sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

E acabou! Uma parte.

Hoje é sexta-feira dia 11/12 e acabou a obra da minha casa.

A parte dos pedreiros, claro. Ainda teremos lances emocionantes nos próximos dias com a instalação do aquecedor solar, quando finalmente vou poder voltar a usar as torneiras e chuveiros da casa; com o lixamento dos tacos, que serão também encerados ou pintados de sinteco, sei lá como chama. Essa vai ser dureza: a casa vai ser dividida em duas partes: moraremos num pedaço. Depois que o tal sinteco ou cera secar, todos os móveis e nós também seremos transportados para o outro lado. Um processo de uma semana. Podia rolar em 3 dias mas ia sair uns milão mais caro. So...

A última coisa feita em casa foi a churrasqueira. Que está sendo "testada" neste momento pelos valorosos pedreiros. Aliás, fiquei sabendo que o piso salarial de jornalista no Paraná agora é de R$ 2.050. Isso significa que um pedreiro ganha mais trabalhando comigo que um colega na Gazeta do Povo.

Ah, sim. Um dos pedreiros, o matraca, vai voltar semana que vem com um amigo pintor. Os dois vão pintar a casa toda por dentro. Vão ficar revezando com os caras do lixamento de tacos. Então o remédio vai ser me juntar à Nina na casa da minha mãe.

Amanhã só vou pensar nas cores. Mantenho vocês informados. Sugestões?

Ninotchka

Estava na casa da minha mãe, vendo tv com Nina no colo, matando saudade e dando cheirinho nos cachos. Passa a propaganda do 180, número de telefone para mulheres agredidas. Nina fica impressionada e eu explico:
- É ruim que as pessoas batam umas nas outras, mas é muito pior que um homem bata numa mulher. Porque mulheres são mais fraquinhas. Por isso, pra se defender, agora tem esse telefone: se algum homem quiser brigar, a mulher pode ligar pra polícia pra prenderem ele.

(ok, quem dera fosse assim, mas enfim)

Voltei pra casa bagunçada e a Nina ficou na casa da vó, seu retiro de organização em meio ao caos.
Dia seguinte minha mãe me conta que ouviu o seguinte diálogo entre Nina e Ricardinho (ele ainda não fez 4 anos).

- Ricardo, não bata em mim senão eu telefono e a polícia vem aqui.
- Então eu vou bater!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Aconteceu

Três semanas de obra e finalmente perdi a paciência. O cara do aquecimento solar fez uma lista de nada menos que 32 itens a serem comprados ainda hoje, isso se a gente quiser que o equipamento comece a funcionar lá pela segunda ou terça. Pô, na hora de vender o sistema, disseram que estava tudo incluso - e iam faltar só umas coisinhas.

TRINTA E DOIS ITENS.

Coitado do marido porque ó, não aguento mais loja de material de construção.
E claro que isso tudo deve estar nas entrelinhas do contrato. Então nem adianta chiar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Honra!

A Lola fez novo concurso de blogueiras e adivinha: alguém (a própria Lola, acredito) indicou meu post de Dia das Mães - porque o tema desta vez é maternidade. Tá cheio de gente boa nos links, papo sério e tals. Menos no meu post, obviamente, que é só curtição. Vale a pena, vai lá, lê e vota. Em mim! Hahahaah. Não, brincadeira, hein! O que vale é participar.

A quem ainda interessar possa

Incrível. Os pedreiros vão acabar o serviço na sexta-feira. Vou te contar, viu, não imaginava um trio tão competente. Estou impressionada e passo os contatos pra quem quiser. Depois vou fazer um post só sobre eles - O Bom, O Mau e O Feio. Agora vamos ao que (ainda?) interessa. Mi casa, su casa. Mis muéveles, tus muéveles, hahahaah. (não repare no layout, esse blogger tá jogando texto e fotos pra tudo que é canto).


Este aqui era o armário do banheiro, com cerca de sei lá, uns 20 anos, por baixo. Tem aquele aramado de guardar roupa suja que eu adoro. Uma prateleira e duas gavetas. Bem, ontem não fui trabalhar - meu chefinho e colegas são uns amores que me entendem e me dispensaram porque todo mundo fez reforma em casa este ano e porque eu também não sirvo pra muita coisa - e passei o dia lixando. Meus dedos já viram dias melhores, mas foi bem legal. Sabe, serviço pesado, honesto, que você não precisa pensar? Adoro.


Virou isso aqui - duas demãos depois. Ainda vou passar mais uma. Acho que eu devia ter colocado mais daquele negócio que amolece a tinta, já foi uma latinha pequena. O spray foi um gasto desnecessário: é horrível pintar com spray, escorre, faz uma sujeira do caramba. Esse armário aí vai sustentar o granito preto da pia. Pro banheiro branco. Branco e preto, porque meu negócio é criatividade mesmo.

