sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tina peregrina

Outro dia estava organizando minhas fotos e me dei conta do tanto de igrejas e lugares "santos" e de peregrinação mundial - para a Igreja Católica - frequentei num período de pouco mais de um ano. Surpreendente, mesmo porque até um pouco antes de começar eu achava que nunca iria passar das fronteiras do Paraguai. Já percebo até um levantar de sobrancelhas quando conto das viagens - "ué, não é ateia, por que gosta tanto de santo?"... Sim, chega a ser injusto com meus parentes e amigos católicos fervorosos.

O fato é que, mesmo com minha mundanice juramentada, dois mil anos de domínio das mentes e artes ocidentais não podem ser ignorados. Depois de não fritar como um vampiro ao sol na primeira igreja em que entrei, fiquei mais à vontade para admirar as obras de arte, a história, os túmulos - volta e meia a gente pisa neles, sem cerimônia, e sem querer também - e até consegue se colocar no lugar das pessoas que viam entrar, por aqueles vitrais fantásticos, as luzes coloridas que podiam ser interpretadas como o Divino, o Mistério ou, principalmente, o Motivo para Se Ter Medo. Como olhar para as estrelas e não entender nada, quando se é criança (na verdade, a gente cresce e acha que entende, mas aí é outro papo). 



A primeira ainda é minha favorita. Notre Dame. Quantas vezes (e espero que sejam muitas, incontáveis) voltar a Paris, sempre vou dar uma passeadinha e, quando tiver uma grana sobrando, subo de novo (a entrada é gratuita, mas a subida íngreme e claustrofóbica custa cerca de 12 euros) pra conferir a vista fantástica, os gárgulas e os sinos do Corcunda de Notre Dame, bem de pertinho. A primeira vez que entrei lá, minha referência pro interior era do filme Rainha Margot, na cena do casamento - além do desenho da Disney e dos livros de história, claro. Mas nada, nada te prepara para o cenário real. 


Sabia que foi Victor Hugo quem salvou Notre Dame de virar um mero barracão? E que Napoleão foi coroado ali? Que à sua frente está o marco zero de Paris - bem onde os últimos cavaleiros templários foram queimados na fogueira "santa"? Que há tanta beleza, tantas esculturas, rosáceas, vitrais, fazendo com que mesmo que não fossem mil anos de história, um não-crente ainda assim se interessaria em passar bons dias inteiros vagueando debaixo de seus arcos góticos? Que ali ainda são rezadas missas? Eu mesma acompanhei parte de uma, com dois padres negros (sim, eu, brasileira, achei diferente) e um coral maravilhoso - só não ponho o filminho aqui porque seria carolice demais, vocês iam começar a me estranhar. Ao lado dela, com vista para o Senna, há uma praça deliciosa para se lanchar.

Não sei se a prefiro à noite ou de dia.



A próxima ---> Saint Chapelle.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

DR

Outro dia li uma dica do meu amigo Alessandro Martins para quem tem blog: saber o que o leitor deseja ler. Vocês, meia dúzia que passam por aqui, podem me dizer (não precisam, obviamente, elogiar - mas podem xingar que eu aguento) o que preferem ler no Pergunte ao Pixel? Porque eu ando meio perdida no conteúdo. O blog véio era tipo um diarinho. Aí mudei pra cá e passei a fazer um samba do afrodescente psiquiatricamente prejudicado. Moda, filmes, Ninices, reclamações, chororô etc. Mas nunca perguntei: "e aí, sobre o que vamos bater papo hoje?"

Então?


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Zebra


Acreditem que o armário não é bege como parece - a luz do banheiro não favorece foto, de jeito nenhum. E agora chega de faça-você-mesmo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Antes e depois

Tempo (uma hora e meia, por aí), vontade de fazer arte, R$ 10,90 o rolo de 2m x 0,90m de papel contact na Kalunga, um estilete, uma régua, um marido pras tarefas pesadas tipo tirar os puxadores quase cimentados nas gavetas e voilá, uma ex-cômoda de bebê, que estava sendo usada para guardar toalhas e coisas de passar roupas, passa a ser uma cômoda mais bonitinha e sem bagunça (ainda com toalhas). Inspirei-me num post antigo da Denise (engraçado que as duas temos a mesma estante de livros).

Antes: sem uma gaveta, mas com uma gata enxerida.


Depois: colorida e modernosa, ninguém vai bagunçar mais.


As fotos estão ruins mas dá pra ter uma ideia, não? Usei só um rolo de papel contact pra fazer tudo isso que você está vendo, mais metade de outro pras laterais. Amanhã vou tentar fazer meu armário de banheiro ganhar uma estampa de zebra (suspense).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

#Brioches

Essa é a tag criada pela Lady Rasta que virou comunidade no FB e que usamos muito no twitter quando queremos falar de futilidades em geral. Hoje compartilho o seguinte briochinho: vou a um casamento e, pra não repetir o vexame do ano passado - você não sabe? tinha uma menina de 17 anos com o mesmo vestido que eu na festa - e apesar da necessidade de economia, comprei um tecido pra mandar fazer uma roupa - tem uma costureira supimpa por aqui, por que não aproveitar e fazer algo exclusivo, né?

