"Desde que a pessoa tenha dinheiro para pagar, o aborto é permitido no Brasil. Se a mulher for pobre, porém, precisa provar que foi estuprada ou estar à beira da morte para ter acesso a ele"
É isso aí, Dr. Dráuzio. Peguei esse trecho daqui, que por sua vez veio do post da Srta. Bia.
Pessoalmente sou a favor do aborto até o quarto mês. Conheço gente que fez perto do sétimo mês - aí sinto muito, mas na real foi feita uma cesárea e o bebê, não mais um feto, foi morto. Mas esta foi uma situação diferente da maioria, não pode ser exemplo pra campanha contra. Fato é que ninguém faz aborto porque quer. Aborto não é legal - nos dois sentidos. Não existe quem ache fácil, assim como é lenda urbana a pessoa que largou o trabalho de sei lá, faxineira, pra viver com os R$ 80 de bolsa-família. Acredito que é preciso haver política pública pra conscientizar, farta distribuição de camisinhas e anticoncepcionais, claro, mas quando a mulher se vê sozinha na frente do espelho com a consequência de um engano, um erro, um deslize, uma violência, qualquer que seja o motivo, o ideal é que ela possa decidir o que será feito, antes que seja tarde demais.
Tentei achar o autor de um tweet mas não consegui. Era mais ou menos isso:
"Diz que é a favor da vida, mas fecha o vidro no sinal".
Pois então.



