sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Update parte 2

Hoje o chefe brincou de me dar um "passe" de energia positiva.
Mas tá tudo bem agora. A energia elétrica também foi restabelecida (apesar de ter acabado de piscar, sabe como?) e o telhado, reza a lenda, está pronto. Rápido, hein.
Os pedreiros garantem que até dia 20/12 teremos gás e energia solar instalados, banheiro reformado e pedras cafonas derrubadas.

Update

Choveu 123 milímetros de água ontem à noite. Isso é o normal de chover num mês. Chuvoso. Deixei a Nina na casa da minha mãe, porque eu tinha reunião hoje pela manhã, e não queria acordá-la muito cedo pra ir pra escola. Então ela não viu, ainda bem, seu quartinho com água vazando pela luminária cor-de-rosa; nem o meu guarda-roupa transformado em cachoeira, nem eu desesperada tentando salvar minhas roupas; nem as gatas subitamente amiguinhas, impressionadas com o riozinho que entrava pelas frestas do telhado e pelo chão da cozinha.

Só sei que o rodo é um objeto subestimado. Não sei hoje o que seria de mim sem ele.

Daí agora há pouco o E. ligou avisando que nossa casa quase pegou fogo: os pedreiros puxaram um fio de luz, que deu um curto-circuito e quase derreteu o quadro de energia - aquele que tem os botões de cada área da casa, sabe?

Então, como passei a manhã toda numa reunião, vou lá em casa enquanto é dia e ainda tem sol pra ver se salvo algumas carnes da geladeira. Pegar roupa e pijama pra dormir, também.

Bem, a partir de agora só pode melhorar, né? #pollyannafeelings

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vírus?

Amiga avisa que não consegue acessar meu blog porque dá mensagem de malaware - e da Katylene, que eu nem linko aqui. Aí com você também?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Complementando


Essa parede de pedra vai ser derrubada. Os lustres também vão sair - tudo muito vintage pro meu gosto. Duro vai ser aguentar as visitas (todo mundo!) dizendo "ah, mas eu gostava tanto daquelas pedras... A dona Ana vai levar umas pedras pra casa dela, pra fazer uma gruta pras imagens de santa. A única que entendeu pra que servem pedras: gruta.


Situação hoje pela manhã. Não tirei fotos do telhado porque tenho medo da escada.
Ali atrás, o espaço Fitness Cult Gourmet ocupado por materiais de construção.


Banheiro da suíte presidencial. Como achamos que ia só chover e tive de escolher os azulejos e piso meio na pressão , fui muito criativa: paredes brancas e piso cinza. Quase compramos uma banheira mas o teto é baixo demais pra isso; marido ia bater a cabeça no chuveiro. Enfim. Loucura.



Nina e Ricardinho só pra lembrar que, com ou sem reforma, DIA DE SOL É TUDO!

Em Obras




Todos os poucos que ainda passam por aqui sabem do drama do meu telhado. Mas não custa dar um briefing. Então. Em 2005 compramos nossa casa. Ela já tinha 30 anos. Pra mudança, fizemos umas reformas básicas: abrimos a cozinha e fizemos no estilo americano, com balcão, porque era muito escura; trocamos o piso, que era uma lajota de farmácia, por taquinhos e mais uns detalhes que não lembro. Dois anos depois, a segunda reforma: trocamos as janelas, que eram vitrôs enferrujados, por alumínio; fizemos uma escadinha no buraco da garagem, que parecia rampa de trocar óleo de posto de gasolina; reformamos o banheirinho da Nina e mais outras coisinhas. Agora estamos indo pra aquela que, espero, seja a última reforma.
Desta vez, vamos finalmente consertar o telhado. Fizemos vários orçamentos e a  maioria previa catástrofe tipo 2012: teríamos de sair de casa, passar meses fora, pra trocar tudo, todo o madeirame, forro (não há laje) e gastaríamos uma fortuna. Ok, nem tanto, mas só nisso teríamos de fazer um empréstimo daqueles pra pagar em cinco anos o equivalente a um aluguel.
Felizmente tivemos a indicação de uma equipe de 3 pedreiros (equipe é ótimo) recomendados pela prima de uma amiga que é arquiteta: eles já fizeram os telhados da casa dela e do irmão; além disso, reformaram o apê da amiga. Nessa hora, mais importante que orçamento é a indicação de gente de confiança. E eles garantiram que é preciso trocar muita madeira, colocar novas vigas, mas não precisa trocar forros. Legal. Sai mais barato e não precisamos sair de casa durante a obra.

