segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sempre as mesmas perguntas

Outro dia Nina reviu pela 3ª vez a animação Rio - que assistimos no cinema e adoramos. Sabe que criança é assim, gosta de rever e rever e rever e ter a certeza de que o bem sempre vence no final e tal. Nesse filme, duas ararinhas azuis são os últimos de sua espécie e reunidas para a reprodução em cativeiros, mas daí fogem e começam as loucas aventuras de sempre. Horas depois, pensandinho no sofá, ela começa com a série de perguntas:


- Mas mãe. Se o Blue e a Jade são os últimos da espécie, como eles vão salvar a raça das ararinhas?
- Ué, eles vão ter filhotinhos.
- TÁ, mas os filhotinhos são irmãos e vai acontecer de novo. Eles não vão ter com quem namorar.
- Errr... eles vão ter que namorar entre eles, né?
- Mas não pode irmão com irmã!
- Pois é. Sei lá, viu.

E eu pensei que, com a criação laica, teria me livrado de Adão e Eva.

=P

sábado, 23 de julho de 2011

Amy

Sei da Amy uma historinha tão linda que já contei no twitter. Um amigo estava em Londres, sem grana, as coisas não estavam andando conforme seus planos. Foi com conhecidos a um pub e, chateado, baixou a cabeça na mesa e chorou. Sentiu uma mão suave no ombro e ouviu: "pare de chorar, não fique triste, vou cantar pra você". Era Amy Winehouse antes da fama, e cantou olhando pra ele.


É tão triste quando se diz que fulano "descansou".
Ler e ouvir julgamentos.
Dizerem que fariam melhor. Que fariam diferente.
Quem pode ter tanta certeza nessa vida?


Um link que vale a pena: http://networkedblogs.com/kMtQq

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Não é tão simples

Ah, o post abaixo, tão cheio de decisões.
Trabalhar em casa é muito bom. Bem, pra quem, como eu, ama ficar em casa. 
Mas é difícil. Quando comecei, achava que iria fazer exercícios todo dia - afinal, a ciclovia fica na rua de baixo e eu gosto de correr. Que nada. Nunca dá tempo. De manhã fico com Ninotchka e trabalho um pouco (porque os dois neurônios não acordam direito) e à tarde o trabalho encavala. Como é inverno, anoitece rápido e quem vai pra parque à noite é doido e tá procurando um maníaco pra chamar de seu.
Então há dois meses eu praticamente parei com os exercícios. Consequentemente, dei aquela engordadinha esperta. Mas não tinha percebido antes do casamento do sábado porque, quando você só vive em casa, não tira o moleton confortável. Isso quando não passa o dia de pijama. 
O trabalho remunerado se mistura ao trabalho de casa: cozinhar, arrumar, limpar. E dar atenção à família, às gatas, ao homem do gás que passa todo dia apertando a campainha.
E como o escritório - a mesa de jantar - não é adaptado às necessidades ergonômicas do trabalhador moderno, minhas costas estão arrebentadas, quase travando.
Sem contar a falta de iniciativa de fazer as coisas, simplesmente porque tá tão bom aqui tomando cafezinho e comendo um pão de minuto. Tipo, eu devia estar fazendo aquele telefonema importante mas estou aqui postando. Então o fato é que ainda procrastino, é um vício desgraçado, esse. Estou melhorando, mas ainda longe da disciplina pretendida. Quem souber como, por favor, me ensina.
Ah, e ainda tem aquela certeza de que na última hora o material sai, miraculosamente, da minha cabeça, dos dedos e até do entrevistado. Aquele gosto pelo risco do último minuto.
Mas não estou reclamando. Tá tudo ótimo, apesar disso tudo.

domingo, 17 de julho de 2011

Agora, sobre mim

Anota aí: segunda-feira, dia 18 de julho. O dia em que Cristina virou outra pessoa.
Disciplinada.
Organizada.
Concentrada.

Se não for assim, não conseguirei levar adiante os frilas encavalados (tem dias que não rola nada, em outros aparece tudo de uma vez e não dá pra dizer não) mais as obrigações de dona-de-casa e ainda um pouco de tempo para mim. Não posso mais me pegar às 18h de robe e pijama, tendo comido só pão o dia inteiro.Vou arranjar espaço na agenda para tudo, cronometrar, traçar metas, colocar atividades em tabelas. E ainda vou conseguir voltar a correr. Encontrar as amigas que se ressentem dos meus sumiços.

Ufa. E ainda vou aprender a fazer minha própria maquiagem.

Eu juro que nunca mais vou procrastinar [scarlet o'hara mode on]!

Aprendizado difícil

Ainda sobre o casamento: Nina ficou horas no salão, descacheando e cacheando os cabelinhos. Pra se arrumar mesmo, foram dois minutos. Além de toda uma arquitetura nos cabelos, que eu fiz questão de simplificar, ainda queriam maquiá-la. Imagina, uma criança com blush, sombra, batom. Só deixei passar um gloss transparente e olhe lá, por causa do efeito dos flashes, mesmo, que se forem fortes demais deixam o rosto brancos e sem expressão.

