sexta-feira, 1 de maio de 2009

Da máe desnaturada

(direto do teclado espanhol que náo tem til nem del)

Feriado. Nina acordou de madrugada com pesadelo e náo queria dormir mais. Ficou no meio da cama de casal, tentando me manter acordada e acordar o pai. Resistiu mas dormiu.
Depois, acordou às 9h30. Só virei pro lado. Pai e filha foram pra sala.
Chuvinha lá fora, frio de usar 3 edredons, virei pro canto e só levantei às 11h.
Agora estáo na salona, brincando de caverna, com um cobertor entre o sofà e uma cadeira.
E eu aqui com a caneca de café, só ouvindo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pra quem não tuíta

Imperdível José Serra explicando como se pega a gripe suína. Não dá pra embedar, acho que porque é do Uol, mas clica aqui: PORCO


Update: o video, graças à dedicaçao do Dag.




Ontem foi difícil de dormir, depois do jogo do Coringão e de ter visto essa aula do dr. Serra. Dizem, no twitter, que ele estava se referindo a essa imagem:


Deste Blog.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Isso é grego pra mim


Levei a Nina comigo ao shopping, semana passada, pra deixar uma bolsa no conserto. Zíper. Enfim. Avisada de que não iria comprar, nem ganhar, nada, Ninotchka pediu:

- Vamos na livraria (ela fala levraria) e na loja de brinquedos?

- Só uns minutinhos.

- Então dez minutos na livraria e um minuto na loja de brinquedos.

O diálogo ilustra o quanto ela gosta de livros. É impressionante a vontade que a menina tem de ler. Nem gosta mais de faltar as aulas porque acha que vai perder algo importante e atrasar no aprendizado – eu falo pra ela relaxar, mas é a princesinha da ansiedade.

Deixei-a na seção infantil e fiquei por ali (nunca a perco de vista) ciscando nas prateleiras. De tanto fuçar, acabei encontrando uma daquelas coisas imperdíveis que a gente compra nem que seja pra ficar sem dinheiro pro pão. Ok, exagerei. Nem que seja pra ficar sem dinheiro pro xampu, vai.

É o livro Mitos Gregos, para crianças. Eu adoro mitos - e gregos, rsrs - mas confesso que só sei deles o pouco que assisti em Ulisses, um desses clássicos de sessão da tarde, e no Sítio do Pica-pau Amarelo. Como esquecer o Minotauro?

Levei o livro pra Nina ver, ela não se animou muito. Manipulei: “vamos dar esse livro pro seu pai, que ele vai amar, e vai querer ler tudo pra você, uma história por noite”. E realmente, o marido não agüenta mais ler todas as versões possíveis dos mesmos contos de fadas.

Interessante que a Nina gosta de todas, das mais infantis dos livrinhos com pop-ups, até as mais hardcore – que são as originais, com os pais de João e Maria os abandonando na floresta por falta de comida em casa, por exemplo.

O fato é que ela está gostando dos mitos. Mas eu, eu estou amando. Chego a sonhar com eles. A linguagem é difícil e daqui a pouco vou googlear pra saber que diabo é o tal do Velocino de Ouro, pelo qual Jasão lutou pra recuperar seu trono.

A armadilha pro pai dela não funcionou: a Nina fica muito ansiosa pra ir logo pra cama e como ele demora a chegar, jantar etc. acabo eu mesma lendo (era uma tradição pai-filha, mas fazer o quê). Já lemos o mito de Prometeu e Epimeteu, os deuses encarregados de distribuir os dons aos seres do mundo – e como esqueceram dos pobres humanos, Prometeu roubou um pouco do fogo da roda da biga do deus Hermes para recompensá-los; Zeus ficou furioso porque com fogo até os humanos poderiam chegar a desafiar os deuses; daí o castigou àquela coisa horrível de passar a eternidade preso a uma rocha, com uma águia comendo seu fígado diariamente. Passamos meio batido nessa parte. Epimeteu ficou sozinho e exigiu a presença de uma mulher; os deuses criaram então a Pandora, que abriu a caixa – ahá! – onde estavam guardados os males do mundo.

