domingo, 17 de julho de 2011

Agora, sobre mim

Anota aí: segunda-feira, dia 18 de julho. O dia em que Cristina virou outra pessoa.
Disciplinada.
Organizada.
Concentrada.

Se não for assim, não conseguirei levar adiante os frilas encavalados (tem dias que não rola nada, em outros aparece tudo de uma vez e não dá pra dizer não) mais as obrigações de dona-de-casa e ainda um pouco de tempo para mim. Não posso mais me pegar às 18h de robe e pijama, tendo comido só pão o dia inteiro.Vou arranjar espaço na agenda para tudo, cronometrar, traçar metas, colocar atividades em tabelas. E ainda vou conseguir voltar a correr. Encontrar as amigas que se ressentem dos meus sumiços.

Ufa. E ainda vou aprender a fazer minha própria maquiagem.

Eu juro que nunca mais vou procrastinar [scarlet o'hara mode on]!

Aprendizado difícil

Ainda sobre o casamento: Nina ficou horas no salão, descacheando e cacheando os cabelinhos. Pra se arrumar mesmo, foram dois minutos. Além de toda uma arquitetura nos cabelos, que eu fiz questão de simplificar, ainda queriam maquiá-la. Imagina, uma criança com blush, sombra, batom. Só deixei passar um gloss transparente e olhe lá, por causa do efeito dos flashes, mesmo, que se forem fortes demais deixam o rosto brancos e sem expressão.

A certa altura, de saco cheio da demora do penteado, Nina suspira longamente e me pergunta:

- O que será que o Ricardinho tá fazendo a essa hora?

- Deve estar brincando.

- *suspiro*


Aí todas as mulheres passavam por ela e diziam: "é, ser mulher é assim, é difícil". Mas ela sabe que não precisa ser assim. Que ela não precisa disso.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Não perco a piada

Fui numa reunião para ser sondada para um frila. Serviço fácil mas pagamento absurdamente baixo. Pena que o pagamento foi o último item da conversa, depois de uma hora de enrolação. Nota mental: sempre introduzir a questão salarial enquanto o café ainda está quente. Perguntei se eu precisaria me apresentar ao escritório para fazer os textos ou poderia produzi-los e enviá-los de casa mesmo. 


- Não, pode trabalhar de rolmops.

- OI?

- Rolmófice.


Ah. Home-office. Porque hoje em dia tudo que a gente precisa pra trabalhar é rolmops com hi-fi.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tipo diarinho, pode ser?

As grandes questões da Humanidade estão sendo debatidas por pessoas muito mais competentes e interessadas do que eu. Veja ali no blogroll, tem montes delas. Vamos então ao diarinho.
Sábado tem casamento na família. Nina finalmente vai realizar seu sonho de ser daminha. No sábado passado tivemos o ensaio e ela, menina experiente em apresentações na escola, de teatro, balé, judô e sem contar com a exibidice de cada dia, simplesmente engoliu os beiços, baixou a cabeça e virou uma caipira. Ficou tímida e tensa. Foi preciso dar duas voltas na passarela, isto é, no tapete vermelho da igreja (sei lá o nome) pra que atendesse aos meus apelos e mostrasse a banguelinha de queixinho erguido.

Mas o que importa mesmo é que não chova nem faça muito frio no dia. E que eu consiga fazer a maquiagem estilo Twiggy.

Sem exagerar tanto nos cílios inferiores, claro.

A primeira vez que fui daminha de casamento - como ela, aos 6 anos, mais ou menos - congelei na porta da igreja. Na verdade, antes: deixei as alianças caírem no chão ao sair do carro da noiva! Meu tio aparou-as com o pé, antes que caíssem no bueiro. Era pra lá que elas se dirigiam, juro, em câmera lenta e com trilha de suspense. Minha prima, a noiva, quase gritou TINA NÃO ACREDITO, hahaha - hoje em dia, casada há mais de 30 anos, ela nem lembra disso. Mas imagina minha tensão, ao entrar na igreja. Andei devagar demais, logo senti um empurrãozinho da noiva às minhas costas. O mesmo empurrãozinho se repetiu com minha vó, quando fui daminha do seu re-casamento de comemoração de Bodas de Ouro com meu vô. Eles ficaram quase 70 anos casados - depois dos 60, a vó queria se separar, mas aceitou a argumentação da família e passaram só a dormir em camas separadas. O problema da vó era que o vô não fazia muita questão de tomar banho, tipo da coisa que ninguém aguenta por muito tempo. O vô faleceu menos de um ano depois da vó, ele com 94 e ela com 92. Aqueles lindos. <3

 Eu, sendo fofa.

