Voltei pra academia depois de faltar umas 3 semanas. O professor tá meio de mal comigo.
Fiz a aula de spinning, saí antes do alongamento porque não queria brigar por chuveiro - tá cheio de periguete nova porque o verão, diz a lenda, tá chegando.
Uma colega do spinning já estava saindo do banho, eu me preparando pra entrar, olho na bolsa e exclamo:
- Droga, esqueci meu sabonete!
A moça, super solícita:
- Pega o meu - só tem um restinho mesmo. Pega!
Nooooo, thanks.
NOJO!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dia dos Professores às avessas num post gigante
Acho que estou sendo repetitiva, mas não achei na busca nem desse, nem do blog anterior, então liga a tecla déjà vu pra histórias nada exemplares de professoras doidas. Antes devo dizer que minha melhor professora foi a de primeira série, que me alfabetizou, e que era minha madrinha. A da segunda série também foi ok, mas não gostava dos meus desenhos. Uma vez disse que eu não tinha imaginação porque pintei uma flor com cores reais demais. E olha que passei horas fazendo o degradê do roxo interno para um azul nas pétalas.
Enfim.
***
Não sei se é só na minha cidade natal, que é horrorosa e tem uma fumaça fedida de fábrica de papel (ops, aliterei), ou se era a pílula com excesso de hormônio dos anos 70, mas as professoras da rede pública aparentavam ser 20 anos mais velhas, todas. E suspiravam deixando bem claro o ódio que tinham pelo ofício e pelos alunos, menos os mais bonitos e com algum dinheiro – tinha de vez em quando uns filhotes burgueses no meio da gentalha, e quando era assim, eram eles que entregavam as rosas pro governador, eram as Sinhazinhas e Noivas das festas caipiras. Saca, né.
***
Gente, havia exceções, claro! A maioria da minha família, claro, hahahaah. Porque as mulheres se não eram donas-de-casa, eram professoras, e os homens trabalhavam na fábrica. Então. Havia exceções, mas poucas foram minhas professoras.
***
Continuando. A Dona (nem pensar chamar de tia) S. da terceira série era meio preguiçosa, vivia reclamando. Torceu pro Ronald Reagan ganhar a eleição americana e não sei por que diabos essa informação ficou na minha cabeça. Um belo dia, eu atrasada copiando a tarefa no quadro, o sol batia no meu rosto, ela me mandou continuar olhando pra frente. Daí chamou o Geraldo, coleguinha por quem eu era apaixonada.
- Geraldo, olha a Cristina, ela tá vesga ou não tá?
- Hmmm, tá sim fessora.
- Turma, venham ver se a Cristina tá vesga. Cristina, olha pra frente, que depois vou falar com a tua mãe pra te levar no médico e te botar um óculos.
Fui a atração freak da semana. E no fim ela estava certa, e era estrábica. Ganhei uns lindos óculos de armação mezzo dourada mezzo imitação de tartaruga.
Essa gostava de me expor pra turma. Eu era a melhor aluna de redação, fato. Daí surge um concurso estadual de redação; o prêmio era em dinheiro pra criança e pra professora, além de uma viagem pra capitár pra conhecer o governador. Só que eu era lerda pra escrever. A professora me mandou caprichar e disse que botava fé na minha redação. Que tinha um tema bem chato, claro, algo como o futuro do Brasil. Não consegui terminar até a hora do recreio. “Então fica todo mundo na sala de aula enquanto a Cristina não termina a redação”. Segurou o pessoal uns dois minutos, foi só pra me meter medo. Ficou na sala comigo, pressionando – capricha que eu quero ganhar! Quando acabei, a redação era uma bosta e ela deixou isso bem claro. “Que decepção”. Mandou a do Geraldo pro concurso, só. Mas ele também não ganhou.
***
Dona I., um post à parte, praticamente
Na 4ª série veio a louca-mor. Trauma da minha infância, a professora que me odiou desde o primeiro dia de aula. Ou antes, quando soube que eu seria sua aluna, porque ela não gostava da minha mãe.
Dona I., que o diabo a carregue, fez uma revisão de matemática na primeira aula e escreveu “Exemplo” no quadro (sei que já contei porque o Ivan me chamou de pentelha num coment). Eu perguntei – professora, mas a senhora fala exempro e escreve exemplo, qual é o certo?
Sifudi, claro.
