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sexta-feira, 13 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Fim da brincadeira
Levei a Nina para a pediatra, semana passada, para a consulta anual de praxe. A médica que a atende é do meu time - rigorosa, direta, não me chama de mãezinha, não atrasa o horário da consulta e é tremendamente atenta. Examina aqui e ali, praticamente a mesma coisa desde bebezinha - coração, olhos, barriga, língua, ouvidos; pensei que a única novidade tivesse sido medir a pressão. Mas não. Ao sentar para me passar as novas vacinas e receitas adequadas ao novo peso, a Dra. observou - e me deu um susto: "eu sei que tipo de mãe você é, e continue assim, porque está dando certo: ela não tem nem sinal de puberdade precoce". Quase caí da cadeira porque eu nem cogitava falar em puberdade na consulta de uma criança de sete anos. "Tenho pacientes meninas que chegam aqui de saltinho, maquiagem, com a puberdade adiantada. Sabe por quê? São adultizadas, sexualizadas. Há estudos sobre isso e eu tenho certeza de que o comportamento social está influenciando o biológico. Daí eu tenho que receitar medicamento pesado para manter o crescimento". Sim, há os hormônios, a alimentação e tudo o mais, lembramos. Mas o alerta dela foi o seguinte: "mantenha a criança longe da televisão, da programação de adultos, não deixe que se ache e se comporte feito mocinha". Não se trata de moralismo. Criança não tem que ver novela, Faustão, sair rebolando feito dançarina de palco, não tem que ouvir conversa de adulto, se vestir ou querer consumir feito adulta. Não sou eu que estou dizendo. Não são as moralistas, nem as feministas, nem as recalcadas. Ou melhor, somos nós todas, sim. E mais a Medicina.
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