Esta eu vou passar. Não tenho condição de escolher um ano. Procurei na lista de indicados ao Oscar: há boas pistas. Mas Oscar, convenhamos, não é uma premiação abrangente e não inclui a produção européia - mesmo se considerasse a lista de Oscar de Filme Estrangeiro. Então escolho uma década, a 70. Meus diretores e atores favoritos se fizeram nesta época: Kubrick, Scorcese ScorSESE, Woody Allen, Coppola, Spielberg, Truffaut, Monicelli, Bertolucci; sem contar os atores/atrizes que se revelaram no casting dos filmes destes caras. Foi a década do fim do sonho, dos jovens se prostituindo, se desiludindo, lutando e perdendo, se matando, se perdendo. Esse é o meu clube.
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
REVOLTA
Eu escrevi SCORCESE duzentas vezes aqui e ninguém me corrigiu. Mimimi
Agora vou repetir até decorar. SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE SCORSESE
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Dia 11 - Melhor drama
Filme, pode haver melhor. Mas não há drama maior que o de Sofia.
PS - Cuidado, esse link é o MAIOR SPOILER de todos os tempos. Se não viu o filme, clique no link acima dele no youtube, o trailer, e deixe pra chorar com o dvd ou o livro.
PS - Cuidado, esse link é o MAIOR SPOILER de todos os tempos. Se não viu o filme, clique no link acima dele no youtube, o trailer, e deixe pra chorar com o dvd ou o livro.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Dia 10: Melhor Filme de Guerra
Eu ia tacar o Fugindo do Inferno aqui. Um clássico que a gente assistia com a família, no horário nobre da tv, nos anos 80. Elenco estelar encabeçado por Steve MacQueen, astros em fuga de um campo de prisioneiros alemão, cavando um túnel, enquanto o rebelde bate bolinha na solitária. Até Bart Simpson já fugiu como eles. Mas é pouco: é entretenimento, não guerra. Daí pensei no Tarantino e seu Bastardos Inglórios. Uma homenagem ao gênero nos anos 40-50. Porém ainda se trata da Segunda Guerra e dela o cinema se ocupou em reforçar a imagem Mundo x Hitler, preto no branco. Aí pensei em citar o impecável Cartas de Iwo Jima. Clint Eastwood é f*** e faz um filme americano sobre a visão japonesa de uma das últimas batalhas, e de repente o drama deles é o nosso. Então se é pra universalizar o tema, fiquei tentada a lembrar de Henrique V, com Kenneth Branagh, que saudade dele. Mas não adianta. Guerra é horror, guerra é o fim da razão, guerra é Apocalypse Now. Porque os coroneis Kilgore e Kurtz são eternos, mesmo que mudem as guerras, que a tecnologia tire do ar os helicópteros. Naquela madrugada de alguns poucos anos atrás, quando víamos Bagdá amanhecer num silêncio de passarinhos, aguardando o bombardeio americano, eu só lembrava da Cavalgada das Valquírias.
Infelizmente não consigo configurar o vídeo de uma das cenas preferidas, mas tá aqui no tubis.
É esse também o filme preferido da Lu e ela lembra bem que, assim como O Bebê de Rosemary, ele está rodeado de histórias incríveis e tenebrosas. Coppola, que era um cara com moral quando começou a rodá-lo, brigou com todo mundo e faliu - não só pessoalmente, mas ao estúdio, se não me engano (ainda não li aquele livro). Martin Sheen enfartou, o elenco sofreu com as tempestades de verão nas locações. A arte exige sacrifícios, e Apocalypse Now é a obra-prima de Coppola.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Dia 9: Melhor Filme Romântico
Há tantos filmes tão ou mais românticos. Mas aqui há um homem e uma mulher que se amam e são enfeitiçados por um bispo (ou coisa que o valha) mau. Ela vira águia e ele, lobo, um de dia, o outro, de noite. Olha que sexy. Eles só se vêem num breve momento da transformação, no pôr-do-sol. Ela é Michelle Pfeiffer e ele, Rutger Hauer. E tem o mongezinho que vai ajudá-los a se livrar do feitiço, o então super fofo Mathew Broderick. O filme não é um primor de direção e tal, mas ah. Foi o primeiro romance que me deixou de coração quentinho.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Dia 8: Filme Cebola (mais triste de todos)
O menino nunca vai ser menino. Nunca vai ser amado. A gente sabe disso desde o começo, mas ele mantém a esperança até o fim. E até o fim do fim. Continuo não chorando, mas acho esse filme triste demais. E é triste também que Stanley Kubrick tenha morrido e não tenha concluído o projeto junto com Steven Spielberg. O resultado seria diferente e, acredito, ainda melhor - apesar de ser uma história que tem muito mais a ver com a fixação na infância do Spielberg. Houve críticas de que é demorado demais. Não ligo: acho fantástica a visão de futuro até (spoiler) a extinção da raça humana . O guri Haley Joel Osment (onde foi parar?) está perfeito como um Pinóquio ultra-moderno. É uma ficção fantástica, que proporciona várias leituras - sobre amor, obsolescência, sobre "ser humano" e muitas mais. E me dá um nó na garganta, ao finalzinho, que olha. Quase choro.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Dia 7: Comédia-tonta-que-não-prejudica-os-neurônios
O meu caro amigo-bombeiro-cinéfilo @agaldinorod bem que protestou lá no Facebook: esse item deveria ser "A Melhor Comédia". Bem, é como se fosse, porque há ótimas comédias e há comédias que ofendem a nossa inteligência - vide aquelas em que policiais se transformam em velhas gordas ou o ladrão anão que se faz passar por bebê. Não, eu nunca as assisti, tenho preconceito mesmo, assumo: só vi as chamadas na tv.
