terça-feira, 7 de junho de 2011
Mais da bota
Ângulos e visões diferentes ou parecidas com as minhas impressões sobre a Itália: recomendo a leitura dos blogs da Meg e do Rubão, o casal mais bacana do meu blogroll e quiçá, de toda a internet brazuca (ui) - eles voltaram agorinha de um passeio maravilhoso. Engraçado vê-los de camisetinha em lugares onde quase congelei. fikdik
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Firenze
Imagina o frio pra me fazer usar esse gorro.
Como se já não fosse maravilhosa o suficiente por dentro, a Galeria Uffizi também tem uma vista dessas.
E um pátio com vento gelaaaado.
Lá dentro, evidentemente, não se pode fazer fotos. Mas tá tudo no Google Project.
E umas igrejas lindas com uns túmulos bem creepy. Tipo esse chão cheio de nobres. Vou fazer um post só de túmulos, fique ligadinha (o).
Como se já não fosse maravilhosa o suficiente por dentro, a Galeria Uffizi também tem uma vista dessas.
E um pátio com vento gelaaaado.
Lá dentro, evidentemente, não se pode fazer fotos. Mas tá tudo no Google Project.
E umas igrejas lindas com uns túmulos bem creepy. Tipo esse chão cheio de nobres. Vou fazer um post só de túmulos, fique ligadinha (o).
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Atualizandinho (com meme e update über necessário)
Reunião trimestral na escola: fiquei com vergonha de deixar à vista o boletim da Nina. Avaliação totalmente 100%. Ufa, eu não sei que mãe seria com uma filha com dificuldades em alguma matéria. Provavelmente a traumatizaria jogando minha ansiedade sobre sua cabecinha. Sim, estou de corujice, mas também é desabafinho.
***
Um mês e meio desempregada. Saldo: um frila trabalhoso e muitas horas de louça na pia. Almoços caprichados, mãos virando lixas.
***
Ainda no quesito família: começou com nossa viagem em janeiro, de 15 dias. Quando voltamos, dona Nina estava acostumada a dormir na cama com a vó - logo ela, que nem quando era bebê gostava de ficar no nosso quarto (passei longas noites de insônia infantil na sala gelada). Assim que chegamos, dormiu junto conosco algumas noites - todos os três tronchos de saudades. Depois vieram os gibis. Sempre tinha que ler os gibis na nossa cama antes de deitar. Daí queria ficar na nossa cama "só até dormir". Até que um dia - uma noite - cansei e avisei que a festa da cama da mamãe acabou. Pronto. Choro. Ranger de dentes. "Mas eu tive pesadelo". "Vi um pedaço do jornal e fiquei com medo". "Tenho medo de ladrão". "Meu quarto tá muito frio". Toda santa noite, uma desculpa. Só depois da meia-noite eu podia levá-la de volta para seu quarto (pergunte-me sobre Mr. Lopes: esse dorme antes da Nina acabar o gibi). Ai, minhas costas. A menina tem 6 anos e 23 quilos. Aí no final de semana passado compramos cortinas novas (ela enjoou - uhu! - do rosa predominante), brancas, mudamos a cama de lugar para acomodar uma linda prateleira com porta de correr e duas gavetas para gibis e cadernos. Pronto, o quarto perfeito. Ela até se emocionou quando viu a surpresa. Mas na hora de dormir... drama. Está diminuindo aos poucos. Eu e Mr. Lopes nos reveamos, sentados ao seu lado, até que os olhinhos comecem a fechar. Na segunda noite, chorando copiosamente por ter de ficar sozinha, argumentei o quanto estou perto e tal. "Eu sei disso, não sei por que estou chorando, mas não consigo parar". O olharzinho de quem percebe - ah, como é chato crescer.
***
Comecei um trabalho de assessoria de imprensa e não estou conseguindo executá-lo, por diversos motivos alheios mas também por minha culpa. Pela primeira vez preciso admitir um completo fracasso.
***
Respondendo à ordem da Rita: um meme difícil.
1 — Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Já fiz muito disso, hoje não o faria novamente. A gente chega aos 40 e a lista de novos livros, ou melhor, de livros a serem lidos começa a parecer grande demais. Releria assim, indo direto a algumas partes, Lolita de Nabokov; Pergunte ao Pó, de Fante; Confesso que Vivi, de Pablo Neruda. Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos. Releria o manifesto O Existencialismo é um Humanismo, de JP Sartre (sou vintage, mesmo).
