quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Hasta luego

 
Este blog vai hibernar a partir de hoje por duas semanas. Depois conto tudo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

TPV

Eu tenho mais medo de perder vôo, de não ouvir a chamada, de pegar o avião errado etc. do que do avião cair.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Minha História

(roubado de alguém, no facebook)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Blogagem pela Legalização do Aborto

"Desde que a pessoa tenha dinheiro para pagar, o aborto é permitido no Brasil. Se a mulher for pobre, porém, precisa provar que foi estuprada ou estar à beira da morte para ter acesso a ele"

É isso aí, Dr. Dráuzio. Peguei esse trecho daqui, que por sua vez veio do post da Srta. Bia.

Pessoalmente sou a favor do aborto até o quarto mês. Conheço gente que fez perto do sétimo mês - aí sinto muito, mas na real foi feita uma cesárea e o bebê, não mais um feto, foi morto. Mas esta foi uma situação diferente da maioria, não pode ser exemplo pra campanha contra. Fato é que ninguém faz aborto porque quer. Aborto não é legal - nos dois sentidos. Não existe quem ache fácil, assim como é lenda urbana a pessoa que largou o trabalho de sei lá, faxineira, pra viver com os R$ 80 de bolsa-família. Acredito que é preciso haver política pública pra conscientizar, farta distribuição de camisinhas e anticoncepcionais, claro, mas quando a mulher se vê sozinha na frente do espelho com a consequência de um engano, um erro, um deslize, uma violência, qualquer que seja o motivo, o ideal é que ela possa decidir o que será feito, antes que seja tarde demais.

Tentei achar o autor de um tweet mas não consegui. Era mais ou menos isso: 

"Diz que é a favor da vida, mas fecha o vidro no sinal". 

Pois então.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Boicote: pratico




Já não comprava Du Loren, agora parei com Hope também. Aliás, nem sei se uso alguma coisa dessa marca. Apesar do meu passado cof-cof publicitário, sou o tipo de pessoa que lembra do roteiro e do cenário mas não da marca/grife: o pavor dos marqueteiros. Assim que confiro a roupa/peça nova em casa, que arranco a etiqueta do preço que me garantiria a troca, vai pro lixo também a etiqueta, pra não me coçar. 

Mas voltando ao boicote. Por quê? Bem, apesar da beleza da Gisele Bündchen, a propaganda me ofendeu primeiro como mulher, depois como motorista e, finalmente, como profissional de comunicação - uma peça que causa rejeição ao público-alvo é coisa de gênio (só que ao contrário). Das implicâncias feministas, deixo minhas amigas Srta.Bia e Lola falarem com mais propriedade.

Então vamos rever a minha lista pessoal e intransferível de boicote: Marisa, Zara, Hope e Du Loren, pelo conjunto da obra.

sábado, 24 de setembro de 2011

Um pouco de fofura pra salvar o dia

Não quero deprimir ninguém com minhas reflexões sobre envelhecimento, então vamos às novas com mais um flash de Nina chegando animadíssima da escola.
- Mãe, tenho duas coisas pra te contar.
- Conta.
- Um: a Fulaninha, Beltraninha e Sicraninha tomaram água com tinta e vomitaram!
- Credo, que nojo! Que mais?
- Dois: é que eu fui lavar as mãos do lado do Fulaninho depois da aula de arte e ele me disse assim: Nina, eu sou apaixonadinho por você.
- Jura? E o que você disse?
- Eu disse que "ah, eu também sou assim meio apaixonadinha por você". Daí as meninas que estavam perto ouviram e contaram pra TODO MUNDO da sala. Fiquei muito brava.
- Mas brava por quê, todo mundo pode saber, não tem nada de mais.
- É que tem os outros dois meninos que são apaixonados por mim e eles vão ficar chateados.

