sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ch-ch-ch-ch-changes

Time may change me, but I can´t trace time.

Escrevo com a orelha esquerda latejandinho. Tem uma semente de mostarda grudada com esparadrapo lá. Aliás, várias. Fiz hoje uma sessão de auriculoterapia, que é tipo uma acupuntura na orelha, com a secretária do dr. B – ela faz faculdade de Medicina Oriental, ou coisa assim. Eu disse, não disse, que pra reduzir a ansiedade ia tentar de tudo, exceto despacho e promessa?

O Dr. B. ficou lá em volta, tirando sarro. Diz que se o problema é grande, a semente tinha que ser de abacate. Que agora eu não posso tomar banho e sair no sol, senão nasce um pé de mostarda na orelha. E perguntou como é que eu faço auriculoterapia, sendo a descrente que sou?

Bem, o negócio é esquisitinho mesmo, mas uma coisa é uma coisa. Tenho o maior respeito por coisas do Oriente, tirando comer cachorro e o comunismo chinês.

Ela me encheu a orelha de sementinhas e uma agulha no local onde deve ficar concentrado o stress – algo assim. Até agora, pelo menos no ponto que devia interferir na compulsão, não adiantou muito, porque estou me entupindo de amêndoas e damascos o dia todo.

O que, aliás, é uma mudança radical – da Bono Chocolate para damasco. Isso é coisa da nutricionista. O programa alimentar que ela me passou é incrível. Imagina eu fazendo suco de fruta com couve todo dia. Pois estou. Bati um pé de couve, praticamente, no liquidificador, com um pouco de água e um pedacinho de gengibre. Daí fiz gelo com essa massa verde. Na hora de fazer suco, pego um gelinho de couve e jogo lá. Assim contorno o amarelamento da couve na geladeira.

Juro que os sucos ficam bons. Coloco também um pouquinho de linhaça. A cara fica feia: suco marrom. Ofereci hoje o de manga pra dona Ana e ela quase cuspiu o cigarrão. Mas o resultado é que a minha pele e o organismo parecem estar sendo realmente desintoxicados. No começo saiu um monte de espinha, agora parou.

Quanto ao homeopata, decidi não comprar o arsênico que ele me mandou tomar. Convenhamos que ele não foi muito com a minha cara e a consulta foi rápida. Já vai logo receitando arsênico, pô? Ah, brincadeira, eu sei que o arsênico em questão não é bem aquele do veneno. Mas meu santo não bateu com o dele, então vou consultar pelo menos mais um.

E hoje começo a dormir com uma placa provisória pros dentes inferiores. Se eu fosse uma pessoa normal, que passa pelo menos, sei lá, seis meses sem precisar de dentista, eu teria uma placa definitiva para os dentes superiores, que é o correto. Daí entra o dilema de Tostines: como é que vou fazer a placa definitiva se não paro de quebrar os dentes, e como vou parar de quebrar os dentes, se não tenho placa definitiva? Chegamos a uma solução provisória.

E apesar de tudo isso, ainda sou eu.
(fiz uma foto da orelha mas a palm deu pau)

Teste: Que livro você é?

"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis
Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem."Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.
Roubado da Rô-Loló. Digamos que esse post seja o migué do migué.
Agora... carisma? popularidade? oi?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Eu tava comentando no Twitter (falando sozinha, portanto) que todas as pessoas que conheço que lêem horóscopo são homens. Acho isso divertido, porque eu realmente nunca me interesso de saber nada sobre meu signo. Mas tanta gente indicou este site aqui, e lá eu gostei bastante da versão poética para minha pobre balancinha. Olha só. Do Carpinejar.

LIBRA 23/9 a 22/10

* Uma árvore é enterrada de pé. Como uma guitarra.

* O sobrenatural é a rotina. Repetir tudo exatamente igual não é fácil.

* A feição envelheceu com unidade. Até os óculos acompanharam.

* O que eu vou ser quando crescer é o que não tive tempo de fazer na infância.

* A poesia é como os pedais do piano, o leitor presta atenção nas mãos do pianista.

* Há dois tipos de ex-mulher. A que torna todas as escolhas futuras erradas depois da separação e a que torna todas as escolhas futuras acertadas depois da separação. O resto é poesia ou Vara de Família.

Fabricio Carpinejar.


Essa da ex-mulher eu não peguei, confesso. Italizei aquelas com as quais me identifiquei. Mas isso não vai me fazer acreditar. Talvez eu siga o tal do Acuio no twitter e olha lá.