quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A quem ainda interessar possa

Incrível. Os pedreiros vão acabar o serviço na sexta-feira. Vou te contar, viu, não imaginava um trio tão competente. Estou impressionada e passo os contatos pra quem quiser. Depois vou fazer um post só sobre eles - O Bom, O Mau e O Feio. Agora vamos ao que (ainda?) interessa. Mi casa, su casa. Mis muéveles, tus muéveles, hahahaah. (não repare no layout, esse blogger tá jogando texto e fotos pra tudo que é canto).


Este aqui era o armário do banheiro, com cerca de sei lá, uns 20 anos, por baixo. Tem aquele aramado de guardar roupa suja que eu adoro. Uma prateleira e duas gavetas. Bem, ontem não fui trabalhar - meu chefinho e colegas são uns amores que me entendem e me dispensaram porque todo mundo fez reforma em casa este ano e porque eu também não sirvo pra muita coisa - e passei o dia lixando. Meus dedos já viram dias melhores, mas foi bem legal. Sabe, serviço pesado, honesto, que você não precisa pensar? Adoro.


Virou isso aqui - duas demãos depois. Ainda vou passar mais uma. Acho que eu devia ter colocado mais daquele negócio que amolece a tinta, já foi uma latinha pequena. O spray foi um gasto desnecessário: é horrível pintar com spray, escorre, faz uma sujeira do caramba. Esse armário aí vai sustentar o granito preto da pia. Pro banheiro branco. Branco e preto, porque meu negócio é criatividade mesmo.

Daí eu tava na loja, gastando já os tubos pra comprar os metais, que é a parte mais cara, e consegui passar a conversa no marido pra gente trocar a privada marrom e a pia de plástico ("dourada" na linda imaginação da Nina, mas bege encardida, na dura realidade) do lavabo (sim, minha casa tem lavabo, olha que coisa), por um joguinho simples, simples - nem cenzão gastamos - de pia e privada. Aí que o molho sai mais caro que o peixe. O pedreiro descobriu que o registro estava quebrado, que a válvula hidra estava encrencando etc. etc.
Saca o desastre. Depois que consertar tudo ainda vamos ter que pintar. Mas tudo bem, tem uma latinha do amarelo do lavabo, que já era do corredor do antigo apê, ainda, na área de serviço. E agora eu sou uma pintora, vide item acima.



Olha o Juca Bala estacionado ao lado do carro do pedreiro. Isso é um Corcel ou Chevette? Bem, seja o que for. Tem um outro que os traz toda manhã, azul. Daí outro dia vim fechar a casa, porque eles ficaram sem chave. Se despediram e tals. Olho pra fora, estão os três tentando abrir o carro. O trinco tinha quebrado por dentro. Tiveram que fazer como os ladrões, enfiando uma chave de fenda. Demorou um tempão, coitados. E o que abriu ainda teve que aguentar os outros dois tirando sarro pelo "know-how". Ah, sim, anteontem passou um carro correndo pela rua e levou fora meu espelhinho retrovisor. Saco.




E aqui a mais nova novidade da reforma. Eis que marido chegou à conclusão que o negócio de madeira aí da frente, que eu não sei o nome, aliás, eu nunca nem tinha olhado pra isso direito, estava feio e meio caído. Resultado, mais uns duzentão de mão-de-obra e sei lá quantos vestidinhos eu perdi no preço da madeira. Tudo bem que o madeireiro é amigo velho do tempo de faculdade. Mas eu ainda não vi, juro, o porquê de trocar toda essa parte da frente. Coisas de meninos.




Chato é que as partes onde passam os canos - então imagine: uma BOA parte da casa - vai ficar assim porque, bem, acabou o dinheiro e não vai dar pra pintar tão cedo. Mas se formos pintar só pra dar uma garibada, eu e marido (ai minha coluna), também não sabemos a marca nem a cor da tinta. Talvez tenha sido trauma daquela vez em que os então pedreiros contratados – que não eram O Bom, O Mau e O Feio, eram os Três Patetas mesmo – fizeram a pintura externa e o que era pra ser um cinza levemente esverdeado saiu nesse verdinho mimoso.


Olha aí a estrutura das duas caixas d'água e boiler. Repare a engenharia de alta precisão: os pedreiros fizeram dois buracos na caixona. Eu e marido ficamos dias olhando aqueles buracos e imaginando pra quê serviriam (sempre esquecíamos de perguntar): pras gatas respirarem, caso entrem na caixa? Pra fazer de janelinha e observar o funcionamento do boiler? Daí ontem descobrimos: era pra colocar as madeiras e fazer um andaime pra fase final da obra. Que coisa.
Os painéis do aquecimento solar ainda não chegaram. Tudo bem, o sol foi embora mesmo.



Uma vista do fundo pra frente, só pra me exibir.














Ah, sim, olha como ficou o chão da cozinha. Madeira wannabe (é lajota mesmo!). Adorei. Bom de passar pano toda vez que alguém derrubar alguma coisa - o que acontece toda hora.







Agora o momento pobre de espírito: o rack de micro-ondas. Eu, assim como meu querido Nilus Queri, sou anti-rack. Mas daí que a grana começa a acabar –  já contei que agora só temos um carro, o Juca Bala? – e concessões estéticas começam a ser feitas. Esse rack aí era pra ficar reto, mas veja que se eu colocar um pudim pra cozinhar no micro, ele vai ficar mais alto de um lado que do outro. Além de ser uma coisa medonha de se ver. Mas economiza espaço no balcão, que era o objetivo. Outra coisa: no meu mandato não se usa lixo em pia. Nem mesmo dentro de cozinha. Mas digamos que tirei uma licença parlamentar.

É isso por enquanto. Falta colocar as torneiras, arrumar uns detalhes, fechar uns buracos e, outro extra, consertar a chaminé da churrasqueira. Os amigos vão adorar não sair defumados de nossos churrascos. Mas depois dessa reforma, só vai ter churrasco se alguém trouxer a carne.

Na segunda-feira começa a segunda fase: lixamento e polimento dos tacos.

4 comentários:

Ronise Vilela disse...

And the Oscar goes to...Tina Lopes!

nilus queri disse...

rsrsrsrs, só vc!

asnalfa disse...

To adorando!!!
Queria uma foto maior do chao da sua cozinha! De preferencia quando estiver tudo limpo mesmo! Fiquei intrigado. Quero saber se parece madeira mesmo!
hahahahah

Rubão disse...

O diário de obra tá ótimo!