sábado, 7 de novembro de 2015

Meme dos livros, dia 05: um livro que você levou até o final só por teimosia

Mantendo o compromisso de me ater a livros lidos recentemente, fica até mais fácil. Comprei assim que chegou às livrarias, confiando 100% no autor, um amor antigo que nunca antes havia me decepcionado. Capa dura, arte maravilhosa, fina, edição daquelas gostosas de se ter, de exibir, de folhear. Companhia das Letras, sabe como é. Mas que tombo.



"Lembrando A grande beleza, filme de Paolo Sorrentino acolhido com entusiasmo pelo público brasileiro no mesmo ano, o romance de Milan Kundera coloca em cena quatro amigos parisienses que vivem numa deriva inócua, característica de uma existência contemporânea esvaziada de sentido. Eles passeiam pelos jardins de Luxemburgo, se encontram numa festa sinistra, constatam que as novas gerações já se esqueceram de quem era Stálin, perguntam-se o que está por trás de uma sociedade que, em vez dos seios ou das pernas, coloca o umbigo no centro do erotismo."

E blablabla. Nem lembro do que está aí descrito, foi um livro que me irritou pela chatice e passou totalmente em branco. Só li até o final porque 1) é curto e 2) esperava uma pegadinha do Milan, uma surpresa, uma frase daquelas que valem a vida. Mas não. Na próxima novidade do autor, que já me fez tão mas tão feliz com Risíveis Amores e A Insustentável Leveza do Ser, vou me dar ao luxo de folhear um pouco, antes de investir. 

Mas convenhamos: o homem sabe criar títulos. 

Um comentário:

maria marques disse...

Nossa! Tive EXATAMENTE a mesma impressão geral do livro. E Milan Kundera tbém já me fez muito feliz.