sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eu sei

Isso aqui anda mais parado que olho de vidro.
Como dizia um ex-chefe meu.
Pro cliente que, por acaso,
tinha olho de vidro.


(eu sei que já contei, mas ah, faz tempo).

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pra começar bem o dia

Fazendo uma cama bem quentinha pra Mimi.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Eu, a anta onomatopaica

Arrumando o projetor pra apresentar meu PPT, o primeiro (e mais simples) de uma série inacabável, mexo, reviro e não consigo fazer a imagem aparecer na parede. A colega vem e plim! - era só apertar Função+F5. Todo mundo sabe disso menos eu?
Daí fui ajeitar o projetor pra apresentação não ficar torta, Tóin! - olho direto na luzona branca. Agora estou vendo bolinhas pretas.
E como a crise de ansiedade com direito a taquicardia é pouco, a coisa toda ficou pra depois do almoço.
Vou pro spinning, uma hora sem pensar.

#beijodadoida

terça-feira, 31 de março de 2009

En passant

Chega, já deu o que tinha que dar. Não aguento mais fazer o tal do ppt. Tem que pensar como a pessoa vai dar a palestra, eu que odeio palestra, nunca dei palestra. Não sei fazer. Desisto. I quit.
Vou fazer à Scarlett e deixar pra amanhã.
Hoje só vou contar da Nina, tá bom assim?
Ontem ela me disse, logo cedo, "mamãe, quero viajar pro Peru". E mais não explicou.
Eu dei um pulo e, de susto, comentei: "Logo pro Peru? Pra quê?".
Mas vendo que ia criar um preconceito terrível contra nuestros hermanos, me corrigi.
Contei* que o Peru é um país muito pobre, e que antigamente tinha muito ouro, mas não pra comprar e vender; que o povo de lá era muito inteligente, construía pirâmides nas montanhas mais altas, e se vestia, fazia estátuas e prédios de ouro; e que os espanhóis, os mesmos que invadiram as terras da Pocahontas, chegaram lá pra roubar todo esse ouro e mataram todo mundo (ela gosta de um thriller).
"Todo mundo não, mamãe, se ainda tem gente lá é porque uns fugiram".


***

E pela manhã, eu a levava de carro para a casa da vó (pra passar o tempo até a hora da escola); olho pro banco de trás, ela está de olhar longe, longe, eu pergunto:
- O que você está com essa carinha feliz, pensando em quê, posso saber??
- Mamãe, tô pensando que tô viajando de balão.

***

Outra, agora minha. Somos fiadores de um colega do marido. Ele foi no cartório pra confirmar minha assinatura no contrato e não bateu. É pelo menos a quinta vez que isso me acontece. Tenho uns 30 tipos de assinaturas por aí. Não consigo nunca fazer igual.
Engraçado é que, me sentindo culpada, e sendo o cartório perto do trampo, fui lá pra fazer novo registro de firma. O colega estava lá esperando, e é um ruivo tão tímido que quando me viu e cumprimentou, ficou todo vermelho.

***

* Depois fui lá ver se tinha chutado certo. Ufa. E não falei só de ouro, não. Contei das lhamas também.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pós-pós

A primeira aula de pós foi de oratória. Sim, Oratória. Um dia inteiro de aula de oratória.
O professor já me deu aula, de cursinho, 21 anos atrás. Ele usou esse fato ('viram como ela lembra de mim?') para demonstrar como é importante se posicionar bem no "palco" para ser lembrado. Eu lembro que ele foi o professor que não gostei no cursinho, porque era chato. E saiu no meio do ano, acho que demitido.
O título do power point dele era "Como se tornar um vencedor".
A próxima aula de pós será de oratória. Haverá um seminário. Escolhi o tema "comunicação virtual" ou algo do gênero.
A turma tem quase 40 pessoas. Destas, 99,5% mulheres. Desse total, 99,5% com 24 anos em média.
A coordenadora da pós interrompeu a aula pra dizer que a sala de aula era outra, que já estava expulsando os alunos daquela sala que seria a nossa. Estava errada, expulsou os alunos à toa.
Daí ela foi passar o cronograma de aulas e errou todas as datas. Botou aula em feriado e tals.
Ela contou que já houve uma turma daquele curso de pós, ano passado. E que não deu muito certo. Que tinha muito jornalista e "sabe como é, jornalista reclama mesmo". E que agora ela, que é jornalista, estava lá pra fazer as coisas acontecerem e qualquer reclamação era direto com ela.
Depois do intervalo tivemos uma atividade de interação. Pras apresentações. Cada uma riscava um fósforo e falava sobre si mesma enquanto o fogo durasse.
O professor de oratória dizia coisas como "estou muito feliz de estar aqui aprendendo com vocês".
Ao se despedir, mandou "um beijo no coração" de cada uma. E pediu que mandássemos power points fofos pro e-mail dele, que ele gosta.

Um sábado inteiro de sol e R$ 225,00 perdidos. Eu já desisti e não volto mais.