As grandes questões da Humanidade estão sendo debatidas por pessoas muito mais competentes e interessadas do que eu. Veja ali no blogroll, tem montes delas. Vamos então ao diarinho.
Sábado tem casamento na família. Nina finalmente vai realizar seu sonho de ser daminha. No sábado passado tivemos o ensaio e ela, menina experiente em apresentações na escola, de teatro, balé, judô e sem contar com a exibidice de cada dia, simplesmente engoliu os beiços, baixou a cabeça e virou uma caipira. Ficou tímida e tensa. Foi preciso dar duas voltas na passarela, isto é, no tapete vermelho da igreja (sei lá o nome) pra que atendesse aos meus apelos e mostrasse a banguelinha de queixinho erguido.
Mas o que importa mesmo é que não chova nem faça muito frio no dia. E que eu consiga fazer a maquiagem estilo Twiggy.
Sem exagerar tanto nos cílios inferiores, claro.
A primeira vez que fui daminha de casamento - como ela, aos 6 anos, mais ou menos - congelei na porta da igreja. Na verdade, antes: deixei as alianças caírem no chão ao sair do carro da noiva! Meu tio aparou-as com o pé, antes que caíssem no bueiro. Era pra lá que elas se dirigiam, juro, em câmera lenta e com trilha de suspense. Minha prima, a noiva, quase gritou TINA NÃO ACREDITO, hahaha - hoje em dia, casada há mais de 30 anos, ela nem lembra disso. Mas imagina minha tensão, ao entrar na igreja. Andei devagar demais, logo senti um empurrãozinho da noiva às minhas costas. O mesmo empurrãozinho se repetiu com minha vó, quando fui daminha do seu re-casamento de comemoração de Bodas de Ouro com meu vô. Eles ficaram quase 70 anos casados - depois dos 60, a vó queria se separar, mas aceitou a argumentação da família e passaram só a dormir em camas separadas. O problema da vó era que o vô não fazia muita questão de tomar banho, tipo da coisa que ninguém aguenta por muito tempo. O vô faleceu menos de um ano depois da vó, ele com 94 e ela com 92. Aqueles lindos. <3

Eu, sendo fofa.
E eu que devia estar estudando os 180 estilos de cerveja estou aqui pensando, plena segunda-feira, na maquiagem que vou fazer no casamento. Sim, estou com um projeto de trabalho, sobre o qual não posso dar detalhes, que exige conhecimento técnico cervejístico. Pra isso já fiz até degustação e OLHA. Nunca pensei que pudessem existir cervejas tão boas. Tão boas a ponto de eu estar sonhando em degustar um pouco mais além daqueles copinhos pequenos do kit degustação. Três, principalmente, me encantaram: uma avermelhada, com aroma de mel e sabor surpreendentemente seco, não adocicado; outra de aparência normal, amarelada, com aroma herbal, remetendo a manjericão fresco, grama molhada, vento, hortelã, absolutamente refrescante. A terceira, preta como um café, com aroma de - juro - calda de açúcar queimado, canela e café, forte. O mais interessante é que não há nenhum desses elementos na feitura de cada cerveja. Algumas realmente levam ingredientes diferentes, como sucos de frutas, para dar sabor, mas não era o caso dessas. É toda uma arte cervejeira, mesmo. Tô passada. Mas ainda prefiro o vinho, claro.

O trabalho é duro mas alguém precisa fazê-lo.
Finalmente fui assistir Meia-Noite em Paris. Adorei, amei, é Woody Allen, tem Paris e eu sempre gostei do Owen Wilson, hahahaah, agora já posso contar. Vá e veja no cinema, por favor. Depois releia Paris é Uma Festa, venda o carro, faça um pacote da CVC. Foi só no que pensei, depois. E nos encontramos lá.
Paris é ainda mais linda na chuva.