A certa altura, de saco cheio da demora do penteado, Nina suspira longamente e me pergunta:

- O que será que o Ricardinho tá fazendo a essa hora?

- Deve estar brincando.

- *suspiro*


Aí todas as mulheres passavam por ela e diziam: "é, ser mulher é assim, é difícil". Mas ela sabe que não precisa ser assim. Que ela não precisa disso.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Não perco a piada

Fui numa reunião para ser sondada para um frila. Serviço fácil mas pagamento absurdamente baixo. Pena que o pagamento foi o último item da conversa, depois de uma hora de enrolação. Nota mental: sempre introduzir a questão salarial enquanto o café ainda está quente. Perguntei se eu precisaria me apresentar ao escritório para fazer os textos ou poderia produzi-los e enviá-los de casa mesmo. 


- Não, pode trabalhar de rolmops.

- OI?

- Rolmófice.


Ah. Home-office. Porque hoje em dia tudo que a gente precisa pra trabalhar é rolmops com hi-fi.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tipo diarinho, pode ser?

As grandes questões da Humanidade estão sendo debatidas por pessoas muito mais competentes e interessadas do que eu. Veja ali no blogroll, tem montes delas. Vamos então ao diarinho.
Sábado tem casamento na família. Nina finalmente vai realizar seu sonho de ser daminha. No sábado passado tivemos o ensaio e ela, menina experiente em apresentações na escola, de teatro, balé, judô e sem contar com a exibidice de cada dia, simplesmente engoliu os beiços, baixou a cabeça e virou uma caipira. Ficou tímida e tensa. Foi preciso dar duas voltas na passarela, isto é, no tapete vermelho da igreja (sei lá o nome) pra que atendesse aos meus apelos e mostrasse a banguelinha de queixinho erguido.

Mas o que importa mesmo é que não chova nem faça muito frio no dia. E que eu consiga fazer a maquiagem estilo Twiggy.

Sem exagerar tanto nos cílios inferiores, claro.

A primeira vez que fui daminha de casamento - como ela, aos 6 anos, mais ou menos - congelei na porta da igreja. Na verdade, antes: deixei as alianças caírem no chão ao sair do carro da noiva! Meu tio aparou-as com o pé, antes que caíssem no bueiro. Era pra lá que elas se dirigiam, juro, em câmera lenta e com trilha de suspense. Minha prima, a noiva, quase gritou TINA NÃO ACREDITO, hahaha - hoje em dia, casada há mais de 30 anos, ela nem lembra disso. Mas imagina minha tensão, ao entrar na igreja. Andei devagar demais, logo senti um empurrãozinho da noiva às minhas costas. O mesmo empurrãozinho se repetiu com minha vó, quando fui daminha do seu re-casamento de comemoração de Bodas de Ouro com meu vô. Eles ficaram quase 70 anos casados - depois dos 60, a vó queria se separar, mas aceitou a argumentação da família e passaram só a dormir em camas separadas. O problema da vó era que o vô não fazia muita questão de tomar banho, tipo da coisa que ninguém aguenta por muito tempo. O vô faleceu menos de um ano depois da vó, ele com 94 e ela com 92. Aqueles lindos. <3

 Eu, sendo fofa.

E eu que devia estar estudando os 180 estilos de cerveja estou aqui pensando, plena segunda-feira, na maquiagem que vou fazer no casamento. Sim, estou com um projeto de trabalho, sobre o qual não posso dar detalhes, que exige conhecimento técnico cervejístico. Pra isso já fiz até degustação e OLHA. Nunca pensei que pudessem existir cervejas tão boas. Tão boas a ponto de eu estar sonhando em degustar um pouco mais além daqueles copinhos pequenos do kit degustação. Três, principalmente, me encantaram: uma avermelhada, com aroma de mel e sabor surpreendentemente seco, não adocicado; outra de aparência normal, amarelada, com aroma herbal, remetendo a manjericão fresco, grama molhada, vento, hortelã, absolutamente refrescante. A terceira, preta como um café, com aroma de - juro - calda de açúcar queimado, canela e café, forte. O mais interessante é que não há nenhum desses elementos na feitura de cada cerveja. Algumas realmente levam ingredientes diferentes, como sucos de frutas, para dar sabor, mas não era o caso dessas. É toda uma arte cervejeira, mesmo. Tô passada. Mas ainda prefiro o vinho, claro.

 O trabalho é duro mas alguém precisa fazê-lo.

Finalmente fui assistir Meia-Noite em Paris. Adorei, amei, é Woody Allen, tem Paris e eu sempre gostei do Owen Wilson, hahahaah, agora já posso contar. Vá e veja no cinema, por favor. Depois releia Paris é Uma Festa, venda o carro, faça um pacote da CVC. Foi só no que pensei, depois. E nos encontramos lá.

Paris é ainda mais linda na chuva.

domingo, 3 de julho de 2011

É, eu sei bem, admito

Pelas fotos recentes dá pra perceber que eu vivo de lembranças das férias de janeiro. Verdade.

Jogada pros leões


O frila do mês não tá fácil não, já já eu volto.

segunda-feira, 27 de junho de 2011