quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Você sai do Brasil mas o Brasil não sai de você

- Tia, tô ajudando minha mãe, é um pano de prato por R$ 4, três por R$ 10.
Baixo a voz da Carla Bruni, baixo mais a janela, pego a bolsa.
- Tenho R$ 6, me dá um pano de prato e fica com R$ 2 pra você comer um salgadinho.
- Não posso, tia, tem um polícia aqui no estacionamento que se me vê pedindo dinheiro sem vender, briga.
- Imagina, ninguém tá vendo, fica com R$ 2 pra você, tô te dando porque você é bonitinho.
- Olha, tia, te dou dois panos de prato.
- Mas eu só quero um, e que você fique com os R$ 2.
- Não, tia, pega os dois, você é legal.
- Então fica com meu guaraná, só tomei um golinho.
- Ah, tia, que bom, eu tava mesmo morrendo de sede.
- Então tchau.
- Tchau.
- Cuidado com os carros.
- Tá.


Daí eu choro copiosamente no sinal.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas festas


Adoro ter motivo pra festa. E é o que temos para hoje. Mr Lopes está sozinho na França, pondo um projeto pessoal antigo em prática e eu fico feliz demais por ele. Nina está maravilhosa, passou pro 2º ano e, às vezes, quando saltita por aí, se vira e me diz "nossa, como eu tenho sorte". Eu deixei o emprego que não queria mais; me arrisquei em frilas, confesso que estou me ferrando - com exceção de um ou outro contratante que respeita detalhes como pagamento. Alguns projetos foram por água abaixo e outros, procrastino. Mas que ano, senhoras e senhores, que ano. Viajei por mares nunca dantes imaginados e, consequentemente, reaprendi a me surpreender e a me emocionar. Mantive e renovei as amizades, a família passou bem, com saúde, obrigada. Engordei, sim, de novo, mas já consigo correr 5 km e ampliei a meta para 10 km em 2012. Sempre procuro por um motivo pra festa e por isso hoje fui ao mercado feliz, exagerei nos frisantes e nas frutas, adorei a muvuca, o povo se apertando nas filas de comida boa, gastando com alegria; eu também sou da farofa e vou caprichar na mesa posta, fazer um arranjo, me desarmar, comemorar. Que seja assim com vocês, também.

Se chorei ou se sorri, o importante...

;)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Como era gostoso meu francês

Quelqu'un é minha palavra preferida até agora. Também adoro Dimanche e Aujourd'hui.

Difícil é escrever, caramba. Acentuar, então... só daqui a uns 3 quadrimestres, sendo bem otimista.

Nota final: 89,9. Comendo cachorros e gatos, hein.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Coisas que só acontecem comigo

Ando meio longe porque estou sozinha com dona Nina em plenas férias, tenho frila pra acabar até o Natal (ahan senta lá Cristina) e tive provas de francês. Aí ocorre aquele momento Tina Lopes típico.

A professora da prova oral, a qual não conheço e portanto não estou acostumada a seu jeitinho de falar francês, me perguntou quais são meus alimentos preferidos - ALIMENTS PRÉFÉRÉS - e eu entendi quais eram meus animais preferidos - ANIMAUX PRÉFÉRÉS.

Aí respondi bem animadinha "J'aime les chiens et les chats..." ADORO CÃES E GATOS.

Le TÓIN do ano. Mas depois que a coisa ficou esclarecida até rimos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dia 31: Minha Vida em 3 Sequências

Esse item é difícil demais. Pensei, pensei, pensei e não consigo encontrar três sequências que representem meu passado, presente e futuro. Só sei que preciso finalizar corrigindo uma falha e citar um dos meus cineastas top 3. É isso. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dia 30 - Nunca mais (filme mais traumático)




Não tenho condição de escrever sobre O Quarto do Filho. Assisti há muito tempo, durante um período de luto, e se não fosse por isso certamente teria refletido mais sobre vida e morte do que basicamente sofrer, numa catarse, como o fiz. A história é de uma família que perde um membro, o filho. Como continuar a vida? Como conviver com todos os "se"? É um processo doloroso num filme que não nos poupa, emocionalmente - a tragédia ocorrida não se vê, só os desdobramentos com os familiares e amigos. É lindo, uma obra de arte. Mas não quero nunca mais rever. Me fez sofrer demais.


Uma descoberta para acabar com minha fama de má: esse filme me fez chorar (mas eu tinha esquecido). 


Dia 29 - Saída pela Esquerda (melhor sequência de perseguição)


"The Dead Pool" - CAR CHASE (Oldsmobile 98 /... por New-Vision

É, eu sei, eu sei, "Clint Eastwood de novo, Cristina, mas você devia ter feito um meme só pra ele".
Mas gente, é Dirty Harry sendo perseguido por um carrinho-bomba de brinquedo. Ops, desculpem-me os modelistas ou sei lá como chama quem vai nos parques com esses carrinhos infernais atrapalhar o passeio dos cachorros e o canto dos passarinhos. Enfim. Sequência de perseguição tem de monte, mas essa é minha preferida porque eu gosto mesmo é de rir.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dia 28: Quente e Úmido (melhor sequência de sexo)



Aqui, na telinha, papai-e-mamãe, pode parecer uma ceninha besta, mas na telona, quando você tem 18 anos e sai com a "turma" pra ver um filme cabeça francês, impressiona bastante. Os primeiros minutos de Betty Blue formam a primeira cena de sexo que vi no cinema. Não é um grande filme, apesar do sucesso, à época (1989, já que todo mundo sabe minha idade). Mas tem um dos melhores atores franceses, Jean-Hughes Anglade, e a linda Beatrice Dale. Quem não tinha fita-cassete com a trilha sonora, principalmente a da cena dos pianos, tava por fora. Eu tinha, e olha que odeio essa musiquinha de parque assombrado do começo. Todo mundo só queria morar à beira-mar, trepar e falar francês. Clica direto no 1'30". ;)



domingo, 4 de dezembro de 2011

Obrigada, Doutor.

Esse era o pôster que eu tinha no meu quarto, ao lado do pôster do Michael Jackson

Vocês já sabem. Sócrates era meu ídolo desde criança, desde que surgiu, porque ser corinthiano é uma coisa que se pega por osmose. Não se é corinthiano porque em determinado momento era o time da moda, o mais ganhador, o campeão de tal e tal título. Meu pai era corinthiano roxo e eu herdei dele o amor pelo time que ora dava tantas alegrias, ora tantas tristezas. Somos "o primeiro bando de loucos de uma história repleta de paroxismos". Mas aí ele chegou e transformou o folclórico em subversivo, em desafio, em modernidade. Ser corinthiano, com todas as agruras, tornou-se um orgulho. E sempre vai ser. Nossa história é bonita. Valeu, Dr. Sócrates.


Democracia Corinthiana, o ponto alto do futebol brasileiro


"Corríamos como crianças. Tínhamos prazer em jogar, nos divertíamos e divertíamos nosso fiel público. Era um tesão. Tesão de viver e atuar com liberdade, porém com maior responsabilidade em relação ao nosso trabalho. Os resultados todos conhecem, mas o mais importante de tudo gerado por lá foi a maturidade adquirida por todos os companheiros. Muito diferente dos dias de hoje ou da própria história dos jogadores brasileiros." (Sócrates)

  
PS: Não posso deixar de lembrar que tanto meu pai quanto Sócrates morreram muito mais cedo do que deviam e mereciam, enfraquecidos por uma doença em comum, o alcoolismo.