E eu que devia estar estudando os 180 estilos de cerveja estou aqui pensando, plena segunda-feira, na maquiagem que vou fazer no casamento. Sim, estou com um projeto de trabalho, sobre o qual não posso dar detalhes, que exige conhecimento técnico cervejístico. Pra isso já fiz até degustação e OLHA. Nunca pensei que pudessem existir cervejas tão boas. Tão boas a ponto de eu estar sonhando em degustar um pouco mais além daqueles copinhos pequenos do kit degustação. Três, principalmente, me encantaram: uma avermelhada, com aroma de mel e sabor surpreendentemente seco, não adocicado; outra de aparência normal, amarelada, com aroma herbal, remetendo a manjericão fresco, grama molhada, vento, hortelã, absolutamente refrescante. A terceira, preta como um café, com aroma de - juro - calda de açúcar queimado, canela e café, forte. O mais interessante é que não há nenhum desses elementos na feitura de cada cerveja. Algumas realmente levam ingredientes diferentes, como sucos de frutas, para dar sabor, mas não era o caso dessas. É toda uma arte cervejeira, mesmo. Tô passada. Mas ainda prefiro o vinho, claro.

 O trabalho é duro mas alguém precisa fazê-lo.

Finalmente fui assistir Meia-Noite em Paris. Adorei, amei, é Woody Allen, tem Paris e eu sempre gostei do Owen Wilson, hahahaah, agora já posso contar. Vá e veja no cinema, por favor. Depois releia Paris é Uma Festa, venda o carro, faça um pacote da CVC. Foi só no que pensei, depois. E nos encontramos lá.

Paris é ainda mais linda na chuva.

domingo, 3 de julho de 2011

É, eu sei bem, admito

Pelas fotos recentes dá pra perceber que eu vivo de lembranças das férias de janeiro. Verdade.

Jogada pros leões


O frila do mês não tá fácil não, já já eu volto.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Como somos lembrados

Importo-me muito pouco com o que as pessoas pensam de mim - ou melhor, me importo muito com o que algumas pessoas acham. Mas imagino que todos tenham lá no fundinho uma curiosidade de saber se é uma pessoa marcante, se é lembrado, por que e em quais momentos. Como comentei no post abaixo, sei que quem trabalhou comigo lembra de minhas principais características nesse momento específico: procrastinadora pero competente. Responsável, faladeira. Mas tenho a impressão de que se alguém perguntar de mim: - Lembra a Tina Lopes, aquela? As pessoas vão franzir a testa e... "Ah, aquela que sempre mudava de cabelo?".

Ou ainda: "a mãe da Nina".

Esse post todo porque lembrei de um sujeito hoje - passando por links, vi seu nome - que ficou conhecido, entre Mr Lopes e eu, como "aquele cara que sempre roubava nossos isqueiros".


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Meu escri





De volta pro meu home-office - a foto noturna não faz jus à paisagem gostosa de jardim do lado esquerdo (esquerdo? não sei - o da janela). Fui requisitada pela segunda vez por uma revista para fazer matéria gigante, que agora vai ser de capa. Não pagam o que seria satisfatório, mas é suficiente para eu não me sentir sem âncora na vida. Além disso, outros projetos vão sendo organizados. Colegas mandam meu currículo para outros colegas. A impressão é de que as coisas vão se ajeitar. E estou priorizando reportagem e redação, porque meu negócio é escrever, mesmo - juro que sou muito melhor nisso do que parece neste blog. Sou pau pra toda obra. Sofro um pouco mais com textos de Economia, deus me livre. Mas me viro. Estou numa situação super privilegiada: posso experimentar esse risco de viver sem vínculo empregatício porque tenho o marido pra dar suporte. Ele sabe que eu faria o mesmo em seu lugar. Nina está quicando de felicidades porque estou a sua disposição o tempo todo. Os dias passam rápido demais e eu preciso me disciplinar pra não procrastinar além do normal. Vou ao oftalmologista porque certamente preciso de óculos. As gatas brigam por baixo da mesa, disputando a cadeira que recebe o sol da tarde.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Antitabagismo e o Mundo Real

Por essa eu, sinceramente, não esperava.

Minha irmã é antitabagista juramentada, desde criancinha, do tipo que tossia e lacrimejava quando meu pai chegava perto depois de ter fumado o seu Continental sem filtro. Uma pessoa, portanto, que ficou mais do que feliz com a lei proibindo o fumo em lugares fechados. Dizia que finalmente poderia sair à noite sem sofrer com a fumaça do cigarro, sem tornar-se fumante passiva etc. etc.

(parei de fumar há 9 anos mas tive que ouvir essa ladainha por muito tempo)

Daí que Sister Lopes foi a um boteco semana passada. Uma cervejaria. Eu ia também, mas umas questões paralelas me impediram (era comemoração de aniversário de uma prima).Dia seguinte, pergunto como foi, se o lugar é legal.

"NUNCA mais vou em bar fechado - ai que SAUDADE do tempo em que as pessoas fumavam dentro de bar".

Como assim?! estranhei.

"Antes a gente sentia só aquele cheiro nojento de fumaça. Mas era só fumaça. Agora você para num canto e sente o cheiro de perfume, de bafo... e DE PUM*!".




*PUM não foi a palavra usada, mas eu não uso 'the P---- word', que sou phyna.