segunda-feira, 2 de maio de 2011

Frila

Prazo curtíssimo pra fazer matéria de 4 páginas com pelo menos 8 fontes de setor que desconheço - e mais uma de brinde, 1 página, 3 fontes no mínimo, complementar. Os sites têm tabelas demais, informação demais, alguns só aceitam falar por e-mail com duas vias e certificação no cartório, outros falam demais e quando você transcreve o discurso, tem dificuldades em decifrar sua própria letra. O coração bate uma, a outra falha, de medo de fazer mal feito, de não ser atendida, de ficar raso; as mãos suam com o reaprendizado forçado.


Era disso que eu estava falando. E precisando. =)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Agora é oficial

Estou solta no mercado - de trabalho!
Mas só vou pensar nisso depois da Páscoa. Ou melhor, depois do Dia do Trabalhador. Faz mais sentido.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Da série Fotos Espertinhas...


(...porque não se pode fotografar dentro do Museu da Academia, mas eu só fiquei sabendo bem lá dentrão)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um dia pra se lamentar

Dia em que um louco assassina crianças - e (update) especialmente, meninas?
Dia em que vi uma mãe receber a notícia de que seu filho é um dos mortos. Na tv. Em close.
Dia em que se tentou traçar o perfil do assassino com destaque para informações como "ele é adotado". Em que se espalhou que ele deixou carta com "alusões ao islamismo" e confessando que seria um portador de HIV. Mas a carta não diz nada disso. É a carta de um louco.


Tenho bancado a chatinha-com-causa. A Pernambucanas vende sutiã com enchimento pra crianças de 6 anos, eu deixo mensagens no twitter, espalho links de protesto. Hoje foi a vez da Globo News, mas poderia valer pra maioria dos veículos da grande imprensa. Aliás, para a lambança que foi feita - que noutro país poderia resultar em revolta popular, ataque a minorias como são os muçulmanos - não é preciso diploma mesmo. Mas sou tola.

Hoje a letra daquela música é obsoleta. A dor da gente sai no jornal.

Feliz dia dos Jornalistas?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Só mais uma...

... pro currículo sincero:
- Visto a camisa da empresa. Pra dormir.


=P

terça-feira, 29 de março de 2011

Currículo sincero

Como todo mundo sabe, estou às voltas da elaboração do meu currículo, coisa que não faço, digamos, há uns 10 anos. Seria fácil se eu tivesse sido sempre registrada conforme a legislação vigente HAHAHAHAHAAHAHAHAH mas como não aconteceu sempre, tenho que lembrar com muito custo as datas de determinados empregos e frilas. Eu, que não sei bem que dia é hoje. Aí está ficando assim: "período 1997 - tais trabalhos em tais lugares". Tá desorganizado ainda, claro, preciso ver um modelo bacaninha pra arrumar as ideias e as informações. Aí pensei no quanto seria interessante um currículo sincero. - sem disfarces, lacunas, clichês administrativos, mas com as verdadeiras informações sobre cada item. Vamos a ele.

CURRÍCULO (não falo latim, é currículo mesmo) SINCERO

Idade: o suficiente pra ter a experiência que você precisa, mas longe do entusiasmo que você gostaria.

Objetivos: o máximo de salário pelo mínimo de esforço

Disponibilidade para o trabalho: só depois de um baldinho de café, circa 10h

Diferenciais: know how regular, excelente savoir faire

Atuação: jornalista, assessora de imprensa e redatora publicitária - mas não me peça pra escrever "o aniversário é da loja X mas quem ganha o presente é você".

Experiências anteriores: (...)
"Período - 1996 a 1998: estágios em empresas públicas, no setor de comunicação, onde era a única que trabalhava enquanto a maioria engazopava; responsável por bater o cartão das chefias, entre outras atribuições, por ex. tudo".
"Período - 1997/ Ocupação: couro arrancado por meia dúzia de agências de propaganda em SP".
"Período -  seis meses em 2001: pau pra toda obra em redação correspondente de grande jornal de SP, aguentando piadas machistas e homofóbicas de chefe cachaceiro que só pautava release".

Línguas estrangeiras: inglês nível Seinfeld, portunhol

Conhecimentos em editoração: parei no Pagemaker 7 e no Corel 8.

Capacidade de liderança: meu mau humor faz com que os office-boys tenham medo de mim.

Pós-graduação ou cursos complementares: tá doido, já demorei pra me formar.

domingo, 27 de março de 2011

Mire-se no exemplo da Marieta

Daí depois de duas décadas de casamento, marido da amiga decide mudar o formato pra "casamento aberto". Mas esquece de avisá-la. Flagrado exercitando o novo padrão de relacionamento, com uma jovem da metade da idade de ambos, o marido acusa a mulher de sufocante, reacionária, so last century.

Ela é do tipo apaixonada, apesar de todo o tempo juntos. Mesmo com a atitude francamente agressiva do - ? - companheiro, está indecisa entre separar ou aceitar o novo formato que ele oferece: casamento aberto, dos dois lados, mantendo a convivência familiar rotineira.

Eu não sou íntima e nem me foi pedido conselho, mas quando a gente ouve esse tipo de coisa é impossível não meter o bedelho. Fui um pouquinho além dos "oh", "ah" e "pqp" e ponderei que "aceitar" uma situação é, antes de tudo, tê-la imposta.

Não me venham dizer que a fidelidade do casamento também é uma coisa imposta. Claro que é. Mas o contrato foi aceito, não foi? Se tem uma coisa que aprendi no meu recente e já quase falecido trabalho é que contratos podem ser alterados com aditivos. Mas tem de haver negociação e ser de comum acordo. As partes têm de ceder e investir nos novos termos.

Minha amiga é uma mulher bonita, chegando aos 50, que aparenta pelo menos 10 anos a menos e se esforça pra isso: sofre mais que algumas outras com o avanço da idade, tem uma perspectiva negativa da velhice. Esse é um fator que pode levá-la a aceitar a proposta, pois nunca enfrentou a vida sozinha e nunca pensou em se deparar, a essa altura do campeonato, com a solidão. O marido é mirrado mas tem bom papo e uma caixinha de Viagra no bolso.

Tentei animá-la. Lembrei da Marieta Severo: quando separou do Chico, pensei, pô, coitada, tava no topo da cadeia alimentar e agora ficou sozinha. E taí, linda, absoluta, com namorado (ou marido) gato, nada de gurizinho pra aparecer na Caras, não.

É, eu sei, sou boa de ouvido mas ruim de comentário. Foi o que me ocorreu.



PS - Não sou uma pessoa ciumenta, como já discorri aqui, mas não acredito absolutamente em casamento aberto. Sei que há uma ou duas exceções e não me venham com Simone e Sartre, que esse argumento é batido demais.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A última Diva



Juntos, para sempre, no Olimpo dos deuses da sala escura.

Não acabou não

Ainda vou continuar a série Europa, passando por Florença e Veneza. Mas antes tenho que ir ali puxar pela memória pra fazer meu currículo.