Então vou direto na que acredito ser uma obra-prima da comédia universal: A Vida de Brian, do grupo inglês Monty Python. Alguém ainda não conhece? É um clássico das tardes de Páscoa aqui em casa. Brian nasce na manjedoura ao lado da de Jesus - o que já começa confundindo os reis magos. A mãe de Brian é Terry Gilliam, o futuro diretor de "As Aventuras do Barão de Munchausen".
Brian e Jesus crescem e não se encontram, mas várias vezes o confundem com o Messias - que podemos ver no Sermão da Montanha. Pena que a platéia não o possa ouvi-lo. "Bem aventurados os queijeiros? O que há de tão especial nos queijeiros?", pergunta uma mulher "Bem, não é tão literal, ele se refere a todos os produtores de derivados de leite".
"Uma esmolinha para um ex-leproso", pede o ator que faz o gago de Um Peixe Chamado Wanda: porque ele foi curado por Jesus e perdeu sua fonte de renda.
Tem ainda a Frente Libertadora da Judéia e ah, como eu já frequentei reuniões parecidas com as deles. Tem os apedrejamentos, aos quais as mulheres são proibidas de frequentar e por isso recorrem às barbas falsas.
E ainda tem o Pôncio Pilatos de língua presa. Aviso: o humor é inglês.
domingo, 6 de novembro de 2011
Dia 6: com o coração na boca (melhor suspense/terror)
Adoro as categorias suspense/terror, desde que me poupem de monstros gosmentos - exceções para Alien (nunca sei em que categoria incluí-lo) e O Enigma de Outro Mundo (idem). Mas nem mil Samaras ou câmeras distorcidas, médicos loucos ou psicopatas, atividades paranormais etc. me farão sentir de novo o impacto - e o medo - que vivi com O Bebê de Rosemary. Acho que não há quem nunca o tenha assistido e que tudo o que poderia ser dito sobre ele já foi registrado, mas vamos lá. Rosemary se muda para um apartamento no Edifício Dakota, informação que só se tornou relevante anos depois, você bem sabe o porquê*. Vizinhos velhinhos e xeretas se metem em sua vida mais do que o necessário. O marido insiste em deixá-los invadir sua privacidade. Claro, eles são membros de uma seita satânica com a qual ele fez um pacto por fama e dinheiro, em troca de permitir que o capeta itself engravide sua mulher. Rosemary fica grávida, numa das cenas mais aterrorizantes do cinema, na minha modesta opinião - a do pesadelo (está toda aí no link, infelizmente só achei em italiano). O marido e os vizinhos a afastam de todas as pessoas sensatas, ou elas são mortas. Rosemary é frágil demais. Cena impressionante é aquela em que, sentindo dores horríveis, ela pensa em procurar outro médico porque não está aguentando - não está aguentando! E a dor pára. O tempo todo você sabe que ela não tem para onde correr, porque carrega o mal consigo. E ela corre: de pernas abertas, naquele andar de pato típico das grávidas quase parindo. Quando Rosemary percebe o que aconteceu, é tarde: ela é mãe e o diabinho precisa dela. Mãe é mãe, sabe como é.
*Durante a filmagem Mia Farrow se separou de Frank Sinatra; no ano seguinte ao lançamento do filme, a esposa do diretor Roman Polanski, Sharon Tate, foi assassinada grávida de oito meses por Charles Manson e sua gangue; John Lennon foi morto em frente ao Dakota, em 1980, onde morava. Então o filme tem toda uma aura terrível que, digamos, ajuda a tornar a experiência de assisti-lo mais apavorante. E ainda tem a musiquinha... que eu canto de cor.
