdade. Temos um amigo operador de turismo que fez as reservas de hotel, que resolveu as pendências todas, e ficou tudo acertado. Só faltava o passaporte. Fizemos o cadastro e agendamos a data para fotos e assinatura do passaporte na internet: hoje, poucos dias antes da viagem – mas ainda a tempo de recebê-lo. Portanto, contando com a sorte de não termos uma greve da categoria, estava tudo certo. Chegamos lá com hora marcada, mas tivemos de ficar esperando, na frente de uma TV em que passava Os Incríveis Espiões e Bakugan no volume máximo. Os funcionários, já estressados na primeira segunda-feira da década, chamavam os cidadãos um por um, em tom baixo de voz, sem repeti-los, causando uma sensação geral de insegurança e desconforto. Levamos a Nina, que ficou desenhando e fazendo jogo da velha com o pai. Quando me chamaram, ela teve que ir junto, porque ele ainda não tinha voltado da baia onde o atendiam. A funcionária olhou feio pra Nina e não deixou que sentasse na cadeira onde se tiram fotos, pra não deslocar do ângulo correto. Ok. Nina sentou no canto e ficou quietinha, mas o humor da mulher já não estava grande coisa. Apesar de agendada para as 11h15, já era quase meio-dia; o celular da atendente tocou e ela só olhou, visivelmente contrariada. Ficou emburrada também quando entreguei a certidão de casamento à toa, porque afinal não mudei meu sobrenome. Bem, eu não tinha me tocado disso. Então ela aparentemente conferiu os documentos. Banquei a simpática e perguntei se era sempre muito movimentado, ela respondeu com um “rá, claro”. Perguntei se o prazo de entrega do passaporte ainda estava em cinco dias úteis, ela respondeu “seis” – portanto fica pronto dia 11. Eu falei ai que alívio, porque minha viagem é no dia 12. Ela me olhou feio. “Seu endereço é Rua blablabla número XXX CEP tal?” Sim. “Olhe aqui e confira os dados”. Olhei, tava meu nome, Curitiba, Paraná, data de nascimento e tal – tá tudo ok. “Tá ok então foi”. EI PERA AÍ ali é local de nascimento? Não é Curitiba, é Fim do Mundo, PR!
Entende? Tava errado meu local de nascimento e a funcionária deu enter - eu confundi com local de residência. Um desastre, e ela deixou isso bem claro. “Agora acabou, não vai mais ter passaporte”. Como assim não vai ter? “Você não leu? Não estava tudo certo? A culpa é sua, você que errou”, praticamente gritou na minha cara. Resumindo. Fiquei desesperada. Pedi que me ajudasse. “Como vou te ajudar, minha filha, você errou. SACO, EU QUERO IR PRO MEU ALMOÇO”. Daí eu implorei. Deixei claro que estava implorando. Ela foi falar com a chefe e me deu uma “chance”: pagar novamente o processo (R$ 156) e voltar à fila ainda hoje, que me encaixaria. Fui pra casa, comecei tudo do zero e pelo menos a internet não falhou, paguei novo boleto, voltei ao local e chamaram a funcionária, que desta vez, depois do almejado almoço, me atendeu mais civilizadamente e sem zombaria ou desprezo. A coisa toda foi resolvida, com prejuízo pro meu orgulho e pra minha auto-estima, além da grana.
Duas historinhas chatas pra explicar o que desejo para 2011 e para o mundo: respeito ao próximo. Na rua, em casa, na presidência, no órgão público, no trabalho. Porque tá faltando. E tá puxado.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Susto de Natal
A cada ano o Papai Noel, esse velhinho instável, distribui os presentes de um jeito. Numa noite os primos todos vêm e encontram os presentes sob a árvore de Natal, noutra vez ele só chegou de madrugada... depende muito da disponibilidade dos primos pra festa e outros detalhes. Anyway, neste ano Pops Noel decidiu vir à tarde, antes do início da ceia do dia 24, tocou a campainha enquanto Nina estava tomando banho e deixou os presentes sob a árvore logo depois que eu limpei a sala, imagina só. Enfim. Nina ficou boas horas rondando os presentes, lendo nas etiquetas pra quem eram destinados, impaciente porque a festa só começaria à noite. Trancou-se no quarto e saiu de lá correndo pra sala, com uma nova carta para o Papai Noel.
Arrepiei. Falei pra ela que àquela altura do campeonato não se fazia errata de carta com pedidos - coisa que já tinha dito na semana passada, quando se arrependeu de não pedir o mesmo posto de gasolina que o primo Ricardinho também queria.
Ela disse que não era nada disso e que a carta era um segredo importante só entre ela e Noel.Arrepiei de novo. Obviamente, logo que ela se distraiu, fui correndo ver o que ela pedia na nova cartinha.
Fui desdobrando devagar .
"Querido Papai Noel. Já que você tem mágica, faça que a minha mãe e o meu pai ....
QUASE INFARTEI!
que minha mãe e meu pai não briguem?
que não viajem?
que comprem outra coisa?
que tenham outro filho?
que sejam mais legais?
Oh. My. God.
... ME DEIXEM ABRIR OS PRESENTES.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Post livremente inspirado por mestre Woody
Com Ceia ou dormindo cedo,
Papai Noel ou cartãozinho assinado
Peru ou porco ou salada
Cantando parabéns pra Jesus ou batendo palma pra maluco dançar
Vinho ou cachaça
Acredite ou não,
Seja feliz hoje do seu jeito,
whatever works.
