sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Só pra constar - post déjà vu

Tô fazendo dieta de novo. Enfiei gloriosamente o pé na jaca nestas férias – por jaca, entenda-se barril de vinho chileno – e passei longe dos 5 kg a mais de sempre. Portanto, dessa vez não tenho tempo pra frescura e fui numa nutricionista mais hardcore. Porque culpa católica é para os fracos, eu sofro é de culpa calórica.

Não é por nada, mas uma semana depois de começar, a balança do banheiro aponta dois kg a menos. Mas isso cá entre nós, porque balança de banheiro não se leva a sério.

A nutri do ano passado era muito mais legal, tinha receitinhas boas (essa aí considera "pegue duas fatias de peito de peru e dois pães, inclua um tomate e alface americana picados" receita de sanduíche natural). Então estou seguindo o cardápio dessa, mas incluindo toques (ui) da anterior. Deixa uma saber da outra. Vai ser uma briga de doutoras, hahahaha. Porque nutricionista gosta de ser chamada de doutora, né?

Agora que já 1) doei sangue 2) comecei a emagrecer 3) vou retomar a academia, falta começar uma RPG pra consertar a postura e entrar num curso de corte-e-costura. Que vida mole.

De herança

Outro dia no formspring.me (tirei o link porque vocês não me perguntaram nada e tava me incomodando o espação ocupado aí do lado – estava assimétrico, me dá TOC) a @camseslaf, pessoa de responsa na blogotuitosfera, me perguntou o que eu gostaria que a Nina herdasse de mim e do marido.

Respondi o seguinte:

“Pergunta mais difícil ever. É tão mais fácil ver os defeitos que eu gostaria de não transmitir. Quanto às qualidades que eu gostaria de ver nela futuramente, creio que não dependem de qualquer herança genética: inteligência, honestidade, tranquilidade. Se ela fosse adotada, esperaria o mesmo.”

Inteligência: se estimula desde bebê e com boas escolas/exemplos (leitura, conversas).

Honestidade: exemplo, exemplo, exemplo.

Tranquilidade: não sei bem como.

E eu acho isso mesmo. Não creio na genética quando se trata de personalidade. O E. (marido) até tem uma resposta pronta pra quem não gosta da ideia de adoção porque a criança poderia vir com “mau caráter de herança”: “Na tua família não tem vagabundo? Mau caráter? Babaca? Na minha tem. Todas têm”. Acho ótima.

(na família dele, e na minha, também tem gente boa, inteligente, simpática, honesta, a maioria, viu – sem ofensa!)

Mais tarde, pensando bem na pergunta, (sempre respondo no formspring de bate-pronto, fico felizinha de alguém me perguntar alguma coisa porque o formspring do vizinho sempre é mais verde; daí as respostas ficam meio incompletas), cheguei à conclusão de que gostaria muito que a Nina herdasse a minha saúde. Não que a do marido seja ruim, mas veja: ele tem colesterol e pressão altos. Já eu tenho que comer manteiga pra deixar meu colesterol em níveis normais – é tão baixo que posso ficar com testosterona baixa demais, e deusolivre (testosterona é o hormônio da libido). Ou seja, só ganhei na quina até hoje, mas com saúde, tive sorte.

Por outro lado, tenho que admitir que a Nina realmente herdou algumas características minhas, sim. O talento pra desenhar (que eu perdi, com a falta de exercício – de nada adianta a genética sem a prática) e a matraquice, principalmente. Bem, quando eu era criança, não era matraca-faladeira como ela (que fala o dia todo, leva bronca da tia na escola, continua falando enquanto vê seus desenhos, anda de bike, toma banho, o tempo todo, e ainda fala dormindo). Mas não conta porque eu tomava Gardenal, hahahahahaahah.

(é verdade, mas vale outro post)

Cineminha



O amado-odiado @cardoso passou esse link do trailer do novo Karate Kid no twitter (não entendo porque vocês não estão lá) e eu fiquei BEM DOIDA porque adorava o Ralph Macchio, apesar de sempre sentir vergonha alheia daquele golpe da cegonha louca. Mas então, agora a história se passa na China e o protagonista é uma criança: o filhote do Will Smith. Eu já bem adoro o pai dele, com toda sua canastrice e simpatia. Pra completar, tem também o porra-louca do Jackie Chan (uma vez vi um documentário sobre os primeiros - e primitivos, tecnologicamente falando - filmes dele, virei fã, apesar de ter assistido umas 3 produções americanas só). Bem, contei a história pra Nina e ela fissurou. Tive que recontar duzentas vezes - veja o que acontece quando acaba o repertório de princesas e fadas. Vamos ser as primeiras da fila quando estrear aqui. Vai ser duro aguentar o Daniel San novo bater num chinesinho em seu próprio país, mas ué. O Rocky Balboa não bateu no russo? Então.

Sonhos sonhos são

Tenho um sonho recorrente pavoroso. Estou num elevador – sozinha às vezes, com pessoas estranhas, geralmente – e ele sobe, sobe, quando vai chegar no último andar (e eu nunca quero subir, sempre estou esperando que ele comece a descer), o elevador emperra, range e cai. Daí o sonho parece demorar horas e eu estou lá, caindo, sem gravidade, grudada nas pessoas sem poder me mexer, ou no teto do elevador, e pensando em tudo que vou perder, nas pessoas que vão sentir minha falta, no que deixei de fazer, no quanto vai doer, no quanto vou me quebrar, se ainda dá tempo de fazer alguma coisa – tipo pular na hora que ele bater. E na morte, né. Porque ela tá ali. Aí acordo.

Pra piorar, o elevador não é chique, de televisãozinha igual ao do prédio do meu trampo. É velho, de madeira, xexelento; as pessoas que estão comigo são suadas, fedidas.
 
Fique à vontade pra interpretar, porque olha. Cansei de sonhar isso aí.