2 — Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Por falta de empenho, toda a obra-prima do Proust, Em Busca do Tempo Perdido. Mas essa está lá, guardadinha, me esperando - o chato é que se trata de uma leitura que demanda engajamento: "agora vai". Fora essa, só livros ruins. Nem vale a pena citar. Os que comecei e não gostei, largo rápido. Perdi a culpa católica, tenho páginas demais a conferir.
3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
O meu próprio livro*. Sempre revisando e cortando.
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Devaneios de Um Caminhante Solitário, de Jean Jacques Rousseau. Sei que é maravilhoso mas não tenho cabeça pra Filosofia.
5 - Que livro leste cuja ‘cena final’ jamais conseguiste esquecer?
1933 foi um ano Ruim, de John Fante. Um pequeno grande livro.
6– Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Ler era minha principal ocupação. Não li O Sítio do Pica-Pau Amarelo. Mas li As Mil e Uma Noites (versão em dezenas de pequenos livros encapados de cor-de-rosa pelo meu tio). O resto, li tudo. Gibis, todos.
7. Qual o livro que achaste chato e mesmo assim leste até o fim? Por quê?
Praticamente toda a Coleção Vagalume e os clássicos obrigatórios do ginásio. Tudo chato.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Todos os citados acima, inclusive o que não li. Mais Servidão Humana, de W. Somerset Maugham, e os livros de Bukowski, principalmente Cartas na Rua. Boa parte dos livros de Simone de Beauvoir, também. Gosto muito do cubano Pedro Juan Gutierrez, vale a pena.
9. Que livro estás a ler neste momento?
A Sangue Frio, de Truman Capote, e sinto que este logo entrará no rol daqueles a serem relidos.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário.
Ah, quem quiser faz, vai.
UPDATE ÜBERNECESSÁRIO
--> Esqueci nos obrigatórios a obra toda do Camus - tudo tudinho, mas começa pelo O Estrangeiro mesmo, vai. E a trilogia Senhor dos Anéis do Tolkien. Coerência, não trabalhamos.
* non ecziste
UPDATE ÜBERNECESSÁRIO
--> Esqueci nos obrigatórios a obra toda do Camus - tudo tudinho, mas começa pelo O Estrangeiro mesmo, vai. E a trilogia Senhor dos Anéis do Tolkien. Coerência, não trabalhamos.
* non ecziste
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Soco no estômago
Acabo de ver uma reportagem do RJTV, se não me engano, em que um pai homem chuta uma criança deitada no meio de um quintal, diversas vezes, depois puxa outra criança, a qual passa a chutar também, na barriga, na cabeça, nas pernas. A cena foi gravada pelo celular de um dos filhos (abandonados pela mãe, que não agüentou a violência do marido) fez a apresentadora Mariana Godoy soltar um suspiro daqueles que saem da alma, de quem quer chorar e matar. Aliás, abri o link achando que se tratava de algum comentário engraçadinho, uma gafe, uma gag. E acabei de lavar a louça chorando.
Grande coisa. Uma legítima representante da #classemédiasofre chorando enquanto lava a louça. Como se assim lavasse a alma. Como se o fato de que não vai dormir bem à noite por causa da cena, que não lhe sai da cabeça, tenha algum efeito na vida miserável dessas pobres criaturas que foram levadas a viver num abrigo.
Fiquei matutando o que, afinal, pode ser feito? Muitos têm respostas rápidas. Seja voluntária num abrigo para crianças que sofrem violência, leve brinquedos, companhia. Adote. Outros: pare de ver TV, abrir links, viva sua vidinha esquecendo a alheia, afinal somos só a merda na pata do cachorro do xerife.
É tudo tão difícil. Em primeiro lugar, sou contra o voluntariado em geral. Não acho legal gente destreinada, despreparada, e vá lá saber com quais motivações, surgir na vida de pequenas pessoas tão sofridas. Acredito que o Estado precisa usar corretamente nossos impostos para prover abrigos decentes e funcionários treinados, técnica e psicologicamente, para conviver com essas crianças. Que as adoções devem ser desburocratizadas, mas não a ponto de serem desleixadas e resultar, por exemplo, em devoluções de crianças (acontece muito, e mais perto do que você imagina).
Adotar. Já quis adotar uma criança, duas, mas não movida pela vontade de amar – que deve ser o gatilho correto, acredito. Foi um impulso racionalizado, no sentido de “vou fazer algo de valor pelo mundo”, e uau, serei uma pessoa melhor etc. Ou seja, uma forte candidata a se desesperar com o “produto” errado. Para adotar, repito, é preciso primeiro estar a fim de amar. Pode vir a acontecer comigo, mas não é este o meu momento, nem da família.