***
Corta pro pai tirando uma de ciumento pra cima da Nina (Freud ri).

- Nina, não quero saber desse negócio de ficar apaixonada, vou tirar você dessa escola e colocar numa só de meninas!
- Tudo bem, pai, vai que eu sou gay e posso me apaixonar por uma menina?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Melhor idade my ass

Eu já comentei aqui que a juventude me emociona.

O caso é que não estou lidando bem com o envelhecimento. Achava que isso era mimimi típico de perua, coisa de quem viveu só de aparência e que não tem, sei lá, paz de espírito para se deixar levar pelo tempo. Sempre soube - ouvi dizer à minha volta - que bonito mesmo é envelhecer com dignidade e placidamente (como as muito pobres ou muito ricas, complemento), aceitando suas rugas - que são o roteiro de sua vida, seu sofrimento, suas conquistas. Tudo muito lindo de se dizer, até que você vai dar boa-noite para a filha, na cama, e ela passa a mão no seu rosto abaixado - disfarçando, com um carinho, uma "ajeitada" para a mãe parecer menos velha.

Não é mole não. Lembro bem da minha mãe olhando para suas mãos, aos 36 anos, e comentando "já estou ficando com mãos de velha". Com 40, as minhas também já são. Nem vou falar de cremes e tratamentos, se são válidos ou melhoram a aparência. E esse sentimento tem a ver com aparência, sim, claro! Ninguém tem de si a auto-imagem de uma velhinha fofa. Não se trata de permanecer linda ou não (haha). Nem de querer ter um Retrato de Dorian Gray no armário. O duro é você sentir que seu corpo está começando a morrer. Neurônios, músculos, ossos, cartilagens, todos estão se dando bem com a velhice e se aposentando. E eu não consigo somente me adaptar: não me conformo.

Juventude é uma coisa boa demais. Por mais tola que eu tenha sido, por mais vexames que tenha dado, por mais ignorância ou tudo de ruim que tenha havido na imaturidade, não posso deixar de suspirar: como era bom ter todo o futuro pela frente. Não gosto de viver do passado e não me conformo que meu futuro seja virar uma senhora jeitosinha. E olha que curti bem a tal juventude, apesar de ter trabalhado muito e ter tido sempre pouco dinheiro e pouco tempo pra diversão. Mas não se trata de diversão, também. É um estado de alma que a gente perde. Conhecimento, ceticismo, esperteza, bom senso, noção das coisas da vida, isso tudo é muito bem-vindo. Mas o frescor, ah que saudade do frescor, do se jogar de cabeça, da dedicação às causas, das surpresas.

Mas não, eu não trocaria quem sou hoje, pela Cristina que já fui. Meus amores atuais são mais fortes que meu amor-próprio.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Day 30: A book you haven’t read yet but want to

São tantos, demais. Muitos livros que ainda faço questão de ler eu nem conhecia e foram indicados pelos tantos blogs que estão fazendo este meme - que começou pelo Breviário das Horas, que o pegou de um blog fechado, daí foi pra Estrada Anil, Eu Sou a Graúna, pro Blog da Zel, As Agruras e as Delícias de Ser, Do You Do The Fandango? e Fina Flor, entre os listados no blogroll e os que acabo e conhecer: Pimenta com Limão, Mulher Alternativa, Nem Tão Óbvio Assim, Mayroses, Romanceando, O Palco e o Mundo e Chopinho Feminino. E depois falam que esse pessoal fissurado em internet não lê.

Neste último item -  infelizmente pra mim, porque foi um mês muito divertido, e pra você leitor, porque volto aos mimimis de sempre - vou citar dois livros que ainda não li mas quero: Hamlet, do bardo Shakespeare, e Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. A ausência de ambos é inadmissível e pretendo corrigir esse erro o mais rápido possível, ainda neste ano.

Muitos livros maravilhosos ficaram pra trás por não caberem em todos os critérios do meme. Destes, vou comentando aos poucos aqui. Essa brincadeira foi um prazer.