quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Zebra
Acreditem que o armário não é bege como parece - a luz do banheiro não favorece foto, de jeito nenhum. E agora chega de faça-você-mesmo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Antes e depois
Tempo (uma hora e meia, por aí), vontade de fazer arte, R$ 10,90 o rolo de 2m x 0,90m de papel contact na Kalunga, um estilete, uma régua, um marido pras tarefas pesadas tipo tirar os puxadores quase cimentados nas gavetas e voilá, uma ex-cômoda de bebê, que estava sendo usada para guardar toalhas e coisas de passar roupas, passa a ser uma cômoda mais bonitinha e sem bagunça (ainda com toalhas). Inspirei-me num post antigo da Denise (engraçado que as duas temos a mesma estante de livros).
Antes: sem uma gaveta, mas com uma gata enxerida.
Depois: colorida e modernosa, ninguém vai bagunçar mais.
As fotos estão ruins mas dá pra ter uma ideia, não? Usei só um rolo de papel contact pra fazer tudo isso que você está vendo, mais metade de outro pras laterais. Amanhã vou tentar fazer meu armário de banheiro ganhar uma estampa de zebra (suspense).
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
#Brioches
Essa é a tag criada pela Lady Rasta que virou comunidade no FB e que usamos muito no twitter quando queremos falar de futilidades em geral. Hoje compartilho o seguinte briochinho: vou a um casamento e, pra não repetir o vexame do ano passado - você não sabe? tinha uma menina de 17 anos com o mesmo vestido que eu na festa - e apesar da necessidade de economia, comprei um tecido pra mandar fazer uma roupa - tem uma costureira supimpa por aqui, por que não aproveitar e fazer algo exclusivo, né?
Minhas referências iniciais estão lá no meu Pinterest. CALMA! Não é nada disso que você está pensando, não se trata de uma rede social para interessados em... deixa pra lá. Você cria uma conta, assuntos preferidos - moda, arte, sei lá, muffins - e vai colocando imagens e referências legais nesse site, como um mural. É isso. O meu é esse aqui, clica! Ainda tá pobrinho. Lá tem duas imagens, por enquanto, dos modelos nos quais estou me inspirando. O tecido é esse aqui:
Alguma sugestão? Vou à costureira no sábado. Este?
Ou este?
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Reticências
Um desejo...
.... uma máquina de lavar louça.
Uma graça...
... Nina decidindo que fará uma coleção de vestidos com estampas de universo, com estrelas e buracos-negros
Uma distração...
... maratona de Harry Potter (um por dia) enquanto as férias não acabam.
Uma obssessão...
... Dieta Dukan, menos 5 kg em 2 semanas.
Uma necessidade...
... economia.
Uma obviedade...
... o tempo está passando rápido demais.
.... uma máquina de lavar louça.
Uma graça...
... Nina decidindo que fará uma coleção de vestidos com estampas de universo, com estrelas e buracos-negros
Uma distração...
... maratona de Harry Potter (um por dia) enquanto as férias não acabam.
Uma obssessão...
... Dieta Dukan, menos 5 kg em 2 semanas.
Uma necessidade...
... economia.
Uma obviedade...
... o tempo está passando rápido demais.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Agora, um cineminha
Nem só de ponte aérea Fim do Mundo --> Zoropa vive este blog. Aliás, acho que tá bem mais auto-explicativo o meu Flickr que qualquer post que eu faça (mas azar, vou escrever mais, sim) sobre viagens. Enfim. Outro dia fui ao cinema, yey! Fui ver J. Edgar, pelo qual eu estava do-en-te porque o combo Clint + Leo Di Caprio + personalidade política polêmica não podia dar errado.
*suspiros duplos carpados*
SPOILERS! FUJA
Saí do cinema pensando "ah, Leonardo, você é demais e o filme até que é legal".
Dia seguinte: "Leozinho tava ótimo, mas o Clint poupou demais uma figura, digamos, controversa".
Dois dias depois... "porra, Clint".
Ninguém pediu, mas a minha opinião (agora firme, juro) é de que esse filme deveria ter sido feito por um diretor que não passou pelo medo do comunismo. Aí penso no sensacional "Cartas de Iwo Jima" e estranho muito meu diretor Top 5. Ele se prendeu ao - emocionante, sem dúvida - relacionamento gay, de J. Edgar Hoover. Ok, legal, é óbvio que a vida pessoal conta muito para o que se faz profissionalmente, politicamente - vícios privados, virtudes públicas e vice-versa (não estou sendo homofóbica, pelamor, é só uma citação famosinha) - mas imagine que uma biografia do ACM só tratasse da relação dele com a mãe. Interessante, mas vamos aos fatos políticos, históricos, que fazem dele um personagem digno de virar filme. E cadê, no filme do Clint? A gente vê o cara entrando com pastinha (bem ACM, aliás) nos gabinetes de presidentes, mas não tem a chantagem clara, a manipulação, o prazer pelo poder, a maldade, jogadas na tua cara.