Outro dia me sugeriram levar a Nina para conhecer e interagir com crianças de um orfanato. Ela mesma, penalizada pelas histórias de órfãs – as princesas, a menina de Bernardo e Bianca, os meninos perdidos de Peter Pan e também pelo pouco de pobreza que vê nas ruas – já sugeriu esse passeio. Sou contra. Não acho justo, mais uma vez, surgir do nada com boa intenção, sem o verdadeiro interesse e preparo para fazer parte da vida dessas crianças. Para uma catarse. Até me vejo trazendo essas amiguinhas pra um final de semana em casa, mas e depois?
Bem, fato é que hoje é Dia de Combate à Violência Sexual Infantil. Dessa, não quero nem falar/escrever. Não tenho nervos pra isso. Mas há blogs fazendo ótimos posts a respeito e há uma recomendação tão simples, que parece incrível o quanto ainda precisa ser martelada: é preciso denunciar. As crianças que apanhavam provavelmente tinham vizinhos ouvindo seus gritos.
Se eu não sei o que fazer para melhorar a vida das crianças que já estão em abrigos, pelo menos sei que geralmente nesses lugares elas têm um atendimento decente. Imagina, sair de uma situação de violência e poder dormir em paz. Então é preciso denunciar toda violência. É um começo.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Ch-ch-ch-chaaaanges
Um dos meus planos para os 40 anos era de ficar ruiva e cabeluda. Depois de um ano de franjinha lisa, graças à progressiva in loco que conseguiu amansar o meu único redemoinho bem no meio da testa, já estava na hora de botar o plano em prática. Negociei com a Nina - a parte mais difícil - e com Mr Lopes - um resignado - que voltaria a ter um cabelo joãozinho, só que agora vermelho-acobreado, isto é, ruivo mais natural. Investi fortuna em 3 x no cartão num salão muito bem recomendado (e ninguém te culpa por isso, @grazicfs) mas a cabeleireira simplesmente ignorou meus dois pedidos: 1) clarear 2) cortar curtíssimo justamente para clarear bem a juba. Por que, ó céus, cabeleireiros insistem em não apenas ter opinião do que é melhor pra você e, além disso, fazem o que lhes dá na telha - e não o que você realmente quer na própria telha?
Passei 4 dias infeliz com o corte acima registrado.
Aí fui noutro salão e finalmente uma mocinha super profissional fez exatamente o que eu pedi:
- "Sabe a Mia Farrow no Bebê de Rosemary?"
- "Sei, vai ficar ótimo".
E tchans. O que confirma: referência é tudo nesse mundo.
Oi, esta agora sou eu.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Quase um tweet
Amigo de um amigo meu explica o porquê do esforço na academia:
- Se é corpo o que eles querem, corpo terão!
Porque cérebro está em baixa.
- Se é corpo o que eles querem, corpo terão!
Porque cérebro está em baixa.
sábado, 7 de maio de 2011
Home Office, prós e contras
Prós
- Dá pra trabalhar de robe e pijama o dia todo.
- Mais tempo com a família.
- Obriga o profissional a ter disciplina e organizar seus próprios horários
- Você vê o dia passar - sol, chuva, passarinhos pousam na roseira ao lado da janela etc. Vai lá fora espreguiçar, come uma mexerica no banco do jardim etc.
- Cuida dos bichos de estimação enquanto trabalha
- Economiza em estacionamento, almoço, lanche, café, gasolina etc.
Contras
- De pijama e robe, o vizinho ou o motoboy da empresa ou alguém aparece às 15 h e você morre de vergonha.
- Mais tempo com a família: você está no meio da entrevista importante com executivo e a filha irrompe pela sala transformada em escritório pra mostrar que a gata a arranhou. Ou marido e filha estão jogando bola nos fundos e os gritos tiram todo o ar profissional que você tenta impor à secretária do entrevistado.
- Disciplina e organizar os próprios horários é a parte mais difícil do trabalho se você não é um virginiano ortodoxo.
- Bichos de estimação pulam no colo e miam em horas impróprias (o tal executivo da alta ao telefone). Ou então você leva a filha na escola (item 2) e quando volta, vê que a gata mais tonta ficou com o pescoço preso no portão eletrônico, quase morrendo enforcada, você demora 10 segundos para achar o controle remoto, de nervosismo, a gata parecendo uma nuvem de pêlo preto desesperada, ganindo como cachorro velho, daí você abre o portão e ela foge pelo bairro, você anda feito louca pelo bairro chamando a gata enquanto deveria estar a postos para receber o retorno telefônico daquele executivo que vai abrir uma brecha na agenda durante uma feira internacional, mas você está lá atrás da gata, não acha, pensa que ela deve ter morrido, volta pra casa, arrasada, e uma hora depois a gata aparece, você corre pra veterinária e no fim acaba tudo bem. E o executivo nem ligou.
