quarta-feira, 8 de abril de 2009

Divagações pascoalinas ou "Que trazes pra mim?"

Ninotchka chegou contando SUPER entusiasmada (berros agudos):

- Mamãe, tinha um COELHO hoje na escola! De olhos VERMELHOS! E tem pêlo BRANQUINHO! E ORELHAS compridas! É IGUALZINHO o da música!


***

Daí que a minha mãe, a supervó, que cuidou dela durante a semana enquanto eu estava lá com o serviço de preso do ppt, queria dar uma lembrancinha de presente de Páscoa, porque vai viajar.
Eu argumentei que a Nina tem tudo o que quer, não precisa de absolutamente nada.
Ah, mas só uma lembrancinha, um ovinho de chocolate. "É Páscoa", disse a avó, que por sua vez só quer saber de bacalhau nessa época.
Eu concordei com "só lembrancinha", mas ovinho não, ela já vai ganhar um ovo de chocolate, não sei qual ainda (tenho que correr na Americanas - anotar correndo na agenda!) e que já que a Nina nem gosta muito de chocolate (prefere balinhas de iogurte) um ovo só tá ótimo, senão quem vai comer os outros sou eu e o marido.
Minha mãe balançou a cabeça, aparentemente aceitando.
Hoje nos chamou pra visitá-la no final do dia, porque amanhã viaja.
De lembrancinha, comprou uma areia tipo massinha, sofisticada e cara - custa R$ 109 por aí. Vem com umas fôrmas de castelo, princesa, tijolos etc.

Eu sou inilimpável!!!!

Detalhe: esse seria o presente de aniversário da Nina, conforme meus planos.
Depois disso ainda teve o ovo de chocolate. Grande. Das Princesas. Com uma Bela (da Fera) que brilha, dentro.

Insuperável: chocolate com princesas

E eu querendo criar uma menina simples, que ganha um ovinho só - aliás, que faz seus próprios ovinhos de chocolate (essa foi outra novela, toda na noite de ontem), sem delírios de consumo? Ou, causados por excesso de açúcar.
Bem, bem. Sem contar que vovó é professora primária aposentada. Nem tá podendo. Mas avós realmente deixam o tico e o teco na maternidade.


***

Daí quando vínhamos pra casa, eu formulei o seguinte raciocínio com a Nina


- Olha só, Ninotchka. Tua vó já te deu um ovo e brinquedo! E a gente já tinha feito ovinhos de chocolate ontem. Então tem chocolate demais em casa, já. Vamos fazer o seguinte? Escrevemos pro Coelho da Páscoa e explicamos que neste ano você não precisa de ovo de chocolate. Ele pode deixar outra coisa, tipo um livrinho, um vestidinho - que você está precisando... que tal?

Ela me olhou feio. Mas disse que vai pensar.

***

É, aqui em casa não tem aquele negócio de ressurreição, não. Só nos concentramos no mundano da coisa toda. Chocolate, bacalhau, coelho, feriado.


#beijomexcomunga

7 comentários:

Patricia Scarpin disse...

O João me perguntou ontem o porquê do coelho ser símbolo da Páscoa e eu não soube responder. :(

Cinthya Rachel disse...

e eu nem de chocolate gosto...

Tina Lopes disse...

Pati, eu já li sobre isso e esqueci. Vou googlear de novo. Mas dá preguiça, porque né?

Cin, sabe que eu amo chocolate mas um pedacinho aqui, outro ali. Esse exagero meio que empapuça, mesmo que só vendo. Tanto que fiz os bombons-derretedores e nem comi!

cris disse...

impagável o último comentário,ahuahuahuahuha. isso aí, aqui em casa também só queremos saber de mundanismos. nessas horas eu acho ótimo ter um filho adulto [se bem que eu comprei ovo de páscaoa pra ele *e* pra namorada, pode? já falei pra ano que vem ele descolar umestágio que a mamãe aqui num guenta mais não].

e eu também não sou alucinada por chocolate. qdo me dá vontade, como um pedacinho e já tá muito bom. bjs!

Dagwood disse...

Bom, veja pelo lado bom das coisas: imagine se a supervó comprasse o tal coelho? Por aqui, ela compraria até dois.

Quem não ia gostar era a Mimi.

Anne disse...

Eu também pensei que a supervó tinha comprado o coelhinho!!!
Nós também nos concentramos no mundano. Atualmente, porque tinha uma época, no século passado, que eu fazia jejum na sexta-feira santa. Daí que a primeira vez que chutei o balde com toda o catolicismo impregnado em mim (viajei escondido com o namorado, velha já com 19 anos), passei mal o feriado inteiro.
Hoje estou afônica. Velhas crenças difíceis de tirar da pessoa.

Tina Lopes disse...

É, Anne, eu sei como é. O marido se diz ateu mas toda sexta-feira santa ele inventa de comer um peixinho... diz que é pelo preço, sabe. ;)