O deus Hades, que é o senhor dos mortos, é um ser mau e divertido no desenho Hércules (recomendo demais pra crianças e adultos, divertidíssimo), mas a história de amor dele pela filha da deusa da colheita (esqueci qual), Perséfone, é maravilhosa. E explica as quatro estações – Perséfone passa seis meses por ano com a mãe, que fica feliz e ocorrem então Primavera e Verão, e seis meses com o marido, nas profundezas do inferno, então são os seis meses de frio, em que sua mãe se recolhe, triste.

Nina ficou impressionadíssima. Ao final, perguntei – e agora, que estamos debaixo do cobertor, Perséfone está com a mãe ou com o marido? Ela respondeu, “mas é história, mamãe”.

Já passamos também pelas histórias do rei Midas e do escultor Pigmalião, apaixonado por uma estátua, a Galatéia. Adoráveis. Mas a Nina gostou mesmo da triste história de Eco, a ninfa tagarela. Acho que se identificou, além de ter gostado do desenho. Eco falava tanto que um dia incomodou a deusa Hera, mulher de Zeus, e foi condenada a repetir os finais das frases das outras pessoas. Eco se escondeu na floresta e se apaixonou pelo lindo Narciso. Ele também se irritou com Eco, pois não conseguia conversar, e a tratou mau. Eco morreu de tristeza e só sobrou sua voz. Narciso foi castigado por outra deusa, amiga de Eco, e se afogou enfeitiçado pelo reflexo de sua própria beleza.

Ontem contei o mito de Jasão, que tem a figura feminista interessantíssima de Medéia.O próximo mito será o do Minotauro. Estou louca pra chegar a hora de dormir.





PS: o momento de leitura é interrompido às quintas, quando é noite de outro deus grego.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Homeopata número 2: vá com Deus


Lá fui eu hoje em outro homeopata que atende pelo plano de saúde. A mesma desconfiança de sempre: se tem horário na agenda, não deve ser grande coisa. Já reparou como médico bom, indicado e com garantia, só tem espaço dali a meses?
Cheguei antes e fiquei sacando o lugar. Dois velhinhos na sala de espera, esperando alguém ser consultado. A filha solteirona, chutei. Errei, era uma velhinha mais velhinha ainda. Bom sinal: velhinhos se tratam há anos, não é?
Mas tinha uma placa na mesa da secretária onde se lia “Jesus vive e voltará”. Algo assim. E uma música ambiente tipo “Enya encontra o Bebê de Rosemary”.
O médico chamou, tinha jeito de velhinho, mas nem era tanto. Provavelmente é mais novo que minha mãe: no bloco de notas, com capa de madeira, está escrito “turma de 1975”. Quem se formou em Medicina em 1975 devia ter o quê, uns 25 anos. Então nasceu lá por 1950. Mais novo que minha mãe. Já não devia usar bigode.
Ele faz aquele questionário homeopático básico. Eu e meus “dependes”. Gente, tem dia que eu prefiro massa à doce. É difícil entender isso? Sou friorenta. Não tenho fobias. Juro. Só de questionários homeopáticos.
“Você respondeu aqui que não tem religião”, diz, referindo-se à ficha.
Ai, ai, não me pergunta de religião, vai? Eu sofro de ansiedade, mordo os dentes, quero um calmante que não seja boleta, é só isso.
Mas não, tive que responder como foi minha formação religiosa. E a do meu marido!
E se tenho rancores.
Mágoas.
Traumas.
Yes, Yes, Yes. Quem não? A Nina, talvez. Mas acho que já providenciei alguns pra ela.
Atrás dele, num móvel, fotos das formaturas das filhas. Ele tem duas filhas. Bonitas. Foto de gente vencedora num consultório, sinceramente, acho dispensável.
Chega a hora em que ele pára de perguntar. Me passa a bola.
“Fale sobre você”.
“Fiz terapia uma vez mas parei porque não gosto de ficar falando de mim”.
Deve ser informação suficiente pra um remedinho que me impeça de morder os dentes, ora.
E foi. Receitou um fitoterápico e um homeopático. Vou fazer o fitoterápico, que deve ser tipo um Passaneura concentrado.
Até estava achando o tiozinho legal, fora o bigode e as fotos das filhas. Daí ele aperta minha mão e diz: “vai com Deus”.
NEXT!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Piada interna, ok?


O teste é vagabundinho, mas ainda vale. E eu sou a Susan, tsá??? Não sou a Lynette.
(quando era criança e brincava de Panteras, era a única que não ligava de ser a Sabrina)