Eu me apaixonei por Leonardo di Caprio em 1993, com este filme: O Despertar de Um Homem (This Boy's Life). Ainda era naquele tempo em que qualquer coisa com o Robert De Niro era obrigatória. Ele já tinha 19 anos mas parecia um gurizinho de 14. No filme, ambientado nos anos 1950, sua mãe, solteira, carente (Ellen Barkin, adoro) casa com um conservador americano e vai morar no interior. Esse cara quer transformá-lo num "homem" e dá início ao que ele acredita que seja "aprendizado" e que acaba se tornando um jogo de poder e, finalmente, apenas violência. O menino fica amigo do único gay da escola, tenta fugir, quer morrer. É um filme triste e violento, e DiCaprio contracenou com De Niro de igual pra igual. Está fantástico. Logo em seguida, no mesmo ano, fez com perfeição e sem afetação o irmão com deficiência mental do Johnny Depp em "Sonhos de Aprendiz" (What's Eating Gilbert Grape), pelo qual foi indicado, pela primeira vez, ao Oscar de Ator Coadjuvante. Depois vieram os papéis dramáticos e ousados em Diários de Um Adolescente (Basketball Diaries) e Eclipse de Uma Paixão (Total Eclipse), em que ele faz um Rimbaud irretocável. Fiquei num mau humor danado quando o "meu ator", que eu estava criando desde tão novinho, se jogou nas produções pop como Romeu + Juliet, A Praia, Titanic, como se fosse um filho muito inteligente que decidiu virar modelo. "Estão te escolhendo pela beleza e não pelo potencial, Leo", era o que eu pensava. Mas a carinha de menino foi amadurecendo e ele voltou a apostar em papeis interessantes e desafiadores. E ainda por cima, virou um homem lindo. Pensei também, para este item, em Dustin Hoffman, mas a descontinuidade de sua carreira o prejudicou (hahaah), assim como Ewan McGregor, que poderia ser um novo James Stuart. Mas DiCaprio me parece um novo Marcelo Mastroianni: alguém que vive o cinema e que nasceu para ele.
Melhor Atriz
Já as atrizes não me levam ao cinema (esclarecendo: geralmente escolho os filmes pelo diretor mesmo). Mas Elizabeth Taylor, se tivesse sido minha "contemporânea", ou se não tivesse morrido e ainda aceitasse papéis, me levaria. Aliás, como eu gostaria de ver "Quem Tem Medo de Virginia Woolf" na tela grande. Sua Martha, que numa noite surge bêbada, sedutora, louca, sã, irônica, medrosa, violenta, carente, sexy, é genial. Há outros filmes maravilhosos - os melhores, com Richard Burton, claro - mas neste, fica permitido falar em perfeição.
Já as atrizes não me levam ao cinema (esclarecendo: geralmente escolho os filmes pelo diretor mesmo). Mas Elizabeth Taylor, se tivesse sido minha "contemporânea", ou se não tivesse morrido e ainda aceitasse papéis, me levaria. Aliás, como eu gostaria de ver "Quem Tem Medo de Virginia Woolf" na tela grande. Sua Martha, que numa noite surge bêbada, sedutora, louca, sã, irônica, medrosa, violenta, carente, sexy, é genial. Há outros filmes maravilhosos - os melhores, com Richard Burton, claro - mas neste, fica permitido falar em perfeição.
