Esse era o pôster que eu tinha no meu quarto, ao lado do pôster do Michael Jackson
Vocês já sabem. Sócrates era meu ídolo desde criança, desde que surgiu, porque ser corinthiano é uma coisa que se pega por osmose. Não se é corinthiano porque em determinado momento era o time da moda, o mais ganhador, o campeão de tal e tal título. Meu pai era corinthiano roxo e eu herdei dele o amor pelo time que ora dava tantas alegrias, ora tantas tristezas. Somos "o primeiro bando de loucos de uma história repleta de paroxismos". Mas aí ele chegou e transformou o folclórico em subversivo, em desafio, em modernidade. Ser corinthiano, com todas as agruras, tornou-se um orgulho. E sempre vai ser. Nossa história é bonita. Valeu, Dr. Sócrates.
Democracia Corinthiana, o ponto alto do futebol brasileiro
"Corríamos como crianças. Tínhamos prazer em jogar, nos divertíamos e divertíamos nosso fiel público. Era um tesão. Tesão de viver e atuar com liberdade, porém com maior responsabilidade em relação ao nosso trabalho. Os resultados todos conhecem, mas o mais importante de tudo gerado por lá foi a maturidade adquirida por todos os companheiros. Muito diferente dos dias de hoje ou da própria história dos jogadores brasileiros." (Sócrates)
PS: Não posso deixar de lembrar que tanto meu pai quanto Sócrates morreram muito mais cedo do que deviam e mereciam, enfraquecidos por uma doença em comum, o alcoolismo.




