Prós
- Dá pra trabalhar de robe e pijama o dia todo.
- Mais tempo com a família.
- Obriga o profissional a ter disciplina e organizar seus próprios horários
- Você vê o dia passar - sol, chuva, passarinhos pousam na roseira ao lado da janela etc. Vai lá fora espreguiçar, come uma mexerica no banco do jardim etc.
- Cuida dos bichos de estimação enquanto trabalha
- Economiza em estacionamento, almoço, lanche, café, gasolina etc.
Contras
- De pijama e robe, o vizinho ou o motoboy da empresa ou alguém aparece às 15 h e você morre de vergonha.
- Mais tempo com a família: você está no meio da entrevista importante com executivo e a filha irrompe pela sala transformada em escritório pra mostrar que a gata a arranhou. Ou marido e filha estão jogando bola nos fundos e os gritos tiram todo o ar profissional que você tenta impor à secretária do entrevistado.
- Disciplina e organizar os próprios horários é a parte mais difícil do trabalho se você não é um virginiano ortodoxo.
- Bichos de estimação pulam no colo e miam em horas impróprias (o tal executivo da alta ao telefone). Ou então você leva a filha na escola (item 2) e quando volta, vê que a gata mais tonta ficou com o pescoço preso no portão eletrônico, quase morrendo enforcada, você demora 10 segundos para achar o controle remoto, de nervosismo, a gata parecendo uma nuvem de pêlo preto desesperada, ganindo como cachorro velho, daí você abre o portão e ela foge pelo bairro, você anda feito louca pelo bairro chamando a gata enquanto deveria estar a postos para receber o retorno telefônico daquele executivo que vai abrir uma brecha na agenda durante uma feira internacional, mas você está lá atrás da gata, não acha, pensa que ela deve ter morrido, volta pra casa, arrasada, e uma hora depois a gata aparece, você corre pra veterinária e no fim acaba tudo bem. E o executivo nem ligou.
- Lá se vai, na conta da veterinária, a economia da semana em estacionamento.
True stories.
sábado, 7 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
---> Pergunta: estará a Sociedade preparada para a União Homoafetiva?
Ontem à noite, na cama. Nina insone. Em vez de contar histórias entediantes inventei de dizer que somos uma família de super-heróis.
O Papai é o Super Roncador, ele derrota seus inimigos com um barulho ensurdecedor.
A Mamãe é a Super Castigadora, ela dá chineladas no bumbum dos inimigos e os coloca de castigo até que mudem de comportamento!
E a Nina?
A Nina é a Super Desenhista: quando é atacada ela faz desenhos mágicos no ar. E além disso a Nina tem o poder da Super Lindeza, ela nem tem inimigos porque todos ficam apaixonadinhos por ela.
- Isso mãe, eu faço até as menininhas ficarem apaixonadinhas por mim e quererem ter um casamento gay comigo!
---> Resposta: Acho que sim.
O Papai é o Super Roncador, ele derrota seus inimigos com um barulho ensurdecedor.
A Mamãe é a Super Castigadora, ela dá chineladas no bumbum dos inimigos e os coloca de castigo até que mudem de comportamento!
E a Nina?
A Nina é a Super Desenhista: quando é atacada ela faz desenhos mágicos no ar. E além disso a Nina tem o poder da Super Lindeza, ela nem tem inimigos porque todos ficam apaixonadinhos por ela.
- Isso mãe, eu faço até as menininhas ficarem apaixonadinhas por mim e quererem ter um casamento gay comigo!
---> Resposta: Acho que sim.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Frila
Prazo curtíssimo pra fazer matéria de 4 páginas com pelo menos 8 fontes de setor que desconheço - e mais uma de brinde, 1 página, 3 fontes no mínimo, complementar. Os sites têm tabelas demais, informação demais, alguns só aceitam falar por e-mail com duas vias e certificação no cartório, outros falam demais e quando você transcreve o discurso, tem dificuldades em decifrar sua própria letra. O coração bate uma, a outra falha, de medo de fazer mal feito, de não ser atendida, de ficar raso; as mãos suam com o reaprendizado forçado.
Era disso que eu estava falando. E precisando. =)
Era disso que eu estava falando. E precisando. =)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Agora é oficial
Estou solta no mercado - de trabalho!
Mas só vou pensar nisso depois da Páscoa. Ou melhor, depois do Dia do Trabalhador. Faz mais sentido.
