Hoje começo um trampo novo. Integrada a uma equipe, mas só texto, edição, revisão, produção. Estou feliz.
O home-office (rolmóps) me fez muito feliz também. Pena que foi por poucos meses. A falta de respeito com os pagamentos me deixou arrasada. Imagina você combinar, por exemplo, milão, e a pessoa te ligar dizendo que vai te pagar duzentos e que os próximos oitocentos vão ser depositados provavelmente em duas vezes nos próximos dois meses. Sendo que você se dedicou a correr com o trabalho que era "pra ontem". Pegou a filha com atraso na escola, gastou de sua conta telefônica, gasolina, pras entrevistas, pros compromissos, esqueceu de dar a comida pras gatas e perdeu final de semana, pra depois ter o dinheiro pingando e, consequentemente, desaparecendo aos poucos.
Foi legal ter o nome em veículos diferentes. Foi uma delícia ficar em casa. Mas isso dos pagamentos foi bem desanimador - imagina se eu realmente dependesse dessa grana pra sobreviver. Claro que não foram todos que me deram cano, mas os que pagavam mais e demandavam mais energia.
Então agora volto a ter uma rotina fora de casa. Vou tirar as marcas de dobras e cabides das roupas melhorzinhas, deixar de lado o robe vermelho e o uniforme adidas. Conversar com gente diferente, escrever sobre setores diversos.
Fazer almoço à noite, depender da diarista pra ficar com a filha em alguns dias, do marido em outros. Dirigir em bairros nunca antes explorados. Ter metas a cumprir.
É a vida, e eu gosto.