Se ainda trabalhasse em jornal, gostaria de estar nas páginas de política e, uma vez nelas, faria uma matéria sobre todos os candidatos com o nome "___ Júnior" que concorrem nestas eleições. Além disso, faria também um levantamento de seus slogans eleitorais. Certamente descobriria que a maioria deles, por ser jovem – e ninguém nunca pensa no ridículo de um velho júnior – usa o apelo da "novidade", o "novo" na política. Porque são filhotes de Alguém e se arvoram jovens, mesmo os de careca ou uma barriga de cerveja já instaladas. Uhu. Daí fazem o link jovem = novo. Contradições ambulantes, pois se são juniores, é porque são filhos-de; herdeiros-de, portanto: continuidade. Se tivessem apenas seus méritos, não precisariam do apelo do sobrenome autoexplicativo. Mini-mes de seus pais coroneis, em quaisquer níveis – vereadores, deputados, baixo ou alto clero. Segunda, terceira geração. Novo velhos ou vice-versa.
sábado, 25 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Só vi a chamada e não abri o link
Acho, de verdade mesmo, que a internet está fazendo o mundo escrever e ler muito mais do que o normal de antes, quando não existia ou era para poucos. Mas tá rolando muita interpretação equivocada de texto, má vontade, ou má fé, vai saber. Textos que querem dizer x sendo citados como y. Sem contar isso de "vi a chamada, não li, mas tô sabendo". Encontra-se todo tipo de informação, opinião, artigos sobre tudo. A ilusão de estar por dentro, no entanto, é cada vez mais forte.
Esta, amigos, é uma queixa e também uma autocrítica.
domingo, 19 de agosto de 2012
Quase um tweet
Como identifico os bem-nascidos [1]: bons sapatos e bons dentes.
(isso foi meio Hannibal Lecter, eu sei)
(isso foi meio Hannibal Lecter, eu sei)
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