Fui pra praia mas não tô nem aí pro tempo nem pro biquíni nem nada, só quero pegar o solzinho da minha vida e dar mil beijinhos e abracinhos e apertões até ela gritar pára, mãe, tá me sufocando, e vou continuar mais um pouco... segundona tô de volta!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Montanha dos Sete Abutres
Ontem decidi que só volto à academia quando o frio voltar e as siliconadas forem embora do vestiário. Elas demoram demais pra passar os cremes depois do banho e eu fico lá, enrolada na toalha, esperando a minha vez à beira de um ataquinho. Mas não era isso que eu tinha pra dizer. Por causa da desistência da academia, fui fazer um exercício lá no Espaço Fitness Cult Gourmet, que voltou à programação normal. Fiquei mudando de canal enquanto corria no elíptico. Isso tudo só pra contar que normalmente eu não paro pra assistir Jornal Nacional, a não ser que tenha visita em casa - tipo a mãe ou a sogra - que goste. Mas zapeei, zapeei enquanto resfolegava, e parei lá.
Não suporto Jornal Nacional, não suporto o olhar reprovador e/ou condescendente do William Bonner, apesar de no twitter ele ser bem queridinho (@realwbonner). A Fátima Bernardes com aquelas caretas de mãe-de-todos também me fazem passar mal.
Enfim.
Vi a entrevista com os donos da pousada de Angra, em que morreram sei lá quantas pessoas, e que tiveram a filha morta também, arrastada pela lama e pela água. Coitados. Já comentei no twitter que não tenho acompanhado a tragédia. Não é egoísmo, é que eu sou fraca dos nervos mesmo. Não aguento, não durmo, fico em pânico.
O objetivo desse post, obviamente, é deixar registrado meu asco - palavra fraca, mas ojeriza é feia demais - pela tal entrevista. Me digam pra que serve ser a maior rede de tv da América Latina, a mais rica, a que mais investe em tecnologia, a que paga mais caro pros melhores (ui) atores, a que comanda mentes e corações, se na hora de uma tragédia seus repórteres se comportam exatamente como os urubus caricaturais (mas nem tanto) de A Montanha dos Sete Abutres ou de La Dolce Vita?
De início eu não tinha entendido por que o Tino Marcos, repórter de esportes, pra entrevista-furo. Mas segundo o site, e como foi explicado no início (clica aqui), que perdi, ele é amigo da família e conhecia a menina desde criança.
Bem, eu não usaria minha amizade com uma família que acaba de passar por uma tragédia para me dar bem no trabalho. Mas ok, o cara conhece os pais - que estão à base de calmantes e sem muita noção do que fazem, certamente - e consegue a entrevista.
Daí que a Globo repete um daqueles vexames históricos, tipo o JN quase 100% destinado ao nascimento da filha da Xuxa. Fazem - permitem, editam e não pautam - uma entrevista chorosa, dramática, aliada a um clipe do Eric Clapton e imagens da menina.
Pleno século XXI.
Mas então tá, os pais estão lá, ninguém quer ferir sentimentos, abusar da vontade deles de honrar a memória da filha. Mas CUSTAVA ter UMA pergunta digamos, informativa? Tipo: - A Defesa Civil nunca avisou que seria perigoso ficar ali em caso de excesso de chuvas? - Quando construíram a pousada, não houve alerta de engenheiros para a possibilidade de erosão? - Se, como um hóspede informou, chovia muito e diversas pedras caíam do morro, vocês não se preocuparam? - Não houve deslizamentos em épocas de chuva anteriores? etc.
Não precisava perguntar tudo. Umazinha bastava pra justificar a entrevista além do óbvio aumento de audiência. Veja só: o caso do Sean. O Clovis Rossi escreveu durante a comoção toda que aquilo não era assunto pra mídia, era particular. No dia seguinte o Ricardo Boechat comentou que não; se durante uma reunião de presidentes um caso familiar entra na pauta, ela se torna pública. Essa entrevista com os pais da garota poderia ter um gancho jornalístico. Poderia ter uma "notícia" embutida. Mas não, a informação não interessa mesmo, só o espetáculo da dor de terceiros.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Praiana
Contada pela minha irmã, agora há pouco, sobre a manhã na praia dos dois pitocos da família - Nina e Ricardinho.
Nina, olhando desolada o areião vazio (a praia fica meio vazia durante a semana/ ou já ia chover):
- Tia, eu queria tanto fazer amizades aqui na praia.
Ao que Ricardinho se apresenta, rápido:
- Faz amizade comigo!
Nina, irritada:
- Ah, Ricardo, com você não, eu já te conheço!
Nina, olhando desolada o areião vazio (a praia fica meio vazia durante a semana/ ou já ia chover):
- Tia, eu queria tanto fazer amizades aqui na praia.
Ao que Ricardinho se apresenta, rápido:
- Faz amizade comigo!
Nina, irritada:
- Ah, Ricardo, com você não, eu já te conheço!
Primeira segunda
Cheia de coisas a fazer, que deixei pra depois. Pois bem, depois chegou.
Morrendo de saudades da Nina. Ela está na praia, com minha mãe, irmã e primo. Também está com saudades de nós, teve até pesadelinho. Acordou no meio da noite pedindo pra vó ligar pro pai ir buscá-la. Ai meu coração. Mas vai ter que se acostumar: eu só entro em férias lá pelo dia 20 e o marido, que está de folga, não tem repertório pra passar o dia inteiro distraindo uma criança hiperativa. Aí acaba caindo na TV e nos joguinhos de computador.
Bem, depois da reforma que ninguém aguenta mais, muito menos eu, voltamos à programação normal. E ano de eleição, weeee! E de Copa, êba! Preciso me atualizar com a seleção do Dunga. Já na política o termo "seleção" está longe da realidade.
Aliás. Candidato a governador que não falar de combate ao crack em Curitiba não pode ser levado a sério.
E vamos lá no novo slogan: em 2010, menos 10! (kg)
(É uma vergonha falar nisso de novo, mas este ano vai! Faço 40, não posso mais folgar)
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