terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Reticências

Um desejo...
.... uma máquina de lavar louça.

Uma graça...
... Nina decidindo que fará uma coleção de vestidos com estampas de universo, com estrelas e buracos-negros


Uma distração...
... maratona de Harry Potter (um por dia) enquanto as férias não acabam.

Uma obssessão...
... Dieta Dukan, menos 5 kg em 2 semanas.

Uma necessidade...
... economia.

Uma obviedade...
... o tempo está passando rápido demais.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Agora, um cineminha

Nem só de ponte aérea Fim do Mundo --> Zoropa vive este blog. Aliás, acho que tá bem mais auto-explicativo o meu Flickr que qualquer post que eu faça (mas azar, vou escrever mais, sim) sobre viagens. Enfim. Outro dia fui ao cinema, yey! Fui ver J. Edgar, pelo qual eu estava do-en-te porque o combo Clint + Leo Di Caprio + personalidade política polêmica não podia dar errado. 

 *suspiros duplos carpados*

SPOILERS! FUJA
Saí do cinema pensando "ah, Leonardo, você é demais e o filme até que é legal". 

Dia seguinte: "Leozinho tava ótimo, mas o Clint poupou demais uma figura, digamos, controversa".

Dois dias depois... "porra, Clint".

Ninguém pediu, mas a minha opinião (agora firme, juro) é de que esse filme deveria ter sido feito por um diretor que não passou pelo medo do comunismo. Aí penso no sensacional "Cartas de Iwo Jima" e estranho muito meu diretor Top 5. Ele se prendeu ao - emocionante, sem dúvida - relacionamento gay, de J. Edgar Hoover. Ok, legal, é óbvio que a vida pessoal conta muito para o que se faz profissionalmente, politicamente - vícios privados, virtudes públicas e vice-versa (não estou sendo homofóbica, pelamor, é só uma citação famosinha) - mas imagine que uma biografia do ACM só tratasse da relação dele com a mãe. Interessante, mas vamos aos fatos políticos, históricos, que fazem dele um personagem digno de virar filme. E cadê, no filme do Clint? A gente vê o cara entrando com pastinha (bem ACM, aliás) nos gabinetes de presidentes, mas não tem a chantagem clara, a manipulação, o prazer pelo poder, a maldade, jogadas na tua cara.
Clint Eastwood foi respeitoso com J. Edgar. Veja que mesmo a homossexualidade é pudicamente encoberta pela ridícula insinuação de que ele e seu companheiro foram apaixonados, mas não teriam nunca trepado - eles brigam, se beijam e J. Edgar, ofendido, diz "nunca mais faça isso". E acaba ali a tensão sexual da história. O final consegue ser patético, sacando um discurso sobre amor totalmente deslocado.

Eu escalaria Spike Lee pra dirigir este filme.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ainda lá, onde mora o capeta: detalhes

Uma coisa que me ensinaram na primeira viagem à Europa: o lixo de banheiro vai pra privada. O cesto de lixo é pra absorventes, tubos de pasta de dentes, cotonetes, plásticos etc. O que você usa vai embora com a descarga. Não é libertador, isso? Eu adoro. Ok, eu sei que a maioria das pessoas que moram em prédios modernos tem encanamento com descarga forte o suficiente pra jogar sua sujeira no ralo. Mas eu moro em casa, a gente mal tem pressão pra um bom banho. Se jogar papel higiênico na privada, ela entope. Então o primeiro susto de terceiro mundo que a gente tem ao voltar ao Brasil é entrar num dos (imundos) banheiros de aeroportos (no meu caso, Galeão, sempre) e topar com aqueles cestos gigantes de lixo de bunda transbordando, quase encostando em você. É, que nojo, eu sei. Prova de que na maior parte do nosso país a cultura é de ter lixo de banheiro, mesmo.

Isso me remete, rapidamente, à discussão da sacolinha plástica que foi proibida em mercados de São Paulo. Nos países que visitei, elas são cobradas - bem baratinho - e o cliente tem que pedir. Mas como vamos fazer com o lixo do banheiro? Tem que comprar saco de lixo pequeno pro banheiro. Porque nossas privadas entopem. Afe.

Aí tem o outro lado: como tem pouco banheiro público em locais de alta circulação, na Europa! Claro, existem banheiros públicos, nas principais ruas - não os usei mas são baratinhos também, e dizem que muito limpos. Mas vc está num super museu ou num shopping gigantesco e precisa enfrentar fila pra fazer um xixizinho porque só tem um banheiro com 8 portinhas. Fila de 15 minutos, eu peguei. Quase fiz xixi nas calças. Metrô, nem se fala. Por isso acabei tomando menos líquidos do que deveria. Água, quero dizer.



Vá ao banheiro antes de enfrentar o Louvre!

Enquanto isso...

Estou organizando um álbum de museus no Flickr, chega lá.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Tá difícil

Duas mil e duzentas e sete fotos. Malditas câmeras digitais. Mas são fotos feitas por quatro pessoas, então relevem, não sou tão louca - fiz só umas quinhentas. Estou organizando e já volto, ainda hoje.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Pra começar

Voltei de quase vinte dias de viagem e sim, farei daqueles posts gigantes e cheios de obviedades, então vem comigo pra gente rir juntos. Mas pra começar, devo narrar um pouco da viagem de ida, Curitiba-Rio, a bordo de avião da famosa empresa aérea brasileira a qual chamaremos aqui de TUM (olha a responsabilidade jurídica). Eu estava indo ao encontro do Mr. Lopes, que já estava há um mês em Paris, fazendo seu curso de línguas, entre outras obrigações (controle de qualidade de vinhos nacionais, por exemplo), com mais dois amigos. Atrás de mim, executivo conversa com sua sócia sobre outro sócio, avaliando todas as ações da empresa e dos funcionários como "show de bola".