(pausa pra respirar)

E já que vamos mexer no telhado, que tal fazer tudo de uma vez? Como tenho um marido professor de Ética e preocupado com o futuro do planeta, vamos instalar aquecimento solar. Bem, mas moramos em Curitiba, então comofas? Aqui só se aproveita o aquecimento solar, sendo otimista, uns 60% dos dias. Isso diz o vendedor do sistema... Então será instalado gás também. Finalmente teremos banhos quentes tipo os de hotel! Ê! Mas pra isso é preciso mexer mais: a caixa d'água deve ser levantada, pra criar pressão. Então os pedreiros, além de consertar o telhado, vão levantar uma laje acima dele, onde colocarão a caixa d'água e todo o sistema de aquecimento - o tal boiler de água quente.
Mas pra instalar aquecimento a gás teremos de mudar todo o encanamento, não é? Já que vamos fazer isso, reformamos de vez a nossa suíte, que tinha privada e pia verdes-musgo horrorosas.

(calma que tá acabando)

O primeiro dia de reforma foi a segunda-feira, que começou nublada e com garoa. AH SIM! Não pode chover, né? durante as obras. Meio óbvio. Mas estamos em Curitiba e cada dia é uma surpresa. Emoções meteorológicas. Daí os pedreiros acharam melhor começar pelo banheiro. Derrubaram tudo, abriram a nova janela. Mas no dia seguinte, terça, o tempo abriu, e eles foram rapidinho fazer o telhado. O videozinho mostra, de forma precária, o barulho e o movimento dos lustres (que são herança, ainda, dos antigos donos e também devem ter uns 35 anos) no teto.
Os pedreiros são rápidos. Tem um que fica assoando o nariz o tempo todo e isso não é uma coisa boa de se ouvir sobre sua cabeça. Outro matraqueia feito o homem da cobra, seja lá o que for.
Vou contando, com fotinhas, o andamento. Agora meu blog virou o diarinho da obra.

domingo, 15 de novembro de 2009

Domingueira

Depois de curar o bode do churraso, fomos correndo à loja de materiais de construção, comprar pregos gigantes. Amanhã começa a obra do telhado: parte dele será refeito, parte do forro pode ser trocado, ou não. A madeira para as vigas ainda não chegou. [ansiedade]
[pancadas de chuva previstas para a semana]
Levamos luzinhas pisca-pisca, um unicórnio e uma fada para a árvore de Natal. Nina não se aguenta de expectativa pra montá-la. Vamos fazer isso agora. Mas dependendo da obra, pode ser necessário desmontá-la logo também.

Fotos mais tarde.

Pontos de vista

Eu tenho cabelos pretos e pele muito branca. Minha tia me chamava, quando eu era criança, de preta polaca. Já minha irmã é loira de pele morena: virou a polaca preta.

Porca miséria

Tem uma moça frequentadora da academia que é parecida com a Geena Davis: aqueles lábios grossos, rosto anguloso; o corpo é diferente, ela é magra mas não do tipo seca, as carnes são fartas e duras. Cabelos pretos cacheados, sempre bem presos num rabinho, com uma franja alisada e teimosa. Ela faz faculdade de manhã - uma daquelas caça-níqueis baratinhas - e trabalha numa loja de departamentos num shopping  bem distante do centro, à tarde. A academia fica no meio do caminho: ela sai de um ônibus, faz uma hora de exercícios, depois almoça um salgado em qualquer lanchonete e segue pro shopping, pra pegar o turno que vai até as dez.
Ela faz musculação. Os homens ficam doidinhos por ela, que é do tipo bobona-simpática. Novinha. Na hora de ir embora, a moça entra no vestiário e engata papo com quem estiver lá. Vai tirando a roupa de ginástica. Pega uns papéis de enxugar as mãos ao lado da pia e passa ao redor do pescoço, entre os peitos, debaixo do sovaco. Tira tudo e se veste pro trabalho. Mesmo com as bochechas rosadas pelo esforço da musculação, abre a bolsa e retira o estojo de maquiagem pra reforçar o rímel e o blush.
Sai apressada e saltitante, só com o tal frescor da juventude.

***
Pelo menos essa aí não causa fila no chuveiro. Sexta-feira saí do spinning e fui tomar meu banho. São apenas dois chuveiros. Um dos boxes passou uns vinte minutos ocupado. Tirei a roupa, guardei tudo no armário, me enrolei na toalha e fiquei com o sabonete na mão, aguardando. Duas meninas tomaram banho e nada do outro box ser desocupado. Saí e a moça que entrou em seguida me segredou que ao lado ainda estava a mesma pessoa. Pensei, ué, deve ter desmaiado, não é possível. No momento em que eu ia bater pra perguntar se estava tudo bem, a mocinha saiu, enrolada na toalha, com xampu, creme, sabonete e óleo corporal nas mãos. Entrou correndo no reservado da privada e lá deve ter ficado se trocando por mais uns 20 minutos.
Eu também sou pudica, mas quando em Roma, faça como os romanos, ora. Na saída, pedi ao dono da academia que coloque uns avisos de banho rápido.