quarta-feira, 29 de julho de 2009

Palavra nova

Pra desanuviar. Nina assistiu - de novo - ao Crônicas de Nárnia zzzz o Príncipe Caspian e aprendeu uma palavra nova.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Porca miseria

Sendo parte de uma família hipocondríaca eu tenho tentado não me apavorar com as constantes descobertas da ciência, da possibilidade do aspartame causar Alzheimer ao entupimento das veias do coração com o queijo da pizza às bactérias nos corrimões por aí etc. etc. ad infinitum.
Mas agora, com a gripe A, H1N1 ou suína, whatever (um nome ou outro é como chamar freio de breque, diz a Barbara Gancia) eu fui, finalmente, vencida. Mais do que pelos fatos, pelo olhar apavorado de pai/tio/avós da Nina. Por isso ela está há uns 10 dias, acho, sem ir à escola. E contra a vontade. Fica em casa, na casa da avó, e em alguns dias o pai a enrolou levando pra passear no mercado, hahaha, ops, no shopping também. Não me perguntem por que pode ir ao shopping levar uma tossida na cara de qualquer marmanjo na escada rolante e não pode na escola. Coisas de família: pensa-se que por estar acompanhada está, necessariamente, protegida.
Well. Hoje ela vai ficar de novo na casa da avó, minha mãe. Não falo muito da dona Cida aqui, mas tentando o máximo de imparcialidade, posso dizer que se trata da melhor e mais divertida (pras crianças) avó do mundo. Ela é professora primária duplamente aposentada e tem uma pedagogia de deixar no chinelo qualquer autoridade no assunto. Claro que como avó, dá excessiva liberdade à dona Nina, que deita e rola. Mas eu chego à noite na casa da mãe e elas estão se divertindo, com desenhos em guache pregados pela sala, quebra-cabeças montados, livros lidos, filmes de Barbie assistidos e discutidos, enfim, praticamente uma personal colônia de férias. Só falta o básico, que é outra criança pra brincar.
Daí que a Nina queria ir pra escolinha, mas tenho que ouvir a cada 5 minutos que morreu mais um aqui perto com a maldita gripe. E se ela acorda com dor nos pés, o marido já pensa em medir febre - porque dor nas juntas, né: só que a dor foi causada por um dia inteiro pulando de um sofá pro outro.
Daí os colégios mais crasse A daqui adiaram as aulas por uma semana. O motivo oficial, explicado aos pais: algumas crianças PODEM ter ido, nas férias, à Argentina com os pais e contraído o vírus. Tá que o turismo pra Argentina caiu pela metade justamente por causa da gripe. Essa semana serviria para dar tempo ao vírus de se desenvolver ou não.
Só que a escola da Nina não tem férias, lembra? Liguei lá hoje pra saber como estão os procedimentos pra evitar a gripe, ou pelo menos o pânico, porque né - os pais PRECISAM deixar as crianças lá e eu só tenho onde deixá-la por sorte. Mas não quero abusar da minha mãe (ela me mata se ler isso) nem forçar a Nina a passar mais tempo ainda sem se divertir com os colegas.
A secretária pacientemente me explicou que as crianças que estiverem com sintomas de gripe forte, como febre ou tosse, terá os pais chamados imediatamente e só poderá voltar à escola com um laudo atestando que está bem. A diretora pedirá afastamento preventivo de 7 dias. Segundo ela isso ainda não ocorreu porque 1) há muitas crianças faltando as aulas e 2) porque nenhuma criança apareceu gripada (com o tempo horrível daqui, provavelmente porque as gripadas estão de cama mesmo).
Além disso as tias da alimentação agora usam máscaras além das toucas; a limpeza das salas está sendo feita com álcool além do desinfetante, e mais vezes por dia; nos banheiros, as crianças têm além do sabão líquido, álcool, e são levadas para lavar as mãos várias vezes ao dia.
Fico racionalizando que isso tudo devia ser feito sempre, porque no inverno temos tuberculose, gripe comum que mata muito mais, pneumonia, viroses e o caramba. Mas já entrei pro grupinho do pânico. Nesta noite sonhei que a Nina estava com febre e tals. Têm sido tremendamente chatos esses dias. Como se não bastasse a chuva e o frio, era o que me faltava: medo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A paisagem da minha janela


Agora me diga o que você pensou vendo isso. Frio? Tristeza? Desânimo? Ah, a gente acostuma.