sexta-feira, 5 de março de 2010
Fissurinha da semana
Tô tão feliz que meu amigo Richard veio visitar e baixou o CD do N.E.R.D. pra mim. Porque eu sou incompetente pra qualquer coisa na internet que não seja matraquear.
Sooner or later it all comes crashing down, crashing down. Adoro.
segunda-feira, 1 de março de 2010
CATFIGHT! ou Gatos são tão fofos NOT
Nina com febre, dormimos os três na camona de casal - é queen size, cabe a princesinha tranquilamente. Quer dizer, eu meio que caio, mas ela segura meu dedo e daí, não.
Enfim, era madrugada de sexta, eu medindo a febre da Nina toda hora, em dois termômetros - um digital e um de mercúrio, porque nunca batem, daí faço a média. Ouço um som horrível de briga de gatos. Aquele UÓÓÓÓÓÓNNNN bem longo. Sendo em casa é briga, porque tanto Mimi quanto Lola são castradas. Ou é casal de gato forasteiro procurando lugares exóticos pra transar tipo meu muro, aí me cabe achar os limões e tomates-cerejas passados na geladeira pra espantar. Foi o que levantei decidida a fazer, porque a barulheira ia acabar acordando a mais gatinha de todas. ;)
Aí me deparo com uma cena dantesca, se gato Dante fosse.
A Lola, nossa gata preta mimosa, aquela que se atira aos meus pés quando levanto e que dá mordidinhas pedindo carinho com os pés, arrepiada feito um porco-espinho, VIRADA NO CÃO. Um outro gato, esse conhecido aqui da vizinhança - preto também, mas de peito branco - completamente acuado. Pense naqueles episódios de Tom e Jerry, em que o Tom acorda o buldogue, sem querer, e sai correndo tentando escalar as paredes, mas não consegue, e fica caindo, daí vem o cachorro e bate nele, ele sobe de novo, parecendo que tem 20 patas arranhando a parede... o gato forasteiro estava nessa situação.
Ocorre que o gato caiu num pedaço de quintal do lado da sala de tv que é um mero corredor. Tem as janelas do escri e do quarto de visitas, duas janelinhas de banheiro, plantas e só. E não conseguia subir de volta pro telhado do vizinho, que fica na altura do muro. Ele tentava subir, vinha a Lola UÓÓÓÓÓÓÓN e CRAU, unhava ele. Ele fugia correndo pro outro lado, a Lola ia vagarosa, arrepiada e sadicamente até ele cair de novo e novo CRAU.
Morri de dó, né. (a Mimi tava encolhida dormindo no sofá do escri, tipos dando de ombros)
Aí espantei a Lola pra janela do escri, fechei a janela e pronto, fiquei só com o gato estranho no quintalzinho.
Abri a porta pra colocar um banco no caminho dele - a idéia era que ele subisse no banco e pulasse de volta pro telhado do vizinho. Imagina. O bicho ficou tão, mas tão apavorado ao me ver, que conseguiu encontrar uma micro-brecha na janelinha do lavabo da salona e entrou lá.
Então fiquei com o mico. PQP. Três da manhã e um gato estranho no lavabo. Bem que eu queria destruir o lavabo na reforma, transformar numa adega. Daí nem ia ter janela pra ele entrar.
Então fiquei com o mico. PQP. Três da manhã e um gato estranho no lavabo. Bem que eu queria destruir o lavabo na reforma, transformar numa adega. Daí nem ia ter janela pra ele entrar.
Outra coisa: pensei em fazer o óbvio, abrir a janela da salona, abrir a porta do lavabo e espantar o gato. Mas acabara (hmmm) de receber, naquela sexta, o jogo de sofás recém-reformado: o sofazão amarelo da minha mãe que virou um marrom-acinzentado bem bacanão. Imagina se o gato surta, sai desesperado sujando todo o sofá novo? E esses bichos quando ficam excitados demais fazem xixi, cruzes. Ah, sim: o gato estava todo ensanguentado. O nariz, pela metade.
Minha brilhante idéia foi de espantar o gato de volta, da janela do lavabo (nossa, como detesto essa palavra), pro quintalzinho, onde ele poderia mais tranquilamente, sem a Lola e com o banco, escalar o muro e voltar pra casa.
Lindo plano. Abri a porta do banheirinho, o gato estava acuado atrás da privada, respirando como um atleta que acabou de completar o triatlo. Me abaixei pra fazer, candidamente, "CHU, CHU, BICHINHO, SOBE PRA JANELINHA" e ele CRAU em mim, obviamente.
Dá um desconto que eu tava meio dormindo.
O danado cravou os dentinhos num braço, ainda mordeu o pulso do outro braço com não-sei-que-outra-boca e deu uns arranhõezinhos. Ficou pendurado pelos dentinhos de vampiro, o desgraçado. De sopetão, eu joguei ele de volta ao chão e saí correndo do lavabo. Fechei a porta. Fui dormir.
Pensei, scarleto'haramente, "amanhã dou um jeito" e fiquei torcendo pro bicho ir embora na calada da madrugada, ao ver que a barra no quintalzinho tava limpa de Lola e sua dona doida. Ao deitar, o marido pergunta o que aconteceu, eu conto, quase chorando de dor nos braços mordidos, depois de lavados e ardendo do álcool gel que sobrou da gripe suína do ano passado. E ainda tive que ouvir:
- Também, Cristina, vai se meter em briga de gato.
Claro que demorei um tempão pra dormir e sonhei com os felinos o (curto) resto da noite. Oh, sim, o gato saiu só de manhã, quando o marido abriu a porta do banheiro e deixou a janela da sala aberta.
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