Dona I. mandou, durante a 3ª série, a turma fazer duas vezes a mesma redação: “Imagine que você morreu e está vendo seu próprio velório”.
Dona I. ficava sentada ao lado da porta com um ventiladorzinho virando em sua direção, nos dias mais quentes. Os alunos tinham que ir até sua mesa para ter os exercícios corrigidos, tirar as dúvidas etc. Uma vez eu derrubei e quebrei o maldito ventilador. Ela ficou puta da vida. Contei pra mãe, que garantiu que compraria outro, ela disse que não, não precisava, ia se ofender se fizesse isso. Daí um dia eu faltei aula e o Geraldo – aquele que eu gostava – me contou que ela passou o dia falando mal da minha mãe, que teria prometido um ventilador e não deu.
Dona I. era uma psicopata. Num dia de temporal, ela abriu as cortinas e ao ver a escuridão da tempestade, às 3 da tarde, disse pra turminha que era o Dia do Juízo Final e que iríamos todos morrer, longe dos pais. Como minha mãe já tinha comentado que cairia um toró, que não era pra eu ter medo e tal, fiquei esperta (o Geraldo também) e não dei muita bola. Ela desenhou um Jesus Cristo no quadro e uma menininhas ajoelharam. E rezaram, claro. Fui ao banheiro e vi que em todas as outras salas as aulas transcorriam normalmente.
Uma vez ela pegou uma cobra de borracha e jogou no corredor. Me mandou ir à cantina buscar “uma coisa”. O quê? “Uma coisa”. Fiquei desconfiada, e só por isso não dei um piti quando vi a cobra. Passei longe dela. Daí a Dona I. me chamou. “Volta, Cristina, com você não tem graça”. E foi chamar a Patrícia, a menina mais delicada da turma, pra dar o vexame.
Outra que já contei em algum boteco virtual por aí: única vez na vida que tive coragem de assumir uma paixão foi quando pedi pra Dona I. que me deixasse ser par do Geraldo na festa caipira. Fui ousada. O que ela fez? Chamou o menino que era o meu par e disse que eu não queria dançar com ele porque eu era racista – ele era negro, obviamente.
Ela desenhava bem. Uma vez a encontrei na rua, com uma amiga, e ela me elogiou, me chamou de inteligente.
***
Eu poderia continuar até a faculdade, mas não lembro de muita coisa desse período. ;)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Tarantino é foda
Bastardos Inglórios é maravilhoso: violento, engraçado, criativo, desaforado. Tudo que o Taranta sabe fazer de melhor. E achou um ator austríaco, Christoph Waltz, que o acompanha sem pudor nessa viagem. É cruel, duro, sério, de meter medo, violento, engraçado, sedutor, galante, tudo (estou apaixonadinha).
Brad Pitt está previsivelmente péssimo, mas sua canastrice serve ao personagem. Tão lindo, quando quer parecer que sabe atuar, ele tenta se enfeiar - como o louco vesguinho dos 12 Macacos. Aqui ele faz um queixo-gaveta. Enfim. Teve quem achasse que, em Jackie Brown, Robert De Niro estava ridículo, medíocre, abaixo do seu nível de atuação normal. Não, ali é que ele estava atuando, sendo um idiota qualquer, não um ícone. Haverá também quem curta o Mr. Angelina pelos motivos contrários, capisce? (piada interna)
Aliás, como em Jackie Brown, Tarantino põe as mulheres no papel de pensadoras, planejadoras, enquanto os homens são força bruta. Uma delas, Melanie Laurent, é incrivelmente parecida com a Carla Camuratti nos melhores dias.
Violentos, todos os personagens são. Mas eu também ri de quase perder o fôlego. Já foi ver? Então corra.
domingo, 11 de outubro de 2009
Já que é pra ser intolerante
A galera do politicamente correto ganhou e é o seguinte, você sai num lugarzinho legal pra almoçar e já não tem gente fumando, nem sem camisa, também não pode deixar a criançada tocar o horror. Então quero deixar aqui meu projeto de lei pra que se proíba a entrada de garrafa térmica com água quente pra cuia do chimarrão.
Pra mim, é esteticamente ofensivo. Também pressupõe a arrogância moral do Orgulho G (gaúcho).
Acho cafona.
Pronto, falei.
E estou elaborando um projeto de lei pra que se proíbam também os palitos de dentes.
Quem encampa?
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