sábado, 5 de novembro de 2011
Dia 5: Melhor Ator e Melhor Atriz
Eu me apaixonei por Leonardo di Caprio em 1993, com este filme: O Despertar de Um Homem (This Boy's Life). Ainda era naquele tempo em que qualquer coisa com o Robert De Niro era obrigatória. Ele já tinha 19 anos mas parecia um gurizinho de 14. No filme, ambientado nos anos 1950, sua mãe, solteira, carente (Ellen Barkin, adoro) casa com um conservador americano e vai morar no interior. Esse cara quer transformá-lo num "homem" e dá início ao que ele acredita que seja "aprendizado" e que acaba se tornando um jogo de poder e, finalmente, apenas violência. O menino fica amigo do único gay da escola, tenta fugir, quer morrer. É um filme triste e violento, e DiCaprio contracenou com De Niro de igual pra igual. Está fantástico. Logo em seguida, no mesmo ano, fez com perfeição e sem afetação o irmão com deficiência mental do Johnny Depp em "Sonhos de Aprendiz" (What's Eating Gilbert Grape), pelo qual foi indicado, pela primeira vez, ao Oscar de Ator Coadjuvante. Depois vieram os papéis dramáticos e ousados em Diários de Um Adolescente (Basketball Diaries) e Eclipse de Uma Paixão (Total Eclipse), em que ele faz um Rimbaud irretocável. Fiquei num mau humor danado quando o "meu ator", que eu estava criando desde tão novinho, se jogou nas produções pop como Romeu + Juliet, A Praia, Titanic, como se fosse um filho muito inteligente que decidiu virar modelo. "Estão te escolhendo pela beleza e não pelo potencial, Leo", era o que eu pensava. Mas a carinha de menino foi amadurecendo e ele voltou a apostar em papeis interessantes e desafiadores. E ainda por cima, virou um homem lindo. Pensei também, para este item, em Dustin Hoffman, mas a descontinuidade de sua carreira o prejudicou (hahaah), assim como Ewan McGregor, que poderia ser um novo James Stuart. Mas DiCaprio me parece um novo Marcelo Mastroianni: alguém que vive o cinema e que nasceu para ele.
Melhor Atriz
Já as atrizes não me levam ao cinema (esclarecendo: geralmente escolho os filmes pelo diretor mesmo). Mas Elizabeth Taylor, se tivesse sido minha "contemporânea", ou se não tivesse morrido e ainda aceitasse papéis, me levaria. Aliás, como eu gostaria de ver "Quem Tem Medo de Virginia Woolf" na tela grande. Sua Martha, que numa noite surge bêbada, sedutora, louca, sã, irônica, medrosa, violenta, carente, sexy, é genial. Há outros filmes maravilhosos - os melhores, com Richard Burton, claro - mas neste, fica permitido falar em perfeição.
Já as atrizes não me levam ao cinema (esclarecendo: geralmente escolho os filmes pelo diretor mesmo). Mas Elizabeth Taylor, se tivesse sido minha "contemporânea", ou se não tivesse morrido e ainda aceitasse papéis, me levaria. Aliás, como eu gostaria de ver "Quem Tem Medo de Virginia Woolf" na tela grande. Sua Martha, que numa noite surge bêbada, sedutora, louca, sã, irônica, medrosa, violenta, carente, sexy, é genial. Há outros filmes maravilhosos - os melhores, com Richard Burton, claro - mas neste, fica permitido falar em perfeição.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Dia 4: Melhor Diretor
Parada dura essa. É quase imoral ignorar Fellini. Woody Allen é meu pastor e nada me faltará. Clint Eastwood também é obrigatório. Mas já rendi homenagens demais a eles, aqui e no blog véio. Além disso, o tópico é "melhor diretor" e não "diretor favorito", então escolho um que se faz compreender por multidões, que leva a arte a todos os gêneros, com exceção de faroeste, se não me engano. Também faço questão de apontá-lo porque sempre ficou meio em segundo plano em relação aos seus contemporâneos - tanto que o Oscar demorou demais.
Martin Scorsese
"Own, coraçãozinho pra você também, Tina"
Alice Não Mora Mais Aqui (1974)
Taxi Driver (1976)
New York, New York (1977)
Touro Indomável (1980)
O Rei da Comédia (1983)
Depois de Horas (1985)
A Cor do Dinheiro (1986)
A Última Tentação de Cristo (1988)
Os Bons Companheiros (1990)
Cabo do Medo (1991)
A Época da Inocência (1993)
Cassino (1995)
Vivendo no Limite (1999)
Gangues de Nova York (2002)
O Aviador (2004)
Os Infiltrados (2006)
A Ilha do Medo (2010)
Convenhamos, é um tremendo currículo. O cara lançou gente como Robert De Niro e Jodie Foster. Desafiou a igreja e desmitificou a Máfia. Pior: levou Joe Pesci pra Máfia. Deu umas escorregadas nos projetos mais ambiciosos (principalmente, na minha modesta opinião, na chata fase com o chato Daniel Day Lewis). E foi na adaptação de um filme chinês que conseguiu o reconhecimento da Academia. Gosto também de Scorsese ser um tipo divertido - nervosinho, neurótico, cheio de histórias; dizem que o personagem de Dustin Hoffman em Dick Tracy, Mumbles, é uma imitação dele. E tem outro detalhe: Scorcese é rock'n'roll. Seus filmes são inesquecíveis por vários detalhes, às vezes até pelos defeitos, mas em especial pelas trilhas sonoras. Scorsese não tem o rigor moral de um Clint, a genialidade poética de Fellini, a "realeza" de Coppola nem a linearidade coerente de Woody Allen. Mas tem um pouco de tudo. Sinto-me feliz quando lança um novo filme. É isso.
De prêmio por lerem até aqui, uma pérola de um de meus filmes preferidos.
*Essa lista é dos filmes que eu assisti, não de toda obra - há alguns outros, poucos ;)
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