Minhas referências iniciais estão lá no meu Pinterest. CALMA! Não é nada disso que você está pensando, não se trata de uma rede social para interessados em... deixa pra lá. Você cria uma conta, assuntos preferidos - moda, arte, sei lá, muffins - e vai colocando imagens e referências legais nesse site, como um mural. É isso. O meu é esse aqui, clica! Ainda tá pobrinho. Lá tem duas imagens, por enquanto, dos modelos nos quais estou me inspirando. O tecido é esse aqui:

Um crepe chanel que, depois me dei conta, vem a ser praticamente a cor da parede da minha sala. Sou fã da cor, hein, um cinza-esverdeado ou verde-acinzentado.

Alguma sugestão? Vou à costureira no sábado. Este?



Ou este?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Reticências

Um desejo...
.... uma máquina de lavar louça.

Uma graça...
... Nina decidindo que fará uma coleção de vestidos com estampas de universo, com estrelas e buracos-negros


Uma distração...
... maratona de Harry Potter (um por dia) enquanto as férias não acabam.

Uma obssessão...
... Dieta Dukan, menos 5 kg em 2 semanas.

Uma necessidade...
... economia.

Uma obviedade...
... o tempo está passando rápido demais.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Agora, um cineminha

Nem só de ponte aérea Fim do Mundo --> Zoropa vive este blog. Aliás, acho que tá bem mais auto-explicativo o meu Flickr que qualquer post que eu faça (mas azar, vou escrever mais, sim) sobre viagens. Enfim. Outro dia fui ao cinema, yey! Fui ver J. Edgar, pelo qual eu estava do-en-te porque o combo Clint + Leo Di Caprio + personalidade política polêmica não podia dar errado. 

 *suspiros duplos carpados*

SPOILERS! FUJA
Saí do cinema pensando "ah, Leonardo, você é demais e o filme até que é legal". 

Dia seguinte: "Leozinho tava ótimo, mas o Clint poupou demais uma figura, digamos, controversa".

Dois dias depois... "porra, Clint".

Ninguém pediu, mas a minha opinião (agora firme, juro) é de que esse filme deveria ter sido feito por um diretor que não passou pelo medo do comunismo. Aí penso no sensacional "Cartas de Iwo Jima" e estranho muito meu diretor Top 5. Ele se prendeu ao - emocionante, sem dúvida - relacionamento gay, de J. Edgar Hoover. Ok, legal, é óbvio que a vida pessoal conta muito para o que se faz profissionalmente, politicamente - vícios privados, virtudes públicas e vice-versa (não estou sendo homofóbica, pelamor, é só uma citação famosinha) - mas imagine que uma biografia do ACM só tratasse da relação dele com a mãe. Interessante, mas vamos aos fatos políticos, históricos, que fazem dele um personagem digno de virar filme. E cadê, no filme do Clint? A gente vê o cara entrando com pastinha (bem ACM, aliás) nos gabinetes de presidentes, mas não tem a chantagem clara, a manipulação, o prazer pelo poder, a maldade, jogadas na tua cara.
Clint Eastwood foi respeitoso com J. Edgar. Veja que mesmo a homossexualidade é pudicamente encoberta pela ridícula insinuação de que ele e seu companheiro foram apaixonados, mas não teriam nunca trepado - eles brigam, se beijam e J. Edgar, ofendido, diz "nunca mais faça isso". E acaba ali a tensão sexual da história. O final consegue ser patético, sacando um discurso sobre amor totalmente deslocado.

Eu escalaria Spike Lee pra dirigir este filme.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ainda lá, onde mora o capeta: detalhes

Uma coisa que me ensinaram na primeira viagem à Europa: o lixo de banheiro vai pra privada. O cesto de lixo é pra absorventes, tubos de pasta de dentes, cotonetes, plásticos etc. O que você usa vai embora com a descarga. Não é libertador, isso? Eu adoro. Ok, eu sei que a maioria das pessoas que moram em prédios modernos tem encanamento com descarga forte o suficiente pra jogar sua sujeira no ralo. Mas eu moro em casa, a gente mal tem pressão pra um bom banho. Se jogar papel higiênico na privada, ela entope. Então o primeiro susto de terceiro mundo que a gente tem ao voltar ao Brasil é entrar num dos (imundos) banheiros de aeroportos (no meu caso, Galeão, sempre) e topar com aqueles cestos gigantes de lixo de bunda transbordando, quase encostando em você. É, que nojo, eu sei. Prova de que na maior parte do nosso país a cultura é de ter lixo de banheiro, mesmo.

Isso me remete, rapidamente, à discussão da sacolinha plástica que foi proibida em mercados de São Paulo. Nos países que visitei, elas são cobradas - bem baratinho - e o cliente tem que pedir. Mas como vamos fazer com o lixo do banheiro? Tem que comprar saco de lixo pequeno pro banheiro. Porque nossas privadas entopem. Afe.

Aí tem o outro lado: como tem pouco banheiro público em locais de alta circulação, na Europa! Claro, existem banheiros públicos, nas principais ruas - não os usei mas são baratinhos também, e dizem que muito limpos. Mas vc está num super museu ou num shopping gigantesco e precisa enfrentar fila pra fazer um xixizinho porque só tem um banheiro com 8 portinhas. Fila de 15 minutos, eu peguei. Quase fiz xixi nas calças. Metrô, nem se fala. Por isso acabei tomando menos líquidos do que deveria. Água, quero dizer.



Vá ao banheiro antes de enfrentar o Louvre!

Enquanto isso...

Estou organizando um álbum de museus no Flickr, chega lá.