- Lá se vai, na conta da veterinária, a economia da semana em estacionamento.
True stories.
- Dá pra trabalhar de robe e pijama o dia todo.
- Mais tempo com a família.
- Obriga o profissional a ter disciplina e organizar seus próprios horários
- Você vê o dia passar - sol, chuva, passarinhos pousam na roseira ao lado da janela etc. Vai lá fora espreguiçar, come uma mexerica no banco do jardim etc.
- Cuida dos bichos de estimação enquanto trabalha
- Economiza em estacionamento, almoço, lanche, café, gasolina etc.
Contras
- De pijama e robe, o vizinho ou o motoboy da empresa ou alguém aparece às 15 h e você morre de vergonha.
- Mais tempo com a família: você está no meio da entrevista importante com executivo e a filha irrompe pela sala transformada em escritório pra mostrar que a gata a arranhou. Ou marido e filha estão jogando bola nos fundos e os gritos tiram todo o ar profissional que você tenta impor à secretária do entrevistado.
- Disciplina e organizar os próprios horários é a parte mais difícil do trabalho se você não é um virginiano ortodoxo.
- Bichos de estimação pulam no colo e miam em horas impróprias (o tal executivo da alta ao telefone). Ou então você leva a filha na escola (item 2) e quando volta, vê que a gata mais tonta ficou com o pescoço preso no portão eletrônico, quase morrendo enforcada, você demora 10 segundos para achar o controle remoto, de nervosismo, a gata parecendo uma nuvem de pêlo preto desesperada, ganindo como cachorro velho, daí você abre o portão e ela foge pelo bairro, você anda feito louca pelo bairro chamando a gata enquanto deveria estar a postos para receber o retorno telefônico daquele executivo que vai abrir uma brecha na agenda durante uma feira internacional, mas você está lá atrás da gata, não acha, pensa que ela deve ter morrido, volta pra casa, arrasada, e uma hora depois a gata aparece, você corre pra veterinária e no fim acaba tudo bem. E o executivo nem ligou.
- Lá se vai, na conta da veterinária, a economia da semana em estacionamento.
True stories.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
---> Pergunta: estará a Sociedade preparada para a União Homoafetiva?
Ontem à noite, na cama. Nina insone. Em vez de contar histórias entediantes inventei de dizer que somos uma família de super-heróis.
O Papai é o Super Roncador, ele derrota seus inimigos com um barulho ensurdecedor.
A Mamãe é a Super Castigadora, ela dá chineladas no bumbum dos inimigos e os coloca de castigo até que mudem de comportamento!
E a Nina?
A Nina é a Super Desenhista: quando é atacada ela faz desenhos mágicos no ar. E além disso a Nina tem o poder da Super Lindeza, ela nem tem inimigos porque todos ficam apaixonadinhos por ela.
- Isso mãe, eu faço até as menininhas ficarem apaixonadinhas por mim e quererem ter um casamento gay comigo!
---> Resposta: Acho que sim.
O Papai é o Super Roncador, ele derrota seus inimigos com um barulho ensurdecedor.
A Mamãe é a Super Castigadora, ela dá chineladas no bumbum dos inimigos e os coloca de castigo até que mudem de comportamento!
E a Nina?
A Nina é a Super Desenhista: quando é atacada ela faz desenhos mágicos no ar. E além disso a Nina tem o poder da Super Lindeza, ela nem tem inimigos porque todos ficam apaixonadinhos por ela.
- Isso mãe, eu faço até as menininhas ficarem apaixonadinhas por mim e quererem ter um casamento gay comigo!
---> Resposta: Acho que sim.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Frila
Prazo curtíssimo pra fazer matéria de 4 páginas com pelo menos 8 fontes de setor que desconheço - e mais uma de brinde, 1 página, 3 fontes no mínimo, complementar. Os sites têm tabelas demais, informação demais, alguns só aceitam falar por e-mail com duas vias e certificação no cartório, outros falam demais e quando você transcreve o discurso, tem dificuldades em decifrar sua própria letra. O coração bate uma, a outra falha, de medo de fazer mal feito, de não ser atendida, de ficar raso; as mãos suam com o reaprendizado forçado.
Era disso que eu estava falando. E precisando. =)
Era disso que eu estava falando. E precisando. =)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
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