quinta-feira, 28 de maio de 2009

O pior emprego do mundo*

É o de árbitro de futebol, com certeza*.
Pense num desses que apita jogão (cof, cof) transmitido pela Globo ou Band.
O cara tem que correr pra caramba, ser tão atleta quanto os jogadores.
Precisa estar atento ao jogo e aos jogadores ao mesmo tempo.
À linha de impedimento.
Ligado na possibilidade de violência entre zagueiros, marcadores e atacantes.
Na bola.
Tem que saber qual jogador já tem quantos cartões, pra não exagerar numa punição e acabar dando o vermelho.
E tem que agüentar 22 jogadores mentindo o tempo todo contra ele. Representando. Enganando-o. Tentando impressioná-lo a dar um cartão pra quem não merece. Ou minimizar um lance que possa gerar falta ou cartão.
Tem que agüentar os xingamentos dentro de campo.
Dos técnicos, também mentirosos e manipuladores.
E a pressão da torcida.
E saber que tudo que faz está sendo vasculhado, rastreado, comparado e apontado por câmeras, narradores, infográficos e softwares, ao vivo. Contra ele. Raramente a seu favor.
Sempre que ele erra, é porque é burro, é ladrão ou covarde.
Sempre que ele acerta, é normal, faz parte da profissão.
Pode ser. Mas eu sou solidária aos árbitros. E eles nem devem ter um grande salário.


*Ok, há empregos piores, mas deixa eu fazer um título impactante, vai.

5 comentários:

asnalfa disse...

Odeio futebol... esporte pra macho machista...

Tina Lopes disse...

Ah, Asnalfa, eu adoro, isso faz de mim uma fêmea machista? (lógico que adoro desde que o Coringão esteja na primeira divisão - apesar de que sofrer é parte do jogo).

Patricia Scarpin disse...

Tina, já ouvi que um juiz pode ganhar até 2 mil por jogo apitado... E por mais cagadas que ele faça nem sempre tem que arcar com as conseqüências de seus erros.

Eu trocaria ser secretina por ser juíza de futebol a qualquer momento - o problema seria correr aquele tanto. :D

Cinthya Rachel disse...

eu gosto de titulos impactantes, rsrs. se bem q hoje eu precisava de um bom mas fiquei no basiquinho mesmo. dá uma passadinha lá no blog. beijos

Tina Lopes disse...

Pati, eu não ia aguentar a pressão. Nem a correria, sure.

Cin, passei e fiquei q.