Mas só vou pensar nisso depois da Páscoa. Ou melhor, depois do Dia do Trabalhador. Faz mais sentido.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Da série Fotos Espertinhas...
(...porque não se pode fotografar dentro do Museu da Academia, mas eu só fiquei sabendo bem lá dentrão)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Um dia pra se lamentar
Dia em que um louco assassina crianças - e (update) especialmente, meninas?
Dia em que vi uma mãe receber a notícia de que seu filho é um dos mortos. Na tv. Em close.
Dia em que se tentou traçar o perfil do assassino com destaque para informações como "ele é adotado". Em que se espalhou que ele deixou carta com "alusões ao islamismo" e confessando que seria um portador de HIV. Mas a carta não diz nada disso. É a carta de um louco.
Tenho bancado a chatinha-com-causa. A Pernambucanas vende sutiã com enchimento pra crianças de 6 anos, eu deixo mensagens no twitter, espalho links de protesto. Hoje foi a vez da Globo News, mas poderia valer pra maioria dos veículos da grande imprensa. Aliás, para a lambança que foi feita - que noutro país poderia resultar em revolta popular, ataque a minorias como são os muçulmanos - não é preciso diploma mesmo. Mas sou tola.
Hoje a letra daquela música é obsoleta. A dor da gente sai no jornal.
Feliz dia dos Jornalistas?
Dia em que vi uma mãe receber a notícia de que seu filho é um dos mortos. Na tv. Em close.
Dia em que se tentou traçar o perfil do assassino com destaque para informações como "ele é adotado". Em que se espalhou que ele deixou carta com "alusões ao islamismo" e confessando que seria um portador de HIV. Mas a carta não diz nada disso. É a carta de um louco.
Tenho bancado a chatinha-com-causa. A Pernambucanas vende sutiã com enchimento pra crianças de 6 anos, eu deixo mensagens no twitter, espalho links de protesto. Hoje foi a vez da Globo News, mas poderia valer pra maioria dos veículos da grande imprensa. Aliás, para a lambança que foi feita - que noutro país poderia resultar em revolta popular, ataque a minorias como são os muçulmanos - não é preciso diploma mesmo. Mas sou tola.
Hoje a letra daquela música é obsoleta. A dor da gente sai no jornal.
Feliz dia dos Jornalistas?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Currículo sincero
Como todo mundo sabe, estou às voltas da elaboração do meu currículo, coisa que não faço, digamos, há uns 10 anos. Seria fácil se eu tivesse sido sempre registrada conforme a legislação vigente HAHAHAHAHAAHAHAHAH mas como não aconteceu sempre, tenho que lembrar com muito custo as datas de determinados empregos e frilas. Eu, que não sei bem que dia é hoje. Aí está ficando assim: "período 1997 - tais trabalhos em tais lugares". Tá desorganizado ainda, claro, preciso ver um modelo bacaninha pra arrumar as ideias e as informações. Aí pensei no quanto seria interessante um currículo sincero. - sem disfarces, lacunas, clichês administrativos, mas com as verdadeiras informações sobre cada item. Vamos a ele.
CURRÍCULO (não falo latim, é currículo mesmo) SINCERO
Idade: o suficiente pra ter a experiência que você precisa, mas longe do entusiasmo que você gostaria.
Objetivos: o máximo de salário pelo mínimo de esforço
Disponibilidade para o trabalho: só depois de um baldinho de café, circa 10h
Diferenciais: know how regular, excelente savoir faire
Atuação: jornalista, assessora de imprensa e redatora publicitária - mas não me peça pra escrever "o aniversário é da loja X mas quem ganha o presente é você".
Experiências anteriores: (...)
"Período - 1996 a 1998: estágios em empresas públicas, no setor de comunicação, onde era a única que trabalhava enquanto a maioria engazopava; responsável por bater o cartão das chefias, entre outras atribuições, por ex. tudo".
"Período - 1997/ Ocupação: couro arrancado por meia dúzia de agências de propaganda em SP".
"Período - seis meses em 2001: pau pra toda obra em redação correspondente de grande jornal de SP, aguentando piadas machistas e homofóbicas de chefe cachaceiro que só pautava release".
Línguas estrangeiras: inglês nível Seinfeld, portunhol
Conhecimentos em editoração: parei no Pagemaker 7 e no Corel 8.
Capacidade de liderança: meu mau humor faz com que os office-boys tenham medo de mim.
