A mão chega a tremer quando lembro dos livros mais importantes da minha vida, mas vamos lá entre os mais novos, de autores novos etc.
Então, todo mundo tava falando, né. Eu não escapei do hype. A Chimamanda parece uma pessoa bem legal e escreve bem. É bem novelona, na verdade. Os personagens são bastante idealizados, a mulher super ética, linda, sofredora, inteligente. O homem meio bobo mas muito boa pessoa etc. etc. Mas o novo olhar que a autora me trouxe foi o olhar da África. Mesmo que superficialmente, é uma narrativa que apresenta um olhar diferente, apesar de parecido com o do terceiro mundo latino-americano, desacorçoado com a corrupção, com a falta de perspectiva sobre o futuro do país, com a ignorância geral. Dá pra gente se identificar facinho com a história da África, o que não deixa de ser um olhar novo. Pelo menos pra mim.
sábado, 7 de novembro de 2015
Meme dos livros, dia 05: um livro que você levou até o final só por teimosia
Mantendo o compromisso de me ater a livros lidos recentemente, fica até mais fácil. Comprei assim que chegou às livrarias, confiando 100% no autor, um amor antigo que nunca antes havia me decepcionado. Capa dura, arte maravilhosa, fina, edição daquelas gostosas de se ter, de exibir, de folhear. Companhia das Letras, sabe como é. Mas que tombo.
E blablabla. Nem lembro do que está aí descrito, foi um livro que me irritou pela chatice e passou totalmente em branco. Só li até o final porque 1) é curto e 2) esperava uma pegadinha do Milan, uma surpresa, uma frase daquelas que valem a vida. Mas não. Na próxima novidade do autor, que já me fez tão mas tão feliz com Risíveis Amores e A Insustentável Leveza do Ser, vou me dar ao luxo de folhear um pouco, antes de investir.
Mas convenhamos: o homem sabe criar títulos.
"Lembrando A grande beleza, filme de Paolo Sorrentino acolhido com entusiasmo pelo público brasileiro no mesmo ano, o romance de Milan Kundera coloca em cena quatro amigos parisienses que vivem numa deriva inócua, característica de uma existência contemporânea esvaziada de sentido. Eles passeiam pelos jardins de Luxemburgo, se encontram numa festa sinistra, constatam que as novas gerações já se esqueceram de quem era Stálin, perguntam-se o que está por trás de uma sociedade que, em vez dos seios ou das pernas, coloca o umbigo no centro do erotismo."
E blablabla. Nem lembro do que está aí descrito, foi um livro que me irritou pela chatice e passou totalmente em branco. Só li até o final porque 1) é curto e 2) esperava uma pegadinha do Milan, uma surpresa, uma frase daquelas que valem a vida. Mas não. Na próxima novidade do autor, que já me fez tão mas tão feliz com Risíveis Amores e A Insustentável Leveza do Ser, vou me dar ao luxo de folhear um pouco, antes de investir.
Mas convenhamos: o homem sabe criar títulos.
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