Daí eu tava na loja, gastando já os tubos pra comprar os metais, que é a parte mais cara, e consegui passar a conversa no marido pra gente trocar a privada marrom e a pia de plástico ("dourada" na linda imaginação da Nina, mas bege encardida, na dura realidade) do lavabo (sim, minha casa tem lavabo, olha que coisa), por um joguinho simples, simples - nem cenzão gastamos - de pia e privada. Aí que o molho sai mais caro que o peixe. O pedreiro descobriu que o registro estava quebrado, que a válvula hidra estava encrencando etc. etc.
Saca o desastre. Depois que consertar tudo ainda vamos ter que pintar. Mas tudo bem, tem uma latinha do amarelo do lavabo, que já era do corredor do antigo apê, ainda, na área de serviço. E agora eu sou uma pintora, vide item acima.



Olha o Juca Bala estacionado ao lado do carro do pedreiro. Isso é um Corcel ou Chevette? Bem, seja o que for. Tem um outro que os traz toda manhã, azul. Daí outro dia vim fechar a casa, porque eles ficaram sem chave. Se despediram e tals. Olho pra fora, estão os três tentando abrir o carro. O trinco tinha quebrado por dentro. Tiveram que fazer como os ladrões, enfiando uma chave de fenda. Demorou um tempão, coitados. E o que abriu ainda teve que aguentar os outros dois tirando sarro pelo "know-how". Ah, sim, anteontem passou um carro correndo pela rua e levou fora meu espelhinho retrovisor. Saco.




E aqui a mais nova novidade da reforma. Eis que marido chegou à conclusão que o negócio de madeira aí da frente, que eu não sei o nome, aliás, eu nunca nem tinha olhado pra isso direito, estava feio e meio caído. Resultado, mais uns duzentão de mão-de-obra e sei lá quantos vestidinhos eu perdi no preço da madeira. Tudo bem que o madeireiro é amigo velho do tempo de faculdade. Mas eu ainda não vi, juro, o porquê de trocar toda essa parte da frente. Coisas de meninos.




Chato é que as partes onde passam os canos - então imagine: uma BOA parte da casa - vai ficar assim porque, bem, acabou o dinheiro e não vai dar pra pintar tão cedo. Mas se formos pintar só pra dar uma garibada, eu e marido (ai minha coluna), também não sabemos a marca nem a cor da tinta. Talvez tenha sido trauma daquela vez em que os então pedreiros contratados – que não eram O Bom, O Mau e O Feio, eram os Três Patetas mesmo – fizeram a pintura externa e o que era pra ser um cinza levemente esverdeado saiu nesse verdinho mimoso.


Olha aí a estrutura das duas caixas d'água e boiler. Repare a engenharia de alta precisão: os pedreiros fizeram dois buracos na caixona. Eu e marido ficamos dias olhando aqueles buracos e imaginando pra quê serviriam (sempre esquecíamos de perguntar): pras gatas respirarem, caso entrem na caixa? Pra fazer de janelinha e observar o funcionamento do boiler? Daí ontem descobrimos: era pra colocar as madeiras e fazer um andaime pra fase final da obra. Que coisa.
Os painéis do aquecimento solar ainda não chegaram. Tudo bem, o sol foi embora mesmo.



Uma vista do fundo pra frente, só pra me exibir.














Ah, sim, olha como ficou o chão da cozinha. Madeira wannabe (é lajota mesmo!). Adorei. Bom de passar pano toda vez que alguém derrubar alguma coisa - o que acontece toda hora.







Agora o momento pobre de espírito: o rack de micro-ondas. Eu, assim como meu querido Nilus Queri, sou anti-rack. Mas daí que a grana começa a acabar –  já contei que agora só temos um carro, o Juca Bala? – e concessões estéticas começam a ser feitas. Esse rack aí era pra ficar reto, mas veja que se eu colocar um pudim pra cozinhar no micro, ele vai ficar mais alto de um lado que do outro. Além de ser uma coisa medonha de se ver. Mas economiza espaço no balcão, que era o objetivo. Outra coisa: no meu mandato não se usa lixo em pia. Nem mesmo dentro de cozinha. Mas digamos que tirei uma licença parlamentar.

É isso por enquanto. Falta colocar as torneiras, arrumar uns detalhes, fechar uns buracos e, outro extra, consertar a chaminé da churrasqueira. Os amigos vão adorar não sair defumados de nossos churrascos. Mas depois dessa reforma, só vai ter churrasco se alguém trouxer a carne.

Na segunda-feira começa a segunda fase: lixamento e polimento dos tacos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Desertora

Nina tem passado os dias de reforma na casa da vó, saracoteando com o primo Ricardo. Aqui está muito desorganizado, tem dia em que ficam só o sofá e a tv à nossa disposição. Uma sujeira daquelas que desanima limpar, porque no dia seguinte, piora. Então tá ótimo ela por lá. Mas domingo tive um ataquinho de saudade e trouxe ela pra ficar o dia todo conosco, em casa, fazendo coisinhas de domingo - tomando sorvete, vendo desenho, passeando pelos arredores etc.
Fazia dias que ela não entrava no próprio quarto. Quando viu o banheiro todo desfeito (por causa dos canos de cobre e a instalação dos misturadores e chuveiro novos), ficou em choque:
- NÃO ACREDITO QUE DESORGANIZAÇÃO!

E já declarou que nesta casa não mora mais, enquanto não estiver tudo bonitinho de novo.