quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dia 30 - Nunca mais (filme mais traumático)




Não tenho condição de escrever sobre O Quarto do Filho. Assisti há muito tempo, durante um período de luto, e se não fosse por isso certamente teria refletido mais sobre vida e morte do que basicamente sofrer, numa catarse, como o fiz. A história é de uma família que perde um membro, o filho. Como continuar a vida? Como conviver com todos os "se"? É um processo doloroso num filme que não nos poupa, emocionalmente - a tragédia ocorrida não se vê, só os desdobramentos com os familiares e amigos. É lindo, uma obra de arte. Mas não quero nunca mais rever. Me fez sofrer demais.


Uma descoberta para acabar com minha fama de má: esse filme me fez chorar (mas eu tinha esquecido). 


Dia 29 - Saída pela Esquerda (melhor sequência de perseguição)


"The Dead Pool" - CAR CHASE (Oldsmobile 98 /... por New-Vision

É, eu sei, eu sei, "Clint Eastwood de novo, Cristina, mas você devia ter feito um meme só pra ele".
Mas gente, é Dirty Harry sendo perseguido por um carrinho-bomba de brinquedo. Ops, desculpem-me os modelistas ou sei lá como chama quem vai nos parques com esses carrinhos infernais atrapalhar o passeio dos cachorros e o canto dos passarinhos. Enfim. Sequência de perseguição tem de monte, mas essa é minha preferida porque eu gosto mesmo é de rir.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dia 28: Quente e Úmido (melhor sequência de sexo)



Aqui, na telinha, papai-e-mamãe, pode parecer uma ceninha besta, mas na telona, quando você tem 18 anos e sai com a "turma" pra ver um filme cabeça francês, impressiona bastante. Os primeiros minutos de Betty Blue formam a primeira cena de sexo que vi no cinema. Não é um grande filme, apesar do sucesso, à época (1989, já que todo mundo sabe minha idade). Mas tem um dos melhores atores franceses, Jean-Hughes Anglade, e a linda Beatrice Dale. Quem não tinha fita-cassete com a trilha sonora, principalmente a da cena dos pianos, tava por fora. Eu tinha, e olha que odeio essa musiquinha de parque assombrado do começo. Todo mundo só queria morar à beira-mar, trepar e falar francês. Clica direto no 1'30". ;)



domingo, 4 de dezembro de 2011

Obrigada, Doutor.

Esse era o pôster que eu tinha no meu quarto, ao lado do pôster do Michael Jackson

Vocês já sabem. Sócrates era meu ídolo desde criança, desde que surgiu, porque ser corinthiano é uma coisa que se pega por osmose. Não se é corinthiano porque em determinado momento era o time da moda, o mais ganhador, o campeão de tal e tal título. Meu pai era corinthiano roxo e eu herdei dele o amor pelo time que ora dava tantas alegrias, ora tantas tristezas. Somos "o primeiro bando de loucos de uma história repleta de paroxismos". Mas aí ele chegou e transformou o folclórico em subversivo, em desafio, em modernidade. Ser corinthiano, com todas as agruras, tornou-se um orgulho. E sempre vai ser. Nossa história é bonita. Valeu, Dr. Sócrates.


Democracia Corinthiana, o ponto alto do futebol brasileiro


"Corríamos como crianças. Tínhamos prazer em jogar, nos divertíamos e divertíamos nosso fiel público. Era um tesão. Tesão de viver e atuar com liberdade, porém com maior responsabilidade em relação ao nosso trabalho. Os resultados todos conhecem, mas o mais importante de tudo gerado por lá foi a maturidade adquirida por todos os companheiros. Muito diferente dos dias de hoje ou da própria história dos jogadores brasileiros." (Sócrates)

  
PS: Não posso deixar de lembrar que tanto meu pai quanto Sócrates morreram muito mais cedo do que deviam e mereciam, enfraquecidos por uma doença em comum, o alcoolismo.