Desde que você não faça mal pra ninguém e também não me incomode ao telefone.
Vamos relaxar.
Feliz Natal
Happy Festivus
Feliz Dia do Pijama
Papai Noel ou cartãozinho assinado
Peru ou porco ou salada
Cantando parabéns pra Jesus ou batendo palma pra maluco dançar
Vinho ou cachaça
Acredite ou não,
Seja feliz hoje do seu jeito,
whatever works.
Desde que você não faça mal pra ninguém e também não me incomode ao telefone.
Vamos relaxar.
Feliz Natal
Happy Festivus
Feliz Dia do Pijama
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Gente que me faz chorar já de manhã antes de terminar o café
Clica ali no blogroll, Lágrimas de Crocodilo, o post pra Lilah.
De nada.
De nada.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Momento Silvia Poppovic
Depois de extensa pesquisa interna (aka tuitando com as amigas) descobri que boa parte das pessoas sente ciúme, quando numa relação. Ao mesmo tempo, e em se tratando de mulheres - nenhum homem respondeu às minhas enquetes - o padrão é não deixar o tal sentimento transparecer. São ciumentas não-assumidas. Incrível que nem on-line eu arranjo amiga barraqueira. Estava me sentindo uma ET, até que duas admitiram nunca ter ciúmes de seus maridos. Foi este o assunto da tarde, caros leitores. O ciúme e suas implicações.
Daí que todos aqui sabem que Mr. Lopes é professor. Desde que ele começou na função, 15 anos atrás, eu ouço - "olha as alunas! Cuidado com as alunas! Essas meninas são terríveis!" e minha reação é de espanto. O mesmo com relação a idas a congressos ou até a extensa grade de reuniões com professoras de outros cursos. Se há - e há mesmo - alunas lindas, inteligentes, sensíveis, ou ainda piranhas devoradoras de homens, o que eu poderia fazer? Dar batida de rádio-patroa? Aparecer e fazer cara ameaçadora, grudando no braço dele, demonstrando posse?
E por que seriam "elas" as terríveis? Por existirem e serem lindas, frescas, sedutoras, não terem respeito pelas convenções? Espero eu mesma já ter sido assim.
Há ciumentas usando estratégias pesadas de intimidação, garanto, sou testemunha. Acho tão triste. Porque eu tento viver sem convicções, mas sobre ciúme, tenho uma certeza: é falta de confiança. Ponto. E se não existe mais confiança, vai existir o quê? Ok, um belo dia ele pode realmente tomar café, num intervalo, com uma mulher inteligente e interessante, aluna ou professora ou nada disso, que saiba Filosofia ou a classificação do Coringão no campeonato, dois assuntos dos quais desisti há alguns anos, e que o conquiste. Fazer o quê? Sinal de que a coisa toda do casamento já terá acabado. Se houver um interesse ou tesão tão grande a ponto de tomar o meu lugar, é porque não era mais meu, mesmo.
Obviamente não seria fácil, sem drama ou ranger de dentes. Mas jamais voltaria minha raiva pra causadora da separação - nada é tão simples, tão preto no branco, x causou y, nem que a x neste caso fosse a Geyse (pessoa que já tive de defender veementemente em rodinha de mulheres).
Daí veio a possibilidade de que eu simplesmente não me importo. Outro erro. Então para haver amor é preciso haver sentimento de posse? É preciso haver controle sobre os atos e os pensamentos do ser amado? Ou pior, eu tenho que provar meu amor, demonstrando desconfiança. Nonsense.
Ano que vem fazemos 20 anos juntos. Minha última crise de ciúmes ocorreu há uns 18 anos, à beira da escada da cantina da Reitoria, por causa de um disse-me-disse de que uma certa menina teria interesse no Mr. Lopes, então ainda praticamente solto na vida. Desde então posso dizer que não tenho ciúmes. E mais: considero um sentimento ofensivo. Ciúme quer dizer: não confio tanto em você. Ou ainda: não confio no meu taco, muito menos você.
Aí vão dizer, ê besta, mas você deixa o marido dando mole por aí, não cuida, e se ele te trair? Aí é outra coisa. Há casais que têm casos, são liberais, abertos e bem resolvidos com relação a isso - é outro nível de confiança. Não é o meu modelo mas nem por isso, condeno. No meu, traição é mentira, coisa que nenhum dos dois admitimos.
PS - Eu deletei 3 comentários repetidos que davam o nome (grafado errado) do Mr. Lopes - informando anonimamente que eu teria mudado porque antes não deixava ele nem olhar pro lado ou sair com os amigos. Eu nunca cito o nome dele aqui, ok?
PS - Eu deletei 3 comentários repetidos que davam o nome (grafado errado) do Mr. Lopes - informando anonimamente que eu teria mudado porque antes não deixava ele nem olhar pro lado ou sair com os amigos. Eu nunca cito o nome dele aqui, ok?
sábado, 11 de dezembro de 2010
I don't weep, do you?
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see you.
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pur whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's in there.
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay down,
do you want to mess me up?
you want to screw up the works?
you want to blow my book sales in Europe?
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't be sad.
then I put him back,
but he's singing a little
in there, I haven't quite let him die
and we sleep together like
that with our
secret pact
and it's nice enough to
make a man
weep, but I don't
weep, do you?
(valeu, @renatab)
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