Amigo 1 - Esse avião tá fedendo.
Amigo 2 - Fedendo queimado.
Eu - Será o lanche?

[ Segue a viagem, o cheiro de queimado piora, mas o comandante anuncia o início da descida. De repente, as luzes do avião se apagam, completamente: até as das asas. Aeromoças, desesperadas, correm até a frente, mexem no painel, que passa a ser a única luz na escuridão da noite. Feito isso, elas se prendem aos cintos de segurança, sem falar nada. Climão pesado no avião, passageiros mal respiram. "Show de bola" cala a boca.] 

Amigo 1 - Gente, e agora, esse avião vai ficar assim?
Amigo 2 - Acho que a gente vai cair.
Eu - Calma, o avião nem tá caindo, tá planando, o comandante ainda deve ter controle.

[ Passam-se cerca de 20 minutos e nada de alguém falar alguma coisa. O cheiro de queimado diminui um pouco mas as luzes continuam apagadas ] 

Amigo 1 - Esse cheiro tá insuportável.
Amigo 2 - Isso não vai fazer bem pra quem tem rinite.
Eu - Bem, se o avião cair, não vai fazer bem pra quem não tem rinite também.

[ Crise histérica de riso. Os amigos rezam, por dentro. Eu só consigo pensar "tadinha da Nina, ficar órfã, que droga" ] 

Amigo 1 - Bem, pelo menos nossa morte vai ser notícia. Vão mostrar nossas fotos nos jornais, amanhã.
Eu - Vão dar a notícia no twitter logo em seguida, isso sim.

[ Quarenta minutos depois de terem apagado, aproximadamente (não dava pra ver o relógio) as luzes - só as  de emergência - acendem. As aeromoças não se mexem. Ninguém fala nada, só cochicha. ]

Amigo 2 - Vocês repararam que só as luzes de emergência acenderam? 
Amigo 1 - Ai, eu devia ter lido aquele manual de pouso de emergência.

[O avião começa a descer. Faz um pouso meio torto. Pára. ] 

Amigo 1 (olhando pela janela) - Pô, não tem nem ambulância esperando o pouso.

[Portas se abrem, entram correndo na cabine do piloto dois funcionários da TUM, daqueles das áreas técnicas, de maletas e equipamentos à mão. Aeromoças somem, não se despedem dos passageiros, que saem em silêncio e rapidamente. Outros funcionários aguardam do lado de fora do avião. Silêncio. Alívio de sair. ] 


Chegamos sãos e salvos, confiando que depois dessa, a travessia do Atlântico seria tranquila. E foi.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Viajandinho

Vou ali e volto logo.

Au revoir! à bientôt!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Grande Post de Resoluções de Ano Novo

Não resisto a uma folhinha nova, então vamos lá. 


Em 2012 vou estudar e aprender Francês. 
Não vou trabalhar pra quem não paga.
Economizarei cada tostão possível. Para isso vou cozinhar, vou ser motorista, babá (tudo que já faço), fazer meus próprios jantares especiai (opa).
Ficarei mais magra (10 quilos via dieta Dukan a partir de 20/01), mais ruiva (eu mesma tinjo), aceitarei melhor minha idade. Mas me dedicarei mais aos cuidados com a pele.
Vou fugir de polêmicas, mas vou parar de engolir sapos.
Farei trabalho voluntário, do meu jeito, prestando os serviços que sei e consigo fazer.
Aproveitarei cada minuto com quem eu amo, mesmo quando estivermos em silêncio. Telefonarei mais vezes para as pessoas com quem me preocupo ou me importo. 
Ouvirei um pouco mais.
Vou escrever minhas coisinhas. Vou me desconectar um pouco. Não muito.
Vou assistir mais futebol. Procurar mais cantores novos pra ouvir; vou aprender a baixar séries.
Andar mais a pé. Passar momentos sozinha, sem objetivo nenhum.
Vou conseguir correr 10 quilômetros - mas não vou participar de corridas.
E vou estar por aqui.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Você sai do Brasil mas o Brasil não sai de você

- Tia, tô ajudando minha mãe, é um pano de prato por R$ 4, três por R$ 10.
Baixo a voz da Carla Bruni, baixo mais a janela, pego a bolsa.
- Tenho R$ 6, me dá um pano de prato e fica com R$ 2 pra você comer um salgadinho.
- Não posso, tia, tem um polícia aqui no estacionamento que se me vê pedindo dinheiro sem vender, briga.
- Imagina, ninguém tá vendo, fica com R$ 2 pra você, tô te dando porque você é bonitinho.
- Olha, tia, te dou dois panos de prato.
- Mas eu só quero um, e que você fique com os R$ 2.
- Não, tia, pega os dois, você é legal.
- Então fica com meu guaraná, só tomei um golinho.
- Ah, tia, que bom, eu tava mesmo morrendo de sede.
- Então tchau.
- Tchau.
- Cuidado com os carros.
- Tá.


Daí eu choro copiosamente no sinal.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011