Clint Eastwood foi respeitoso com J. Edgar. Veja que mesmo a homossexualidade é pudicamente encoberta pela ridícula insinuação de que ele e seu companheiro foram apaixonados, mas não teriam nunca trepado - eles brigam, se beijam e J. Edgar, ofendido, diz "nunca mais faça isso". E acaba ali a tensão sexual da história. O final consegue ser patético, sacando um discurso sobre amor totalmente deslocado.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Ainda lá, onde mora o capeta: detalhes
Uma coisa que me ensinaram na primeira viagem à Europa: o lixo de banheiro vai pra privada. O cesto de lixo é pra absorventes, tubos de pasta de dentes, cotonetes, plásticos etc. O que você usa vai embora com a descarga. Não é libertador, isso? Eu adoro. Ok, eu sei que a maioria das pessoas que moram em prédios modernos tem encanamento com descarga forte o suficiente pra jogar sua sujeira no ralo. Mas eu moro em casa, a gente mal tem pressão pra um bom banho. Se jogar papel higiênico na privada, ela entope. Então o primeiro susto de terceiro mundo que a gente tem ao voltar ao Brasil é entrar num dos (imundos) banheiros de aeroportos (no meu caso, Galeão, sempre) e topar com aqueles cestos gigantes de lixo de bunda transbordando, quase encostando em você. É, que nojo, eu sei. Prova de que na maior parte do nosso país a cultura é de ter lixo de banheiro, mesmo.
Isso me remete, rapidamente, à discussão da sacolinha plástica que foi proibida em mercados de São Paulo. Nos países que visitei, elas são cobradas - bem baratinho - e o cliente tem que pedir. Mas como vamos fazer com o lixo do banheiro? Tem que comprar saco de lixo pequeno pro banheiro. Porque nossas privadas entopem. Afe.
Aí tem o outro lado: como tem pouco banheiro público em locais de alta circulação, na Europa! Claro, existem banheiros públicos, nas principais ruas - não os usei mas são baratinhos também, e dizem que muito limpos. Mas vc está num super museu ou num shopping gigantesco e precisa enfrentar fila pra fazer um xixizinho porque só tem um banheiro com 8 portinhas. Fila de 15 minutos, eu peguei. Quase fiz xixi nas calças. Metrô, nem se fala. Por isso acabei tomando menos líquidos do que deveria. Água, quero dizer.
Vá ao banheiro antes de enfrentar o Louvre!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Tá difícil
Duas mil e duzentas e sete fotos. Malditas câmeras digitais. Mas são fotos feitas por quatro pessoas, então relevem, não sou tão louca - fiz só umas quinhentas. Estou organizando e já volto, ainda hoje.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Pra começar
Voltei de quase vinte dias de viagem e sim, farei daqueles posts gigantes e cheios de obviedades, então vem comigo pra gente rir juntos. Mas pra começar, devo narrar um pouco da viagem de ida, Curitiba-Rio, a bordo de avião da famosa empresa aérea brasileira a qual chamaremos aqui de TUM (olha a responsabilidade jurídica). Eu estava indo ao encontro do Mr. Lopes, que já estava há um mês em Paris, fazendo seu curso de línguas, entre outras obrigações (controle de qualidade de vinhos nacionais, por exemplo), com mais dois amigos. Atrás de mim, executivo conversa com sua sócia sobre outro sócio, avaliando todas as ações da empresa e dos funcionários como "show de bola".
Amigo 1 - Esse avião tá fedendo.
Amigo 2 - Fedendo queimado.
Eu - Será o lanche?
[ Segue a viagem, o cheiro de queimado piora, mas o comandante anuncia o início da descida. De repente, as luzes do avião se apagam, completamente: até as das asas. Aeromoças, desesperadas, correm até a frente, mexem no painel, que passa a ser a única luz na escuridão da noite. Feito isso, elas se prendem aos cintos de segurança, sem falar nada. Climão pesado no avião, passageiros mal respiram. "Show de bola" cala a boca.]
Amigo 1 - Gente, e agora, esse avião vai ficar assim?
Amigo 2 - Acho que a gente vai cair.
Eu - Calma, o avião nem tá caindo, tá planando, o comandante ainda deve ter controle.
[ Passam-se cerca de 20 minutos e nada de alguém falar alguma coisa. O cheiro de queimado diminui um pouco mas as luzes continuam apagadas ]
Amigo 1 - Esse cheiro tá insuportável.
Amigo 2 - Isso não vai fazer bem pra quem tem rinite.
Eu - Bem, se o avião cair, não vai fazer bem pra quem não tem rinite também.
[ Crise histérica de riso. Os amigos rezam, por dentro. Eu só consigo pensar "tadinha da Nina, ficar órfã, que droga" ]
Amigo 1 - Bem, pelo menos nossa morte vai ser notícia. Vão mostrar nossas fotos nos jornais, amanhã.
Eu - Vão dar a notícia no twitter logo em seguida, isso sim.
[ Quarenta minutos depois de terem apagado, aproximadamente (não dava pra ver o relógio) as luzes - só as de emergência - acendem. As aeromoças não se mexem. Ninguém fala nada, só cochicha. ]
Amigo 2 - Vocês repararam que só as luzes de emergência acenderam?
Amigo 1 - Ai, eu devia ter lido aquele manual de pouso de emergência.
[O avião começa a descer. Faz um pouso meio torto. Pára. ]
Amigo 1 (olhando pela janela) - Pô, não tem nem ambulância esperando o pouso.
[Portas se abrem, entram correndo na cabine do piloto dois funcionários da TUM, daqueles das áreas técnicas, de maletas e equipamentos à mão. Aeromoças somem, não se despedem dos passageiros, que saem em silêncio e rapidamente. Outros funcionários aguardam do lado de fora do avião. Silêncio. Alívio de sair. ]
Chegamos sãos e salvos, confiando que depois dessa, a travessia do Atlântico seria tranquila. E foi.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
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