Pós-graduação ou cursos complementares: tá doido, já demorei pra me formar.
domingo, 27 de março de 2011
Mire-se no exemplo da Marieta
Daí depois de duas décadas de casamento, marido da amiga decide mudar o formato pra "casamento aberto". Mas esquece de avisá-la. Flagrado exercitando o novo padrão de relacionamento, com uma jovem da metade da idade de ambos, o marido acusa a mulher de sufocante, reacionária, so last century.
Ela é do tipo apaixonada, apesar de todo o tempo juntos. Mesmo com a atitude francamente agressiva do - ? - companheiro, está indecisa entre separar ou aceitar o novo formato que ele oferece: casamento aberto, dos dois lados, mantendo a convivência familiar rotineira.
Eu não sou íntima e nem me foi pedido conselho, mas quando a gente ouve esse tipo de coisa é impossível não meter o bedelho. Fui um pouquinho além dos "oh", "ah" e "pqp" e ponderei que "aceitar" uma situação é, antes de tudo, tê-la imposta.
Não me venham dizer que a fidelidade do casamento também é uma coisa imposta. Claro que é. Mas o contrato foi aceito, não foi? Se tem uma coisa que aprendi no meu recente e já quase falecido trabalho é que contratos podem ser alterados com aditivos. Mas tem de haver negociação e ser de comum acordo. As partes têm de ceder e investir nos novos termos.
Minha amiga é uma mulher bonita, chegando aos 50, que aparenta pelo menos 10 anos a menos e se esforça pra isso: sofre mais que algumas outras com o avanço da idade, tem uma perspectiva negativa da velhice. Esse é um fator que pode levá-la a aceitar a proposta, pois nunca enfrentou a vida sozinha e nunca pensou em se deparar, a essa altura do campeonato, com a solidão. O marido é mirrado mas tem bom papo e uma caixinha de Viagra no bolso.
Tentei animá-la. Lembrei da Marieta Severo: quando separou do Chico, pensei, pô, coitada, tava no topo da cadeia alimentar e agora ficou sozinha. E taí, linda, absoluta, com namorado (ou marido) gato, nada de gurizinho pra aparecer na Caras, não.
É, eu sei, sou boa de ouvido mas ruim de comentário. Foi o que me ocorreu.
PS - Não sou uma pessoa ciumenta, como já discorri aqui, mas não acredito absolutamente em casamento aberto. Sei que há uma ou duas exceções e não me venham com Simone e Sartre, que esse argumento é batido demais.
Ela é do tipo apaixonada, apesar de todo o tempo juntos. Mesmo com a atitude francamente agressiva do - ? - companheiro, está indecisa entre separar ou aceitar o novo formato que ele oferece: casamento aberto, dos dois lados, mantendo a convivência familiar rotineira.
Eu não sou íntima e nem me foi pedido conselho, mas quando a gente ouve esse tipo de coisa é impossível não meter o bedelho. Fui um pouquinho além dos "oh", "ah" e "pqp" e ponderei que "aceitar" uma situação é, antes de tudo, tê-la imposta.
Não me venham dizer que a fidelidade do casamento também é uma coisa imposta. Claro que é. Mas o contrato foi aceito, não foi? Se tem uma coisa que aprendi no meu recente e já quase falecido trabalho é que contratos podem ser alterados com aditivos. Mas tem de haver negociação e ser de comum acordo. As partes têm de ceder e investir nos novos termos.
Minha amiga é uma mulher bonita, chegando aos 50, que aparenta pelo menos 10 anos a menos e se esforça pra isso: sofre mais que algumas outras com o avanço da idade, tem uma perspectiva negativa da velhice. Esse é um fator que pode levá-la a aceitar a proposta, pois nunca enfrentou a vida sozinha e nunca pensou em se deparar, a essa altura do campeonato, com a solidão. O marido é mirrado mas tem bom papo e uma caixinha de Viagra no bolso.
Tentei animá-la. Lembrei da Marieta Severo: quando separou do Chico, pensei, pô, coitada, tava no topo da cadeia alimentar e agora ficou sozinha. E taí, linda, absoluta, com namorado (ou marido) gato, nada de gurizinho pra aparecer na Caras, não.
É, eu sei, sou boa de ouvido mas ruim de comentário. Foi o que me ocorreu.
PS - Não sou uma pessoa ciumenta, como já discorri aqui, mas não acredito absolutamente em casamento aberto. Sei que há uma ou duas exceções e não me venham com Simone e Sartre, que esse argumento é batido demais.
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